REsp 1912507 - DECISAO

REsp 1912507 - DECISAO

Negou-se provimento ao recurso especial porque, na hipótese, pela ausência de registro do contrato que serviria de título à propriedade fiduciária, a garantia não se constituiu nos termos do regime especial da Lei 9.514/97 (art. 23), de modo que não é exigível do adquirente submeter-se ao procedimento de venda...

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Parties
Recorrente: SPE TERNI NATURE I RIO PRETO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA.
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
08 April 2021
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial Decisão De Mérito
Legal Topics
Alienação Fiduciária, Rescisão Contratual, Registro No Registro De Imóveis, Venda Extrajudicial (art. 27, Lei 9.514/97), Aplicabilidade Do CDC
Direito Civil Direito Do Consumidor Processo Civil Alienação Fiduciária Rescisão Contratual Registro No Registro De Imóveis Venda Extrajudicial (art. 27, Lei 9.514/97) Aplicabilidade Do CDC

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Parties

SPE TERNI NATURE I RIO PRETO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA.

Recorrente

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial Decisão De Mérito

  1. 1 incidência da Lei 9.514/1997 versus aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor
  2. 2 natureza constitutiva do registro do contrato nos termos do art. 23 da Lei 9.514/97
  3. 3 necessidade ou não da venda extrajudicial prevista no art. 27 da Lei 9.514/97 quando inexistente registro

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao recurso especial porque, na hipótese, pela ausência de registro do contrato que serviria de título à propriedade fiduciária, a garantia não se constituiu nos termos do regime especial da Lei 9.514/97 (art. 23), de modo que não é exigível do adquirente submeter-se ao procedimento de venda extrajudicial previsto no art. 27 da referida lei; manteve-se, assim, a possibilidade de rescisão contratual e a devolução das quantias, sendo improcedente a punição por litigância de má-fé pela interposição de recurso cabível. Foi majorado o percentual dos honorários sucumbenciais em favor do advogado da parte recorrida em 2% sobre o valor da condenação (art. 85, §11, CPC/2015).