AREsp 2555912 - DECISAO
Não se verificaram obscuridade, contradição, omissão ou erro material no acórdão recorrido; a Corte considerou que as questões pertinentes foram analisadas e que os embargos visam, na prática, rediscutir matéria já decidida, razão pela qual os embargos de declaração foram rejeitados, com advertência de multa em caso...
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- Parties
- Embargante: MARCIA ROBERTA BONAFIM RODRIGUES; Embargante: RAFAEL ESCACIONI RODRIGUES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 May 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Súmulas De Admissibilidade Recursal, Omissão, Erro Material, Embargos De Declaração, Multas Por Embargos Protelatórios
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Parties
MARCIA ROBERTA BONAFIM RODRIGUES
Embargante
RAFAEL ESCACIONI RODRIGUES
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 omissão quanto à inexistência de divergência jurisprudencial
- 2 erro material ao considerar amparo na divergência jurisprudencial
- 3 inadmissibilidade de recurso especial por aplicação de súmulas de admissibilidade
Ratio Decidendi
Não se verificaram obscuridade, contradição, omissão ou erro material no acórdão recorrido; a Corte considerou que as questões pertinentes foram analisadas e que os embargos visam, na prática, rediscutir matéria já decidida, razão pela qual os embargos de declaração foram rejeitados, com advertência de multa em caso de reiteração.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração
- Adverte-se a parte embargante de que a reiteração do expediente poderá acarretar multa de 2% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, CPC)
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por MARCIA ROBERTA BONAFIM RODRIGUES, RAFAEL ESCACIONI RODRIGUES em face da decisão que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, em razão da aplicação de súmulas de admissibilidade recursal, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões, sustenta a parte embargante que: Neste caso, tem-se que a decisão embargada (fls. 2067/2071, notadamente o trecho abaixo) revela-se omissa ao considerar fundamento inexistente de recurso, ou ainda eivada de erro material ao considerar que o recurso teria amparo na divergência jurisprudencial, quando esta é inexistente e foi bem salientada na decisão recorrida na origem e agora conhecida e provida: .. Ou seja, inexistência da divergência ou sua comprovação simplesmente porque a parte não recorreu com fundamento neste dispositivo legal, revelando-se a decisão anteriormente agravada totalmente genérica e desprovida da análise, ainda que mínima, para a admissibilidade do recurso, o que ainda motivou que esta Corte fosse induzida a erro ao desconsiderar que o recurso versava sobre ponto estranho e não contemplado na decisão embargada. Por conseguinte, diante do fato de que foi considerado que o recurso versava sobre questão inexistente no feito, pede que seja dado provimento para que seja declarado e ou suprida a omissão ou corrigido o erro material no tocante à inexistência de recurso interposto com fundamento na alínea "c" do artigo 105 III da Constituição Federal (fls. 2076/2077) Requer, assim, o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. Registre-se que "não é o órgão julgador obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos trazidos pelas partes em defesa da tese que apresentaram. Deve apenas enfrentar a demanda, observando as questões relevantes e imprescindíveis à sua resolução. Nesse sentido: REsp 927.216/RS, Segunda Turma, Relatora Ministra Eliana Calmon, DJ de 13.8.2007; e REsp 855.073/SC, Primeira Turma, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, DJ de 28.6.2007". (EDcl nos EDcl no REsp 1642531/SC, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 22/4/2019.) Por fim, ressalto que a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado, consubstanciada na mera insatisfação com o resultado da demanda, não se coaduna com a via eleita. Nesse sentido, o EDcl no AgRg nos EREsp n. 1.315.507/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 28/8/2014. Assim, não há qualquer irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se. EMENTA