AREsp 2694847 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma específica e fundamentada os elementos que fundamentaram a decisão agravada (ausência de prequestionamento/Súmula 282 do STF, incidência da Súmula 83 do STJ e falta de cotejo analítico), razão pela qual o recurso é manifestamente inadmissível;...
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- Parties
- Agravante: JOELMA COSTA (JOELMA)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade (não Conhecido)
- Outcome
- Agravo não conhecido.
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Prequestionamento, Súmula Nº 282 Do STF, Súmula Nº 7 Do STJ, Súmula Nº 83 Do STJ, Cotejo Analítico, Honorários Advocatícios
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Parties
JOELMA COSTA (JOELMA)
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade (não Conhecido)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade por não impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 ausência de prequestionamento
- 3 incidência das Súmulas nº 7 e 83 do STJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma específica e fundamentada os elementos que fundamentaram a decisão agravada (ausência de prequestionamento/Súmula 282 do STF, incidência da Súmula 83 do STJ e falta de cotejo analítico), razão pela qual o recurso é manifestamente inadmissível; aplicou-se, ainda, majoração de 5% nos honorários, limitada a 20%, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Agravo não conhecido.
Orders
- Não conheço do agravo interposto.
- Majorou em 5% o valor dos honorários advocatícios anteriormente fixados em desfavor de JOELMA, limitados a 20%, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JOELMA COSTA (JOELMA) contra decisão que negou seguimento ao seu apelo nobre em virtude da (a) ausência de prequestionamento (Súmula nº 282 do STF); (b) aplicação da Súmula nº 7 do STJ; (c) incidência da Súmula nº 83 do STJ; e (d) falta de cotejo analítico (e-STJ, fls. 448-449). Nas razões do presente inconformismo, alegou que (1) houve violação do art. 489, § 1º, do CPC; (2) restou clara a divergência jurisprudencial e a contrariedade à lei federal; e (3) não se aplica o óbice da Súmula nº 7 do STJ. Foi apresentada contraminuta. É o relatório. DECIDO. O recurso não pode ser conhecido. Consoante pacífico entendimento desta Corte, o agravante deve infirmar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo, não cabendo a impugnação genérica ou a reiteração das razões expostas no recurso especial. Da leitura das razões recursais, observo que o inconformismo não se dirigiu de forma específica contra os fundamentos da decisão agravada, pois JOELMA não refutou, de forma arrazoada, (a) a ausência de prequestionamento (Súmula nº 282 do STF); (b) a incidência da Súmula nº 83 do STJ; e (c) a falta de cotejo analítico. E isso não fez porque somente alegou, nas razões do seu agravo em recurso especial, que (1) houve violação do art. 489, § 1º, do CPC; (2) restou clara a divergência jurisprudencial e a contrariedade à lei federal; e (3) não se aplica o óbice da Súmula nº 7 do STJ. Assim, como não houve a demonstração do adequado enfrentamento da aplicação das Súmulas nºs 7 do STJ e 282 do STF e da falta de cotejo analítico, o recurso não deve ser admitido. Esse, inclusive, é o posicionamento desta Corte: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp n. 746.775/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em 19/9/2018, DJe de 30/11/2018.) Nessas condições, NÃO CONHEÇO do agravo interposto. MAJORO em 5% o valor dos honorários advocatícios anteriormente fixados em desfavor de JOELMA, limitados a 20%, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. Por oportuno, previno que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, §4º, ou 1.026, §2º, ambos do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO QUE NÃO INFIRMA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O APELO NOBRE NA ORIGEM. INCIDÊNCIA DO ART. 932, III, DO CPC. AGRAVO NÃO CONHECIDO.