AREsp 2643143 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque, quando a decisão denega seguimento por conformidade com tese firmada em recurso repetitivo publicada após 18/03/2016, a via adequada é o agravo interno (art. 1.030, §2º), e, além disso, o agravante não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada,...
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- Parties
- Agravante: ERALDO SILVA DE OLIVEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Recursos Repetitivos, Súmula 7 Do STJ, Agravo Interno, Honorários Sucumbenciais
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Parties
ERALDO SILVA DE OLIVEIRA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento do agravo previsto no art. 1.042 do CPC/2015 contra decisão que negou seguimento a recurso especial por conformidade com precedente obrigatório
- 2 incidência da Súmula 7 do STJ como óbice à admissibilidade do recurso especial
- 3 sede própria para impugnar aplicação de tese de paradigma repetitivo (agravo interno previsto no art. 1.030, §2º)
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque, quando a decisão denega seguimento por conformidade com tese firmada em recurso repetitivo publicada após 18/03/2016, a via adequada é o agravo interno (art. 1.030, §2º), e, além disso, o agravante não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Caso exista, nos autos, prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) o valor já arbitrado (na origem), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do...
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo fundado no art. 1.042 do CPC interposto por ERALDO SILVA DE OLIVEIRA contra decisão que negou seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b", do CPC, por entender que o acórdão recorrido decidiu a questão em conformidade com o precedente obrigatório, assentando, ainda, a inadmissibilidade do apelo nobre, por incidência da Súmula 7 do STJ. Passo a decidir. O recurso em apreço não merece prosperar. Do que se observa, o fundamento condutor adotado na decisão a quo é o de que o acórdão recorrido está em sintonia com precedente obrigatório, sendo certo que a menção d o outro óbice de admissibilidade (Súmula 7 do STJ) também se refere a essa mesma questão, visto que o recurso especial tem por fundamento um único tema. Ocorre que, de acordo com o disposto no art. 1.030, § 2º, do CPC/2015, é cabível agravo interno contra a decisão que nega seguimento a recurso especial interposto contra acórdão que está em conformidade com o entendimento do STJ exarado no julgamento de recursos repetitivos. Confira-se: Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: I - negar seguimento: .. b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; § 2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. Esse agravo interno - que nem sequer foi interposto no caso dos autos - seria a sede própria para se demonstrar a eventual falha na aplicação de tese firmada no paradigma repetitivo, em face da realidade do processo. Em razão dessa previsão normativa, é firme o entendimento desta Corte no sentido de que é incabível o agravo do art. 1.042 do CPC/2015 contra decisão que nega seguimento a recurso especial com base na aplicação de tese firmada em sede de recurso repetitivo, publicada a partir de 18 de março de 2016, quando entrou em vigor o CPC/2015. Ainda que assim não fosse entendido, verifica-se que o agravo em recurso especial não deve ser conhecido, pois deixou o agravante de atacar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ. Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. Caso exista, nos autos, prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) o valor já arbitrado (na origem), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, bem como os termos do art. 98, § 3º, do mesmo diploma legal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA