AREsp 2583411 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e concreta os fundamentos da decisão do tribunal de origem que inadmitiu o recurso especial por força da Súmula n. 7/STJ; alegações genéricas de que não haveria reexame de provas são insuficientes para afastar o óbice, devendo ser...
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- Parties
- Agravante: RUBENS HARUMY KAMOI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Agravo Em Recurso Especial, Inadmissão De Recurso Especial, Súmula N. 7/stj, Súmula N. 182/stj, Art. 932, Inciso III, Cpc/2015, Dialeticidade Recursal, Análise De Fatos E Provas Em Recurso Especial
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Parties
RUBENS HARUMY KAMOI
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula n. 7 do STJ como óbice à admissibilidade do recurso especial
- 2 necessidade de impugnação concreta e específica dos fundamentos da decisão de inadmissão (princípio da dialeticidade, art. 932, III, CPC/2015)
- 3 aplicação da Súmula n. 182 do STJ quando não há impugnação adequada das razões de inadmissão
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e concreta os fundamentos da decisão do tribunal de origem que inadmitiu o recurso especial por força da Súmula n. 7/STJ; alegações genéricas de que não haveria reexame de provas são insuficientes para afastar o óbice, devendo ser demonstrado o cotejo entre a tese sustentada no recurso especial e a fundamentação do acórdão recorrido, nos termos do art. 932, inciso III, do CPC/2015 e da Súmula n. 182/STJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por RUBENS HARUMY KAMOI contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que inadmitiu recurso especial dirigido contra o acórdão prolatado na Apelação Cível n. 9000130-04.2013.8.26.0090. É o relatório. Decido. O agravo não comporta conhecimento. O Tribunal de origem não admitiu o apelo nobre em razão da incidência da Súmula n. 7 do STJ. Contudo, a parte Agravante, nas razões do agravo em recurso especial, não adota fundamentação capaz de infirmar os fundamentos da decisão agravada, não tendo esclarecido, à luz da tese veiculada no apelo nobre, cotejando com a fundamentação do acórdão recorrido, de que forma o exame daquelas prescindiria da análise de elementos probantes, tal como explicitado na decisão que não admitiu o recurso especial. Colaciono trecho das razões do recurso nos quais afirma-se genericamente que não se trata de reanálise de fatos e provas (fl. 125): E não há que se falar em negativa de trânsito ao recurso especial por suposto arbitramento baseado em fatos e provas, o que não seria admitido em sede de recurso especial, mesmo porque os fatos e provas são incontroversos. O valor da causa é baixo (R$ 1.225,86) e a regra do §82 do artigo 85, do CPC, é expressa ao determinar a fixação da verba honorária com base na Tabela da Ordem dos Advogados do Brasil (R$ 8.671,79), o que afasta a necessidade de qualquer análise de fatos e provas Limitou-se a agravante a afirmar genericamente que a sua pretensão não demandaria reanálise de fatos e provas sem, contudo, especificar as premissas fáticas firmadas no acórdão objeto do recurso e o porquê de se tratar de matéria exclusivamente de direito. A propósito: .. 5. A impugnação da Súmula n. 7/STJ pressupõe estrutura argumentativa específica, indicando-se as premissas fáticas admitidas como verdadeiras pelo Tribunal de origem, a qualificação jurídica que lhe foi conferida e a apreciação jurídica que lhe deveria ter sido efetivamente atribuída. O recurso daí proveniente deveria se esmerar em demonstrar efetivamente que a referida súmula não se aplica ao caso concreto, e não simplesmente reiterar o recurso especial. (AgInt no AREsp n. 1.790.197/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 1º/7/2021). Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 1.795.402/SP, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 3/4/2023, DJe de 13/4/2023.) .. 4. Em nova análise do agravo interposto, tem-se que a parte agravante efetivamente não rebateu todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial, 5. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 7 do STJ, não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual. 6. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.770.082/SP, relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF-5ª Região), Primeira Turma, julgado em 26/4/2021, DJe de 30/4/2021.) Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC/2015). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula n. 182 do STJ. Nesse sentido: .. 5. Constitui ônus da parte agravante a refutação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, à luz do princípio da dialeticidade, o que não ocorreu no caso dos autos. Incidência da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC. 6. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.141.230/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 15/12/2022, DJe de 19/12/2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 932 do CPC/2015, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. INADMISSÃO DO APELO NOBRE PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO CONCRETA. SÚMULA N. 182 DO STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.