AREsp 2670333 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão recorrida (deixou de rebater as Súmulas 5 e 83), violando o princípio da dialeticidade; o art. 932, III, do CPC/15 permite ao Relator não conhecer o recurso e, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, o...
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- Parties
- Agravante: RESIDENCIAL PORTO PRIMAVERA SPE LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Agravo Em Recurso Especial, Súmulas 5, 7 E 83 Do STJ, Princípio Da Dialeticidade, Art. 1.042 Do Cpc/15, Art. 932, III Do Cpc/15, Enunciado 3 Do Plenário Do STJ
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Parties
RESIDENCIAL PORTO PRIMAVERA SPE LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Se o agravo em recurso especial é admissível quando o agravante não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida
- 2 Aplicação das Súmulas 5 e 83 do STJ como fundamento para não admissão do recurso especial
- 3 Aplicação do art. 932, III, do CPC/15 quanto ao não conhecimento do recurso
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão recorrida (deixou de rebater as Súmulas 5 e 83), violando o princípio da dialeticidade; o art. 932, III, do CPC/15 permite ao Relator não conhecer o recurso e, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, o agravo não foi conhecido.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por RESIDENCIAL PORTO PRIMAVERA SPE LTDA desafiando decisão do c. Tribunal de Justiça do Estado de Goiás que não admitiu o recurso especial sob o fundamento de incidência das Súmulas 5, 7 e 83 desta Corte. É o relatório. Passo a decidir. O recurso não merece sequer conhecimento. De início, cumpre salientar que o presente recurso será examinado à luz do Enunciado 3 do Plenário do STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Observa-se que o agravo previsto no art. 1.042 do CPC/15 tem por objetivo o processamento do recurso especial inadmitido pela Corte de origem. Assim, é imperioso que, nas razões recursais, o agravante demonstre expressamente o desacerto da decisão agravada. In casu, a parte agravante não rebateu, como lhe competia, todos os referidos fundamentos da decisão recorrida, pois deixou de rebater as Súmulas 5 e 83 desta Corte. Com efeito, o princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar por que razão a decisão recorrida não deve ser mantida, demonstrando o seu desacerto, seja do ponto de vista procedimental (error in procedendo), seja do ponto de vista do próprio julgamento (error in judicando), porquanto não atende ao princípio em tela o recurso que se limita a tão só afirmar a tese jurídica interessante à sua pretensão, sem confrontar, de forma juridicamente balizada, os fundamentos adotados na decisão que busca reformar. Incide, na hipótese, o art. 932, III, do CPC/15, que permite ao Relator não conhecer de recurso que não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida. Diante do exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. EMENTA