AREsp 2534797 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque não refutou especificamente todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade, o que impede o conhecimento por força dos dispositivos processuais indicados e da jurisprudência consolidada (Súmula 182 por analogia e Súmula 7 quanto ao reexame de prova).
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos / Decisão De Inadmissão Do Recurso Especial
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Reexame De Prova, Súmulas Do STJ, Honorários Advocatícios, Quantum Indenizatório, Legitimidade Passiva
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Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos / Decisão De Inadmissão Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 necessidade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade
- 2 vedação ao reexame de matéria fática e de provas (Súmula 7)
- 3 aplicação por analogia da Súmula 182 do STJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque não refutou especificamente todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade, o que impede o conhecimento por força dos dispositivos processuais indicados e da jurisprudência consolidada (Súmula 182 por analogia e Súmula 7 quanto ao reexame de prova).
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo.
Orders
- NÃO CONHEÇO do agravo.
- MAJORO os honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) do valor arbitrado, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo nos próprios autos interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial em razão das Súmulas n. 5, 7 e 83 do STJ (e-STJ fls. 1.055/1.065). Nas razões deste agravo (e-STJ fls. 1.081/1.093), a parte reitera as razões do especial. Contraminuta apresentada às fls. 1.098/1.107 (e-STJ). É o relatório. Decido. O agravo que deixa de refutar especificamente os fundamentos da decisão agravada não é passível de conhecimento, em virtude de expressa previsão legal (art. 544, § 4º, I, do CPC/1973 e art. 932, III, do CPC/2015) e da aplicação, por analogia, da Súmula n. 182/STJ. O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial com base nos seguintes fundamentos (e-STJ fls. 1.056/1.062): O exame das razões recursais revela que o recorrente pretende, por via transversa, a revisão de matéria de fato, apreciada e julgada com base nas provas produzidas nos autos, o que encontra óbice na Súmula 7 do STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"; Corte Especial; julgado em 28/06/1990; DJ 03/07/1990). .. . Nesse contexto, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça tem o seguinte entendimento: .. . Assim, ao entender pela legitimidade passiva do recorrente, tendo em vista a existência de relação de consumo e os termos do contrato de concessão, o órgão julgador decidiu de acordo com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, o que obsta o prosseguimento do recurso na forma das Súmulas 05, 07 e 83 daquela Corte. Ademais, a questão envolvendo a responsabilidade do recorrente foi abordada tanto na sentença, quanto no acórdão diante do disposto no artigo 37, §6º, da Constituição da República, tendo os órgãos julgadores reconhecido o nexo de causalidade, revisão que encontra óbice na Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça. O recorrente ainda questiona o quantum indenizatório fixado na condenação a título de danos morais. .. . A reavaliação das questões fáticas dos autos é indispensável para à tentativa de alteração do convencimento do Colegiado, o que inviabiliza a admissão do recurso especial, na forma da Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça. No caso, não foi impugnado o fundamento relativo à Súmula n. 5 do STJ. Cabe destacar que a Corte Especial do STJ, no julgamento dos EAREsp n. 746.775/PR, ocorrido na sessão de 19/9/2018 (Relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018), firmou o entendimento de que, nas razões do agravo em recurso especial, o agravante deve rechaçar todos os motivos elencados na decisão de inadmissibilidade, sendo que a ausência de impugnação de um deles, ainda que referente a capítulo autônomo da decisão, enseja o não conhecimento do recurso. Nesse sentido: PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. REGRA TÉCNICA DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. SÚMULA 315 DO STJ. SÚMULA 182 DO STJ. MATÉRIA SEDIMENTADA PELA CORTE ESPECIAL NOS EARESP 701.404/SC, EAREsp 746.775/SC e EAREsp 831.326/SC. 1. Os embargos de divergência não são cabíveis para análise de regras técnicas de admissibilidade do recurso especial, como sói ser a incidência da Súmula 182 do STJ, haja vista que o escopo deste recurso é a uniformização de teses jurídicas divergentes em relação à matéria de mérito, de modo que, ante a natureza vinculada de sua fundamentação, é vedado analisar qualquer outra questão que não tenha sido objeto de dissídio entre os acórdãos em cotejo, ainda que se trate de matéria de ordem pública. 2. O tema relativo à necessidade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão recorrida (Súmula 182 do STJ) - foi sedimentado pela Corte Especial por ocasião do julgamento, em 19/9/2018, dos EAREsp 701.404/SC, EAREsp 746.775/SC e EAREsp 831.326/SC, publicados em 30/11/2018. .. . 4. Agravo interno não provido. (AgInt nos EDv nos EAREsp n. 1.246.184/SP, Relator Ministro Luis Felipe Salomão, Segunda Seção, julgado em 9/10/2019, DJe 15/10/2019.) Ademais, segundo a jurisprudência desta Corte Superior, "não há falar em usurpação de competência do Superior Tribunal de Justiça pela Corte a quo, sob o argumento de que houve o ingresso indevido no mérito do recurso especial por ocasião do juízo de admissibilidade, porquanto constitui atribuição do Tribunal local, nessa fase processual, examinar os pressupostos específicos e constitucionais relacionados ao mérito da controvérsia, a teor da Súmula 123 do STJ" (AgInt no AREsp n. 1.406.417/MS, Relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 27/05/2019, DJe 03/06/2019). Assim, é inafastável a aplicação, por analogia, da Súmula n. 182 desta Corte. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agravo. Na forma do art. 85, § 11, do CPC/2015, MAJORO os honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) do valor arbitrado, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º do referido dispositivo. Publique-se e intimem-se. EMENTA