AREsp 1855501 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma clara e específica todos os fundamentos da decisão agravada, incidindo o óbice da Súmula 182 do STJ e o disposto no art. 932, III, do CPC/2015; majoraram-se os honorários para 15% por equidade (art.85, §11, CPC/2015).
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- Parties
- Agravante: RAPHAEL MOREIRA SANTOS; Recorrida: UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento De Agravo Em Recurso Especial (não Conhecimento)
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC/15.
- Legal Topics
- Agravo Em Recurso Especial, Inadmissão De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Honorários Advocatícios, Ônus Da Impugnação, Reexame De Provas
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Parties
RAPHAEL MOREIRA SANTOS
Agravante
UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento De Agravo Em Recurso Especial (não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 prescindibilidade de reexame de provas e aplicação da Súmula 7/STJ
- 2 impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada
- 3 incidência da Súmula 182/STJ por ausência de impugnação pontual
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma clara e específica todos os fundamentos da decisão agravada, incidindo o óbice da Súmula 182 do STJ e o disposto no art. 932, III, do CPC/2015; majoraram-se os honorários para 15% por equidade (art.85, §11, CPC/2015).
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC/15.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015.
- Majorar, por equidade, os honorários advocatícios de 12% para 15% (art. 85, §11, CPC/2015), observada a gratuidade de justiça.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo em recurso especial interposto por RAPHAEL MOREIRA SANTOS, contra decisão que negou seguimento a recurso especial fundamentado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional. Agravo em recurso especial interposto em: 12/12/2020. Concluso ao gabinete em: 02/06/2021. Ação: declaratória de inexigibilidade de débitos, cumulada com consignação em pagamento, obrigação de fazer e reparação de danos morais, movida por RAPHAEL MOREIRA SANTOS contra a UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ. Decisão interlocutória: homologou os cálculos periciais e autorizou o levantamento dos valores depositados. Acórdão: negou provimento à apelação do ora agravante. Embargos declaratórios: opostos peloora agravante, foram rejeitados. Recurso especial: sustenta violação dos arts. 186 do Código Civil;14 e 34 do CDC; além de divergência jurisprudencial. Alega, em síntese: i) que o ato ilícito da recorrida gerou a indenização requerida, além de compensação por danos morais. Decisão de admissibilidade: inadmitiu o recurso especial do agravante por ausência de ofensa aos dispositivos indicados, incidência da Súmula 7/STJ e ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Julgamento: CPC/2015. Da análise da decisão agravada, constata-se que o recurso especial interposto pelaagravante foi inadmitido com base na incidência daSúmula7 do STJ. No entanto, da leitura do agravo em recurso especial, constata-se que o agravantenão impugnou adequadamente, de forma clara e específica, todos os óbices aplicados pelo TJSP. Ressalte-se que não basta a mera alegação de que a hipótese prescinde de reexame de provas, ou a repetição das razões do recurso, devendo ser demonstrada sua efetiva desnecessidade na hipótese em que o TJPRdeclara que "ao decidir da forma impugnada, a D. Turma Julgadora o fez diante das provas e das circunstâncias fáticas próprias do processo sub judice, certo que as razões do recurso ativeram-se a uma perspectiva de reexame desses elementos. Mas isso é vedado pelo enunciado na Súmula 7 do E. Superior Tribunal de Justiça. " (e-STJ fl. 338). O que não foi feito. Consoante o entendimento desta Corte, firmado à luz do princípio dadialeticidade, cumpre à parte recorrente o ônus de evidenciar, nas razõesdo agravo em recurso especial, o desacerto da decisão agravada. Descumprido esse ônus, ou seja, se ausente a impugnação pontual econsistente dofundamentoda decisão agravada, o conhecimento do agravo é inadmissível, a teor do disposto na Súmula 182 deste Tribunal enos arts. 932, III do CPC/2015. Nesses termos, não havendo a impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, aplicável o óbice da Súmula 182 do STJ. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC/15. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, considerando o trabalho adicional imposto ao advogado da parte agravada em virtude da interposição deste recurso, majoro, por equidade, os honorários fixados anteriormente em 12% (e-STJ, fl. 293) para 15%. Observada a gratuidade de justiça. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar na condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/15. Publique-se. Intimem-se.