AREsp 2868158 - ACORDAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o agravante não impugnou, de forma específica e arrazoada, todos os fundamentos da decisão agravada, em especial a incidência das Súmulas n. 282 e 284 do STF relativamente à alegada violação do art. 80, VII, do CPC; aplicou-se o art. 932, III, do CPC, resultando...
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- Parties
- Agravante: CREFISA S.A. CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS (CREFISA)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conhecer do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Agravo Em Recurso Especial, Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica De Fundamentos, Súmulas Do STF E Do STJ, Honorários Advocatícios
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Parties
CREFISA S.A. CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS (CREFISA)
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 viabilidade do agravo em recurso especial quando não impugna todos os fundamentos da decisão denegatória de admissibilidade
- 2 incidência das Súmulas n. 282, 283 e 284 do STF e da Súmula n. 7 do STJ
- 3 aplicação do art. 932, III, do CPC para não conhecer do agravo
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o agravante não impugnou, de forma específica e arrazoada, todos os fundamentos da decisão agravada, em especial a incidência das Súmulas n. 282 e 284 do STF relativamente à alegada violação do art. 80, VII, do CPC; aplicou-se o art. 932, III, do CPC, resultando no não conhecimento do agravo, e foram majorados os honorários advocatícios com fundamento no art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
não conhecer do agravo em recurso especial
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Majorar os honorários advocatícios anteriormente fixados de R$ 1.500,00 para R$ 1.800,00, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 22/04/2025 a 28/04/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DENEGATÓRIA DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. Não se mostra viável o agravo em recurso especial que não impugna todos os fundamentos da respectiva inadmissibilidade (incidência das Súmulas n. 282 e 284 do STF). 2. Agravo em recurso especial não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por CREFISA S.A. CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS (CREFISA) contra decisão que não admitiu seu apelo nobre. Não foi apresentada contraminuta. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DENEGATÓRIA DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. Não se mostra viável o agravo em recurso especial que não impugna todos os fundamentos da respectiva inadmissibilidade (incidência das Súmulas n. 282 e 284 do STF). 2. Agravo em recurso especial não conhecido. VOTO O recurso não merece que dele se conheça. No caso, o apelo nobre não foi admitido pelo TJSC tendo em vista a incidência (i) das Súmulas n. 283 e 284 do STF, no tocante aos juros remuneratórios; (ii) Súmulas n. 282 e 284 do STF, em relação a alegada violação do art. 80, VII, do CPC; e (iii) Súmula n. 7 do STJ, no concernente a alegada ofensa aos arts. 355, I e II, 356, I e II, e 1.026, § 2º, do CPC (e-STJ, fls. 633/637). Da análise do presente recurso se verifica que o inconformismo não se dirigiu, de forma específica, contra todos os fundamentos da decisão agravada, pois CREFISA não infirmou seus esteios, na medida em que não refutou, de forma arrazoada, o óbice pela incidência das Súmulas n. 282 e 284 do STF, em relação a alegada violação do art. 80, VII, do CPC. A Corte Especial, ao apreciar os EAREsp 746.775/PR, Rel. p/acórdão Min. LUÍS FELIPE SALOMÃO, concluiu que a aplicação da Súmula n. 182 do STJ permanece incólume, aplicada aqui por analogia, pois cabe à parte impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão que inadmite o recurso especial. Segundo o entendimento exarado em voto pelo Min. LUÍS FELIPE SALOMÃO, existem regras, tanto no Código de Processo Civil de 1973, quanto no atual, que remetem às disposições mais recentes do Regimento Interno do STJ, no sentido da obrigatoriedade de impugnação de todos os fundamentos da decisão recorrida. Ademais, conforme o mesmo entendimento, existem conceitos doutrinários para justificar a impossibilidade de impugnação parcial da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, na medida em que tal decisão é incindível e deve ser impugnada em sua integralidade. Além disso, foi também consignado pelo em. Ministro relator que a ausência de impugnação a algum dos fundamentos da decisão, que negou trânsito ao reclamo especial, imporia a esta Corte Superior o exame indevido de questões já atingidas pela preclusão consumativa, decorrente da inércia da parte agravante em insurgir-se no momento oportuno, por meio da simples inclusão dos pontos ausentes nas razões do agravo (EAREsp 746.775/PR). Assim, não tendo o recurso impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida, é o caso de incidir o art. 932, III, do CPC. Nessas condições, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. MAJORO os honorários advocatícios anteriormente fixados em desfavor de CREFISA, de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) para R$ 1.800,00 (mil e oitoc entos reais), nos termos do art. 85, § 11, do CPC. É o voto.