AREsp 2577413 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e fundamentada os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, incidindo o art. 932, III, do CPC e a Súmula 182/STJ, e não demonstrou como afastar o óbice da Súmula 7/STJ sem reexame do conjunto fático-probatório.
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- Parties
- Agravante: Iuri Luiz Bedin; Apelante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo (inadmissão)
- Outcome
- Não conheço do Agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Súmula 182/stj, Súmula 7/stj, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Reexame De Provas
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Iuri Luiz Bedin
Agravante
Ministério Público
Apelante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo (inadmissão)
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 182/STJ por ausência de impugnação específica
- 2 incidência da Súmula 7/STJ como óbice à admissibilidade
- 3 ônus de demonstrar, pelo agravante, como afastar óbices sem reexame de prova
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e fundamentada os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, incidindo o art. 932, III, do CPC e a Súmula 182/STJ, e não demonstrou como afastar o óbice da Súmula 7/STJ sem reexame do conjunto fático-probatório.
Court Disposition
Não conheço do Agravo
Orders
- Com fulcro no art. 932, III, do CPC, não conheço do Agravo
- Publique-se
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Agravo de decisão que inadmitiu Recurso Especial (art. 105, III, "a", da CF) interposto de acórdão cuja ementa é a seguinte: APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA, AMPARADA NO ART. 11, CAPUT, DA LEI N. 8.429/92. INCONFORMISMO DO RÉU VENCIDO E DO MINISTÉRIO PÚBLICO. APELO DO RÉU AFASTAMENTO DA CONDENAÇÃO. SUBSISTÊNCIA. ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS REALIZADAS PELA LEI N. 14.230/2021, QUE REVOGARAM AS CONDUTAS PREVISTAS NO ART. 11, CAPUT, COMO ATOS ÍMPROBOS, EXIGINDO A INFRINGÊNCIA A UM DOS SEUS INCISOS. ROL TAXATIVO. AUSÊNCIA DE TIPIFICAÇÃO. APLICAÇÃO DAS MODIFICAÇÕES AOS PROCESSOS DE CONHECIMENTO EM CURSO. ENTENDIMENTO EM CONSONÂNCIA COM O TEMA 1.199 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ARE 843989). PRECEDENTES. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA, PARA AFASTAR A CONDENAÇÃO COM BASE NO REFERIDO DISPOSITIVO. RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NECESSIDADE DE CONDENAÇÃO DO RÉU VENCIDO À PRÁTICA DOS ATOS PREVISTOS NO ART. 9º, X E XII, DA LEI 8.429/92. PARCIAL ACOLHIMENTO. USO DE COMPUTADOR FUNCIONAL QUE NÃO RESTOU EFETIVAMENTE DEMONSTRADO. DOCUMENTAÇÃO AMEALHADA AOS AUTOS, POR OUTRO LADO, QUE EVIDENCIA QUE O RÉU, OCUPANTE DO CARGO DE DIRETOR DE TRÂNSITO, SE OMITIU DOLOSAMENTE NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES, PARA OBTER SUCESSO E, CONSEQUENTEMENTE, LUCROS NA SUA ATIVIDADE PRIVADA, VOLTADA À DEFESA DE AUTUAÇÕES DE TRÂNSITO. SUBSUNÇÃO DOS FATOS AO ARTIGO 9º, INCISO X, DA LEI N. 8.429/92. APLICAÇÃO DAS PENALIDADES PREVISTAS NO ART. 12, INCISO I, DA LEI 8.429/92. RECURSO DO RÉU CONHECIDO E PROVIDO. APELO DO MINISTÉRIO PÚBLICO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. A parte agravante, nas razões do Recurso Especial, sustenta que ocorreu violação dos arts. 485, IV, § 3º, e 493, parágrafo único, do CPC; 9º, X, 11, 12, I e III, 17, §10-C, da Lei 8.429/1992. O agravante contesta a aplicação de multa civil, alegando que foi penalizado com base em um artigo do qual foi absolvido. Afirma que não houve precisão na tipificação do ato de improbidade administrativa e na aferição de vantagem patrimonial indevida. Contrarrazões às fls. 2.755-2.761. O MPF emitiu parecer assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECURSO ESPECIAL. NÃO ADMISSÃO. AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DADECISÃO AGRAVADA. SÚM. 182/STJ. 1 - Incumbia ao agravante atacar, fundamentadamente, a decisão agravada, o que não ocorreu. Assim, deve incidir o art. 932, III, do CPC/2015, bem como a Súmula182/STJ. 2 - Deixou o agravante de infirmar, de maneira adequada e suficiente, os fundamentos da decisão de não admissibilidade do recurso especial, não bastando, para tanto, deduzir genericamente e deforma repetitiva a não aplicação dos óbices apontados na decisão agravada. 3 - Parecer pelo não conhecimento do agravo. É o relatório. Decido. Os autos foram recebidos neste Gabinete em 25 de junho de 2024. Cuida-se de Recuso Especial interposto por Iuri Luiz Bedin com o objetivo de anular acórdão que conheceu do apelo do Ministério Público e deu-lhe parcial provimento, para condenar o agravante pela prática do ato de improbidade previsto no art. 9º, X da Lei 8.429/1992. O Tribunal de origem inadmitiu o Recurso Especial sob o fundamento de que incidem as Súmulas 7/STJ, 282 e 356/STF. Os fundamentos da decisão de inadmissibilidade não foram atacados adequadamente pelo Agravo interposto, de maneira que ela permaneceu incólume em face da impugnação apresentada pelo recorrente, pois não impugnou corretamente a utilização da Súmula 7/STJ. Para afastar a aplicação da Súmula 7 do STJ, cabe à parte agravante desenvolver argumentos que demonstrem como seria possível modificar o entendimento firmado pelas instâncias ordinárias sem rever o acervo fático-probatório, esclarecendo especificamente quais fatos foram devidamente consignados no acórdão proferido. Não basta, portanto, sustentar que o julgamento do seu apelo demanda apenas apreciação de normas legais e prescinde do reexame de provas (AgInt no AREsp n. 2.234.624/SP, Relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/6/2023). Nesse norte: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182 DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO. 1. Não se conhece de agravo interno que não impugna os fundamentos de decisão que não conheceu de agravo em recurso especial. Incidência da Súmula n. 182 do STJ. (..) 3. Para afastar a incidência dos óbices das Súmulas n. 5 e 7 do STJ, cabe ao agravante desenvolver argumentação que demonstre como seria possível modificar o entendimento firmado pelas instâncias ordinárias sem nova análise do acervo fático-probatório e de cláusulas contratuais, esclarecendo especificamente quais fatos foram devidamente consignados no acórdão proferido. Não basta, portanto, a parte sustentar que a apreciação de seu apelo extremo demanda apenas apreciação de normas legais e prescinde do reexame de provas e de análise de cláusulas contratuais. 4. Agravo interno não conhecido. (AgInt no AREsp 1.768.442/MG, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, DJe de 30/11/2022.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO PROFERIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 5, 7 E 83 DO STJ. PRINCIPIO DA DIALETICIDADE. ART. 932, III, DO CPC DE 2.015. IRRESIGNAÇÃO GENÉRICA. NÃO CABIMENTO. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. À luz do princípio da dialeticidade, que norteia os recursos, compete à parte agravante, sob pena de não conhecimento do agravo em recurso especial, infirmar especificamente os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem para negar seguimento ao reclamo. 2. O agravo que objetiva conferir trânsito ao recurso especial obstado na origem reclama, como requisito objetivo de admissibilidade, a impugnação específica a todos os fundamentos utilizados para a negativa de seguimento do apelo extremo (EAREsp 701.404/SC, EAREsp 831.326/SP e EAREsp 746.775/PR, Corte Especial, Rel. p/ acórdão Min. Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018), consoante expressa previsão contida no art. 932, III, do CPC de 2.015 e art. 253, I, do RISTJ, ônus da qual não se desincumbiu a parte insurgente, sendo insuficiente alegações genéricas de não aplicabilidade dos óbices invocados. 3. Nas razões do agravo em recurso especial, a parte agravante deixou de impugnar de maneira efetiva, individualizada, específica e fundamentada a incidência das Súmulas 5, 7 e 83/STJ. 4. Para afastar a incidência do óbice da Súmulas 5 e 7 do STJ não basta apenas deduzir alegação genérica de presença dos requisitos de admissibilidade, ou de inaplicabilidade dos referidos óbices ou, ainda, que a tese defensiva não demanda reexame de provas ou cláusula de contrato. Para tanto, a parte deve desenvolver argumentação que demonstre como seria possível modificar o entendimento firmado pelas instâncias ordinárias sem nova análise do conjunto fático-probatório, deixando claro quais fatos foram devidamente consignados no acórdão objurgado, ônus do qual, contudo, não se desobrigou na hipótese dos autos. 5. O afastamento da Súmula 83/STJ não ocorre com a alegação genérica de presença dos requisitos de admissibilidade do apelo nobre ou de inaplicabilidade do referido óbice, devendo a parte recorrente demonstrar que o entendimento adotado pelo Tribunal a quo diverge da atual jurisprudência desta Corte Superior sobre o tema, com a indicação de precedentes apenas do STJ contemporâneos ou supervenientes ao acórdão recorrido, em favor da tese defendida em seu recurso especial. 6. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 2.094.347/SC, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 24/6/2022.) PROCESSUAL CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. 1. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a Questão de Ordem no Agravo de Instrumento 1.154.599/SP, Rel. Min. César Asfor Rocha, DJe de 12/5/2011, "firmou o entendimento de que não cabe agravo de instrumento contra decisão que nega seguimento a recurso especial com base no art. 543-C, § 7º, inciso I, do CPC". Dessa forma, qualquer impugnação a tese embasada em Recurso Repetitivo, como no caso sub judice, deve ser alinhavada mediante interposição de Agravo Interno na instância de origem. 2. No caso, observa-se que a decisão que negou seguimento ao Recurso Especial está embasada no entendimento firmado nos Recursos Especiais Repetitivos 1.120.295/SP e 1.102.431/RJ (Temas 179 e 383). Assim, incabível o questionamento apresentado naquela oportunidade. 3. Em obiter dictum, esclareço que os fundamentos da decisão de admissibilidade exercida pelo Tribunal de origem, que não admitiu o Recurso Especial, não foram atacados adequadamente pelo recurso de Agravo interposto, permanecendo incólume em face da impugnação apresentada pela recorrente, visto que não combateu corretamente a utilização da Súmula 7 do STJ. 4. De fato, as razões do Recurso devem exprimir, com transparência e objetividade, os motivos pelos quais a parte recorrente visa reformar o decisum, o que nãofoi feito na peça recursal, visto que fundamentou o Agravo em Recurso Especial de maneira genérica, sem demonstrar as especificidades do caso concreto. 5. Conforme salientei, a recorrente até abriu tópico para combater o enunciado da Súmula 7 do STJ, contudo nada de concreto disse a respeito, preferindo repetir os argumentos gerais e abstratos já lançados nas razões do Recurso Especial. 6. Cumpre destacar que a referida orientação é aplicável também aos recursos interpostos pela alínea "a" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal de 1988. A jurisprudência do STJ aplica sua Súmula 182 ao Agravo em Recurso Especial que não refuta, de maneira específica, os fundamentos da decisão de admissibilidade proferida pelo Tribunal a quo. 7. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp 2.124.721/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 13/12/2022.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão ora recorrida não conheceu do agravo em razão da não impugnação aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial na origem, notadamente quanto à Súmula 83/STJ, Súmula 7/STJ, deficiência de cotejo analítico e divergência não comprovada. Assim, consignou-se a incidência da Súmula 182 do STJ. 2. A parte, para ver seu recurso especial inadmitido ascender a esta Corte, precisa, primeiro, desconstituir os fundamentos utilizados para a negativa de seguimento daquele recurso sob pena de vê-los mantidos. 3. É mister repetir que as razões demonstrativas do desacerto da decisão agravada devem ser veiculadas imediatamente nessa oportunidade, pois convém frisar não ser admitida fundamentação a destempo, a fim de inovar a justificativa para ascensão do recurso excepcional, diante da preclusão consumativa. 4. Em nova análise do agravo interposto, tem-se que a parte agravante efetivamente não rebateu todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial, incidindo à espécie o Enunciado da Súmula 182 do STJ. 5. Ainda, inadmitido o recurso especial com base na Súmula 7 do STJ, não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada ou simplesmente a insistência no mérito da controvérsia. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual. 6. Por fim, inadmitido o recurso especial em razão da dissonância da pretensão com jurisprudência desta Corte Superior, incumbiria à parte interessada apontar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos referidos na decisão impugnada, procedendo ao cotejo analítico entre eles. 7. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1.855.586/RJ, relator Ministro Manoel Erhardt, Primeira Turma, DJe 16/08/2021) Nunca é demais recordar que na sessão de 19.9.2018, no julgamento dos EAREsps 701.404/SC, 746.775/PR e 831.326/SP, a Corte Especial decidiu, interpretando a Súmula 182/STJ, que esta se aplica para não se conhecer de todo o Recurso nas hipóteses em que o recorrente refuta apenas parte da decisão recorrida, ainda que a parte impugnada seja capítulo autônomo em relação à extensão não impugnada. Veja-se (grifei): PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp 701.404/SC, EAREsp 746.775/PR e EAREsp 831.326/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 30.11.2018) Aplica-se a Súmula 182/STJ ao AREsp que não refuta, de maneira específica, os fundamentos da decisão de admissibilidade proferida pelo Colegiado a quo. Diante do exposto, com fulcro no art. 932, III, do Código de Processo Civil, não conheço do Agravo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA