AREsp 2715180 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante não demonstrou de modo consistente a inaplicabilidade dos óbices apontados pelo Tribunal de origem, especificamente a incidência da Súmula 7 do STJ e a deficiência na demonstração do dissídio jurisprudencial, justificando o não conhecimento com...
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- Parties
- Agravante: COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SAO PAULO - CDHU; Agravada: Sra. Dulcinéia Felippe Ribeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (art. 932, Iii, Cpc)
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Agravo Em Recurso Especial, Inadmissão De Recurso Especial, Obrigação De Fazer, Exclusão De Pessoa De Contrato De Financiamento, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf, Dissídio Jurisprudencial
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Parties
COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SAO PAULO - CDHU
Agravante
Sra. Dulcinéia Felippe Ribeiro
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (art. 932, Iii, Cpc)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por incidência da Súmula 284/STF
- 2 inadmissibilidade por depender de revolvimento do acervo fático-probatório (Súmula 7/STJ)
- 3 deficiência na demonstração do dissídio jurisprudencial
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante não demonstrou de modo consistente a inaplicabilidade dos óbices apontados pelo Tribunal de origem, especificamente a incidência da Súmula 7 do STJ e a deficiência na demonstração do dissídio jurisprudencial, justificando o não conhecimento com fundamento no art. 932, III, do CPC.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Deixar de majorar os honorários de sucumbência recursal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SAO PAULO - CDHU, contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal. Ação: de obrigação de fazer, ajuizada pela agravada, em face da agravante, na qual se insurge a agravante contra a decisão que determinou a exclusão da Sra. Dulcinéia Felippe Ribeiro do contrato de financiamento quanto ao imóvel objeto da presente demanda. Acórdão: negou provimento ao agravo de instrumento interposto pela parte agravante, nos termos da seguinte ementa: OBRIGAÇÃO DE FAZER - ACORDO HOMOLOGADO NOS AUTOS - EXCLUSÃO DE EX-MULHER EM CONTRATO DE FINANCIAMENTO - ORDEM JUDICIAL QUE DEVERA MESMO SER CUMPRIDA - DECISÃO MANTIDA - RECURSO NÃO PROVIDO. (e-STJ Fl. 84) Decisão de admissibilidade do TJ/SP: inadmitiu o recurso especial em razão dos seguintes fundamentos: i) não foi demonstrada a violação dos dispositivos arrolados (incidência da Súmula 284/STF); ii) incidência da Súmula 7 do STJ, e iii) deficiência na demonstração do dissídio jurisprudencial. Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso, a parte agravante aduz que as razões recursais foram devidamente fundamentadas, de modo que a incidência da Súmula 284/STF à espécie se revela indevida. Afirma, de forma genérica, que a análise da tese exposta no apelo especial independe do revolvimento do acervo fático-probatório carreado aos autos. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade dos seguintes óbices: i) incidência da Súmula 7 do STJ e ii) deficiência na demonstração do dissídio jurisprudencial. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, 3ª Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, 4ª Turma, DJe de 11/10/2023. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Deixo de majorar os honorários de sucumbência recursal, visto que não foram arbitrados no julgamento do recurso pelo Tribunal de origem. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA