AREsp 2802698 - ACORDAO
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não infirmou especificamente todos os fundamentos que impediram o conhecimento do agravo em recurso especial (ausência de dialeticidade), atraindo a aplicação da Súmula 182 do STJ; a peça regimental limitou-se a reiterar as razões do recurso especial, sem...
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- Parties
- Agravante: ADALTO ROBERTO DA SILVA JÚNIOR; Órgão Decisório: Presidência do STJ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido Pela Presidência Do STJ
- Outcome
- agravo regimental não conhecido
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Dialeticidade Recursal, Súmula 182 Do STJ, Agravo Em Recurso Especial (aresp), Competência Da Suprema Corte, Art. 315 Do Código De Processo Penal
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Parties
ADALTO ROBERTO DA SILVA JÚNIOR
Agravante
Presidência do STJ
Órgão Decisório
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido Pela Presidência Do STJ
Legal Issues
- 1 ausência de dialeticidade recursal como causa de não conhecimento do agravo em recurso especial
- 2 inadequação do recurso especial para apreciação de matéria constitucional
- 3 falha em indicar de forma clara e precisa o dispositivo de lei federal supostamente violado
Ratio Decidendi
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não infirmou especificamente todos os fundamentos que impediram o conhecimento do agravo em recurso especial (ausência de dialeticidade), atraindo a aplicação da Súmula 182 do STJ; a peça regimental limitou-se a reiterar as razões do recurso especial, sem expor integral, específica e detalhadamente as razões de fato e de direito que infirmariam a decisão agravada.
Court Disposition
agravo regimental não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo regimental.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP), Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS DA DECISÃO IMPUGNADA NÃO COMBATIDOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. O agravante deixou de infirmar adequadamente causa específica de não conhecimento do agravo em recurso especial - ausência de dialeticidade recursal -, motivo pelo qual este agravo regimental também não pode ser conhecido, consoante o entendimento enunciado na Súmula n. 182 do STJ. 2. Na hipótese, como mencionado, o agravo em recurso especial não foi conhecido em virtude da ausência de dialeticidade. Neste regimental, a defesa deveria haver demonstrado que infirmou a aplicação de cada um dos óbices na petição de agravo em recurso especial. Todavia, a parte limitou-se a reiterar as razões do especial. 3. Ao proceder dessa forma, é inegável que a defesa, novamente, não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente as razões de fato e de direito por que entendeu incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, o verbete sumular n. 182 do STJ, segundo o qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". 4. Agravo regimental não conhecido.
RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ: ADALTO ROBERTO DA SILVA JÚNIOR interpõe agravo regimental contra decisão da Presidência do STJ que não conheceu do agravo em recurso especial pelo óbice da Súmula n. 182 do STJ. A defesa sustenta, em síntese, a tempestividade do recurso, sua legitimidade para interpô-lo e a regularidade formal da peça recursal. Pleiteia, ao final, o provimento do recurso especial. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS DA DECISÃO IMPUGNADA NÃO COMBATIDOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. O agravante deixou de infirmar adequadamente causa específica de não conhecimento do agravo em recurso especial - ausência de dialeticidade recursal -, motivo pelo qual este agravo regimental também não pode ser conhecido, consoante o entendimento enunciado na Súmula n. 182 do STJ. 2. Na hipótese, como mencionado, o agravo em recurso especial não foi conhecido em virtude da ausência de dialeticidade. Neste regimental, a defesa deveria haver demonstrado que infirmou a aplicação de cada um dos óbices na petição de agravo em recurso especial. Todavia, a parte limitou-se a reiterar as razões do especial. 3. Ao proceder dessa forma, é inegável que a defesa, novamente, não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente as razões de fato e de direito por que entendeu incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, o verbete sumular n. 182 do STJ, segundo o qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". 4. Agravo regimental não conhecido. VOTO O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ (Relator): O ora agravante interpôs recurso especial fundado no art. 105, III, "a" e "c", da CF. Nas razões do recurso especial, no tópico referente aos requisitos de admissibilidade, a defesa alegou que o acórdão da Corte estadual negou vigência à legislação federal, especificamente aos arts. 93, IX, da Constituição Federal e 315, § 2º, IV e VI, do Código de Processo Penal. Quanto à suposta violação constitucional, cabe observar que o recurso especial constitui via inadequada para a apreciação de ofensa a artigos e princípios constitucionais, por tratar-se de matéria sujeita à competência exclusiva da Suprema Corte. Relativamente ao art. 315 do Código de Processo Penal, verifica-se que este dispositivo trata da decisão que decreta, substitui ou denega a prisão preventiva, e não apresenta, portanto, pertinência temática com o acórdão impugnado. Em assim sendo, a impugnação não foi admitida na origem - o que ensejou a interposição de agravo em recurso especial - pela incidência do seguinte óbice (fl. 845): .. Com efeito, a peça recursal apresentada não preenche os requisitos necessários à sua admissão, tendo em vista que o recorrente deixou de indicar, de forma clara e precisa, o dispositivo de lei federal que foi supostamente violado pelo aresto recorrido, impossibilitando a exata compreensão da controvérsia. Às fls. 918-919, o agravo interposto não foi conhecido pela Presidência do STJ, haja vista a ausência de impugnação específica dos óbices mencionados pela Corte estadual. Saliento que o AREsp tem como objetivo atacar os óbices apontados pelo Tribunal a quo ao negar seguimento ao REsp. No agravo regimental no AREsp, por sua vez, a parte deve refutar as razões de decidir do agravo em recurso especial. Na hipótese, como mencionado, o agravo em recurso especial não foi conhecido em virtude da ausência de dialeticidade. Neste regimental, a defesa deveria haver demonstrado que infirmou a aplicação de cada um dos óbices na petição de agravo em recurso especial. Todavia, a parte limitou-se a reiterar as razões do especial. Ao proceder dessa forma, é inegável que a defesa, novamente, não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente as razões de fato e de direito por que entendeu incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, o verbete sumular n. 182 do STJ, segundo o qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". À vista do exposto, não conheço do agravo regimental.