AREsp 2780940 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial por falta de impugnação específica quanto à inexistência de similitude fática entre os julgados paradigmas e a decisão atacada, nos termos do art. 932, III, do CPC; e majoração dos honorários sucumbenciais para 15% em favor do advogado da parte recorrida.
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- Parties
- Agravante: MARIA SONIA DE SOUZA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Prequestionamento, Súmulas, Honorários Sucumbenciais, Similitude Fática
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Parties
MARIA SONIA DE SOUZA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica quanto à inexistência de similitude fática entre julgados paradigmas e a decisão atacada
- 2 prequestionamento de dispositivos legais indicados
- 3 inviabilidade de reexame de matérias fáticas e probatórias em razão das Súmulas 5 e 7/STJ
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial por falta de impugnação específica quanto à inexistência de similitude fática entre os julgados paradigmas e a decisão atacada, nos termos do art. 932, III, do CPC; e majoração dos honorários sucumbenciais para 15% em favor do advogado da parte recorrida.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Majorar os honorários sucumbenciais para 15% em favor do advogado da parte recorrida, observado o benefício da gratuidade da justiça.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por MARIA SONIA DE SOUZA contra a decisão que inadmitiu o recurso especial. A denegação se deu pelos seguintes fundamentos: (i) não ocorrência dos suscitados vícios na prestação jurisdicional; (ii) falta de prequestionamento dos arts. 39, II, da Lei nº 9.514/1997, 34 e 36, parágrafo único, do Decreto-lei nº 70/1966; (iii) inviabilidade do reexame das matérias relacionadas com os arts. 26, §§ 1º e 3º, da Lei nº 9.514/1997 (constituição e purgação da mora, com o reconhecimento da nulidade da consolidação da propriedade e de todos os atos subsequentes à notificação, por pretensa ausência de intimação pessoal do cônjuge garantidor), por força das Súmulas nºs 5 e 7/STJ; (iv) incidência da Súmula nº 283/STF quanto à afronta aos arts. 26, § 1º, 27, §§ 2º-A e 2º-B, da Lei nº 9.514/1997 e 396 do Código Civil, e ao dissídio pretoriano, em torno das teses de descaracterização da mora e indispensabilidade da intimação pessoal do devedor acerca da realização do leilão extrajudicial, e (v) inexistência de similitude fática entre os julgados paradigmas e a decisão atacada. É o relatório. DECIDO. O agravo não comporta conhecimento. Constata-se que as razões do agravo deixaram de impugnar de modo específico a inexistência de similitude fática entre os julgados paradigmas e a decisão atacada, atraindo, portanto, a aplicação do disposto no art. 932, III, do Código de Processo Civil, que impõe ao relator "não conhecer do recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida". A propósito, o seguinte precedente da Corte Especial deste Superior Tribunal de Justiça: "PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos" (EAREsp 746.775/PR, Rel. p/ acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em 19/9/2018, DJe 30/11/2018). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 12% (doze por cento) sobre o valor atualizado da causa, os quais devem ser majorados para o patamar de 15% (quinze por cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA. IMPUGNAÇÃO. AUSÊNCIA. ART. 932, III, DO CPC. 1. Incumbe ao agravante infirmar especificamente todos os fundamentos da decisão atacada, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo (art. 932, III, do CPC). 2. Agravo em recurso especial não conhecido.