MS 27752 - DECISAO
As notificações expedidas às impetrantes limitaram‑se a informar genericamente a instauração de procedimento de revisão com referência à Portaria n. 3.076/2019 e ao Tema 839, sem especificar os fatos e fundamentos de que deveriam se defender, em violação ao art. 26, §1º, VI, da Lei n. 9.784/1999 e aos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, CF); tal vício de forma contaminou os atos subsequentes, tornando nulos as notificações e a Portaria MMFDH n. 1.594/2021, devendo ser restabelecida a eficácia da Portaria MJ n. 1.234/2004.
- Parties
- Impetrante: Christiane Ribeiro de Oliveira; Impetrante: Marlene Ribeiro de Oliveira; Autoridade Coatora: Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; Interessada: União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 September 2021
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Decisão De Mérito Ordem Concedida
- Outcome
- Ordem concedida para anular as notificações e atos subsequentes, com o restabelecimento da portaria concessória anterior
- Legal Topics
- Anistia Política, Revisão De Atos Administrativos, Devido Processo Legal, Contraditório E Ampla Defesa, Notificação Administrativa, Autotutela Administrativa, Tema 839/stf
Case Brief
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Parties
Christiane Ribeiro de Oliveira
Impetrante
Marlene Ribeiro de Oliveira
Impetrante
Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Autoridade Coatora
União
Interessada
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão De Mérito Ordem Concedida
Legal Issues
- 1 validação da Portaria MMFDH n. 1.594/2021 que anulou Portaria MJ n. 1.234/2004
- 2 regularidade formal e material das notificações expedidas às impetrantes
- 3 observância do devido processo legal, contraditório e ampla defesa no procedimento administrativo de revisão
Ratio Decidendi
As notificações expedidas às impetrantes limitaram‑se a informar genericamente a instauração de procedimento de revisão com referência à Portaria n. 3.076/2019 e ao Tema 839, sem especificar os fatos e fundamentos de que deveriam se defender, em violação ao art. 26, §1º, VI, da Lei n. 9.784/1999 e aos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, CF); tal vício de forma contaminou os atos subsequentes, tornando nulos as notificações e a Portaria MMFDH n. 1.594/2021, devendo ser restabelecida a eficácia da Portaria MJ n. 1.234/2004.
Court Disposition
Ordem concedida para anular as notificações e atos subsequentes, com o restabelecimento da portaria concessória anterior
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