MS 27296 - ACORDAO
A Primeira Seção do STJ concluiu que a notificação por edital foi nula porque a Administração conhecia o domicílio da interessada e a tentativa postal havia sido frustrada, de modo que houve cerceamento da ampla defesa e do contraditório; por consequência, anulou-se a notificação por edital, todos os atos subsequentes no processo administrativo (inclusive a Portaria MMFDH n. 3.355/2020) e restabeleceu-se a Portaria MJ n. 2.308/2004, ressalvando-se o direito da Administração de retomar o procedimento observando o devido processo legal, conforme o enunciado do Tema 839 do STF.
- Parties
- Impetrante: Maria do Socorro do Carmo Amorim; Autoridade Impetrada: Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; Interveniente: União; Anistiado (post Mortem): Nilder Amorim Ventura; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 November 2021
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Decisão Colegiada (ordem Concedida)
- Outcome
- Ordem concedida para anular a notificação feita por edital e todos os atos que lhe seguiram, com restabelecimento da eficácia da Portaria MJ n. 2.308/2004 e anulação da Portaria MMFDH n. 3.355/2020.
- Legal Topics
- Anistia Política, Ampla Defesa, Notificação Por Edital, Autotutela Administrativa, Revisão De Atos Administrativos, Tema 839 (stf)
Case Brief
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Parties
Maria do Socorro do Carmo Amorim
Impetrante
Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Autoridade Impetrada
União
Interveniente
Nilder Amorim Ventura
Anistiado (post Mortem)
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão Colegiada (ordem Concedida)
Legal Issues
- 1 validade da anulação administrativa de portaria de anistia post mortem
- 2 licitude da citação por edital quando a Administração conhecia o domicílio do interessado
- 3 observância do devido processo legal e da ampla defesa em processo administrativo de revisão de anistia
Ratio Decidendi
A Primeira Seção do STJ concluiu que a notificação por edital foi nula porque a Administração conhecia o domicílio da interessada e a tentativa postal havia sido frustrada, de modo que houve cerceamento da ampla defesa e do contraditório; por consequência, anulou-se a notificação por edital, todos os atos subsequentes no processo administrativo (inclusive a Portaria MMFDH n. 3.355/2020) e restabeleceu-se a Portaria MJ n. 2.308/2004, ressalvando-se o direito da Administração de retomar o procedimento observando o devido processo legal, conforme o enunciado do Tema 839 do STF.
Court Disposition
Ordem concedida para anular a notificação feita por edital e todos os atos que lhe seguiram, com restabelecimento da eficácia da Portaria MJ n. 2.308/2004 e anulação da Portaria MMFDH n. 3.355/2020.
Orders
- Anular a notificação por edital realizada no Processo Administrativo n. 2004.01.43216
- Anular todos os atos subsequentes ao edital, inclusive a Portaria MMFDH n. 3.355, de 18 de dezembro de 2020
Full Case Text
Judgment text and source record
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