AREsp 2153926 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não demonstrou que o acórdão recorrido diverge da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça nem trouxe precedente contemporâneo e análogo apto a afastar a aplicação da Súmula 83/STJ, além de não ter cumprido a exigência de dialeticidade recursal prevista no art....
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: EDER ROBERTO GOMES; Recorrido: Tribunal de Justiça de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Dialeticidade Recursal, Perempção, Súmula 83/stj, Súmula 182/stj
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
EDER ROBERTO GOMES
Agravante
Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Se o agravo em recurso especial deve ser conhecido quando o agravante não demonstra divergência jurisprudencial contemporânea do STJ (Súmula 83/STJ)
- 2 Se a ausência do querelante na audiência de conciliação configura perempção
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não demonstrou que o acórdão recorrido diverge da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça nem trouxe precedente contemporâneo e análogo apto a afastar a aplicação da Súmula 83/STJ, além de não ter cumprido a exigência de dialeticidade recursal prevista no art. 932, III, do CPC/2015 e art. 3º do CPP, atraindo a incidência da Súmula 182/STJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial (arts. 932, III, do CPC/2015, e 253, parágrafo único, I, do RISTJ).
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por EDER ROBERTO GOMES contra a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que inadmitiu recurso especial dirigido contra o acórdão prolatado Apelação Criminal n. 1.0024.0561545-0/001. O Ministério Público Federal apresentou parecer opinando pelo desprovimento do recurso especial. É o relatório. O agravo é inadmissível. O Tribunal de origem não admitiu o apelo nobre, pois o aresto atacado estaria em harmonia com a jurisprudência desta Corte Superior (Súmula 83/STJ). Todavia, a parte agravante, nas razões do agravo em recurso especial, não cuidou de trazer julgado contemporâneo ao provimento judicial agravado e prolatado em moldura fática análoga, de forma a atestar que o acórdão recorrido não estaria em harmonia com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Ademais, não comprovou que os precedentes apontados na decisão agravada seriam inaplicáveis à hipótese dos autos. A orientação sedimentada é de que cabe ao agravante, nas razões do agravo, demonstrar que a orientação jurisprudencial desta Corte Superior é diversa daquela referida na decisão agravada e que a situação retratada nos autos possui uma peculiaridade que a distingue dos precedentes invocados. Na espécie, a parte agravante trouxe julgado sem similitude com o caso dos autos, uma vez que, enquanto o acórdão afirmou não ocorrer perempção na ausência do querelante na audiência de conciliação, o paradigma apresentado trata de audiência realizada em juízo deprecado para oitiva de testemunhas. Contudo, o Tribunal de origem indicou jurisprudência desta Corte Superior versando sobre caso análogo, assim como, o parecer ministerial trouxe julgados no mesmo sentido, abordando que a ausência do querelante na audiência de conciliação não configura perempção. Nessas condições, não se desobrigou do ônus de comprovar a incorreção do decisum que não admitiu o apelo nobre. A propósito: AgRg no AREsp n. 2.253.769/PR, de minha relatoria, Sexta Turma, DJe 18/8/2023; e AgRg no AREsp n. 2.223.178/BA, Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe 16/6/2023. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 3º do CPP). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula 182/STJ. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 2.211.864/PR, da minha relatoria, Sexta Turma, julgado em 17/4/2023, DJe 20/4/2023; e AgRg no AREsp n. 2.423.301/RS, Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe 24/10/2023. Por fim, esta Corte Superior de Justiça possui entendimento no sentido de que a Súmula n. 83 do STJ se aplica tanto ao recurso especial fundado na alínea "c" quanto na "a", ambas do permissivo constitucional (AgRg no AgRg no AREsp n. 1.600.882/SP, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 31/5/2023). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial (arts. 932, III, do CPC/2015, e 253, parágrafo único, I, do RISTJ). Publique-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL PROCESSUAL PENAL. IMPUGNAÇÃO DEFICIENTE. INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NOS ARTS. 932, III, DO CPC/2015, E 253, PARÁGRAFO ÚNICO, I, DO RISTJ. SÚMULA 182/STJ. Agravo em recurso especial não conhecido.