MS 27741 - DECISAO
A notificação enviada ao impetrante foi formalmente e substantivamente deficiente por não indicar com clareza os fatos e fundamentos contra os quais deveria se defender, violando o art. 26, §1º, VI, da Lei n. 9.784/1999 e as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (art.5º, LV, CF); ademais, a falta de pronunciamento da Comissão de Anistia no processo revisional contraria a jurisprudência da Primeira Seção do STJ. Assim, a nulidade da notificação contaminou todos os atos subsequentes, justificando a anulação da Portaria MMFDH n. 1.595/2021 e o restabelecimento da Portaria MJ n. 065/2004 que reconhecia o impetrante como anistiado político.
- Parties
- Impetrante: Jahasiel Alves dos Santos; Autoridade Impetrada: Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; Interessada: União; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 September 2021
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Decisão De Mérito
- Outcome
- Ordem concedida para anular a notificação e todos os atos subsequentes e restabelecer a portaria concessória de anistia do impetrante
- Legal Topics
- Anistia Política, Revisão Administrativa, Devido Processo Legal, Contraditório E Ampla Defesa, Nulidade De Atos Administrativos, Autotutela Administrativa, Notificação Administrativa, Comissão De Anistia, Tema 839 (re 817.338/df)
Case Brief
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Parties
Jahasiel Alves dos Santos
Impetrante
Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Autoridade Impetrada
União
Interessada
Ministério Público Federal
Fiscal Da Lei
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 validação da Portaria MMFDH n. 1.595/2021 que anulou Portaria MJ n. 65/2004
- 2 regularidade da notificação administrativa nos termos do art. 26, §1º, VI, da Lei n. 9.784/1999
- 3 possível cerceamento de defesa pela ausência de especificação dos fatos e fundamentos
Ratio Decidendi
A notificação enviada ao impetrante foi formalmente e substantivamente deficiente por não indicar com clareza os fatos e fundamentos contra os quais deveria se defender, violando o art. 26, §1º, VI, da Lei n. 9.784/1999 e as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (art.5º, LV, CF); ademais, a falta de pronunciamento da Comissão de Anistia no processo revisional contraria a jurisprudência da Primeira Seção do STJ. Assim, a nulidade da notificação contaminou todos os atos subsequentes, justificando a anulação da Portaria MMFDH n. 1.595/2021 e o restabelecimento da Portaria MJ n. 065/2004 que reconhecia o impetrante como anistiado político.
Court Disposition
Ordem concedida para anular a notificação e todos os atos subsequentes e restabelecer a portaria concessória de anistia do impetrante
Orders
- Anular a Notificação n. 485/2020/DGTI/CCP/CGP/CA e todos os atos posteriores constantes nos autos do Processo n. 2003.01.19091
- Anular a Portaria MMFDH n. 1.595, de 4 de maio de 2021
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