MS 20084 - DECISAO
O recurso extraordinário foi declarado prejudicado por perda superveniente de objeto porque o órgão prolator exerceu juízo de retratação alinhando seu entendimento ao do Supremo Tribunal Federal (Tema 839), de modo que a parte recorrente alcançou seu objetivo.
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 October 2024
- Procedural Posture
- Recurso Extraordinário / Prejudicado Por Perda Superveniente De Objeto
- Outcome
- Recurso extraordinário prejudicado por perda superveniente de objeto
- Legal Topics
- Anistia Política, Autotutela Administrativa, Decadência, Mandado De Segurança, Repercussão Geral (tema 839/stf), Juízo De Retratação
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Procedural Posture
Recurso Extraordinário / Prejudicado Por Perda Superveniente De Objeto
Legal Issues
- 1 Decadência da autotutela administrativa para revisar concessão de anistias
- 2 Efeito do Tema 839/STF sobre possibilidade de revisão administrativa após prazo decadencial de cinco anos
- 3 Garantias do devido processo administrativo e vedação de devolução das verbas recebidas
Ratio Decidendi
O recurso extraordinário foi declarado prejudicado por perda superveniente de objeto porque o órgão prolator exerceu juízo de retratação alinhando seu entendimento ao do Supremo Tribunal Federal (Tema 839), de modo que a parte recorrente alcançou seu objetivo.
Court Disposition
Recurso extraordinário prejudicado por perda superveniente de objeto
Orders
- Fica prejudicado o recurso extraordinário de fls. 323-343 em razão da perda superveniente de objeto.
- Publique. Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO 1. Trata-se de recurso extraordinário (fls. 323-343) interposto contra acórdão no qual foi estabelecido que houve decadência da autotutela administrativa para revisar a concessão de anistias a militares afastados com base na Portaria n. 1.104-GM3/1964. À fl. 367, o recurso foi sobrestado em razão do reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da repercussão geral acerca da matéria no Tema n. 839 do STF. Com a finalização do julgamento da controvérsia relativa ao Tema n. 839 do STF, foram os autos encaminhados ao órgão prolator do acórdão recorrido para eventual juízo de retratação, nos termos do art. 1.040, II, do CPC (fl. 369). O órgão julgador exerceu o juízo de retratação em acórdão assim ementado (fl. 413): DIREITO PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DESEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. ANULAÇÃO. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO. DECADÊNCIA. NÃO OCORRÊNCIA. TEMA 839/STF. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1) No caso dos autos, o impetrante relata que foi declarado anistiado político. Alega, em síntese, que ocorreu a decadência do prazo para a Administração rever o ato anistiador em razão do transcurso do prazo de cinco anos entre a concessão da anistia e a edição do ato coator impugnado no presente mandado de segurança, bem como a absoluta boa-fé do impetrante ao apresentar a declaração de perseguido político, nos termos dos art. 53 e 54 da Lei 9.784/99. 2) A Primeira Seção do STJ, ainda em agosto de 2013, havia concedido a ordem sob o fundamento de que houve decadência da autotutela administrativa para revisar a concessão de anistias a militares afastados com base na Portaria n. 1.104- GM2/1964. 3) A interposição recurso extraordinário, o qual ficou - ao fim e ao cabo - sobrestado até o final de 2022, motivou a determinação da Vice-Presidência do STJ pelo retorno dos autos à Primeira Seção para eventual juízo de retratação. 4) Consoante decidiu o Supremo Tribunal Federal, no bojo do RE 817.338/DF (Tema 839), submetido à sistemática da repercussão geral, ainda que decorrido o prazo decadencial de 05 (cinco) anos, mostra-se possível à Administração Pública instaurar procedimento de revisão das anistias concedidas a cabos da Aeronáutica com fundamento na Portaria nº1.104-GM3/1964, desde que comprovada a ausência de ato com motivação exclusivamente política, assegurando-se ao anistiado, na via administrativa, o devido processo legal e a não devolução das verbas recebidas. 5) Ordem denegada com base no art. 1040, II, do CPC/2015. É o relatório. 2. Conforme se verifica dos autos, com o exercício do juízo de retratação, o entendimento do órgão recorrido encontra-se em consonância com o entendimento do Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. 3. Ante o exposto, tendo em vista que a parte recorrente alcançou seu objetivo e não versando o recurso outras questões, fica prejudicado o recurso extraordinário de fls. 323-343 , em razão da perda superveniente de objeto. Publique. Intimem-se. EMENTA