MS 31197 - DECISAO
Negou-se a segurança porque a revisão administrativa de anistias com fundamento na Portaria n. 1.104/GM-3/1964 é compatível com a tese do Tema 839/STF que afasta a decadência quando há situação inconstitucional; no caso concreto a Administração comprovou observância do devido processo legal (notificação, acesso aos...
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- Parties
- Impetrante: JORGE CARDOSO; Autoridade Coatora: MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 June 2025
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Decisão
- Outcome
- segurança denegada
- Legal Topics
- Anistia Política, Decadência, Autotutela Administrativa, Devido Processo Legal, Contraditório E Ampla Defesa, Controle Judicial Do Ato Administrativo
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Parties
JORGE CARDOSO
Impetrante
MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão
Legal Issues
- 1 Aplicação do prazo decadencial da Lei 9.784/1999 à revisão de anistias
- 2 Possibilidade de revisão administrativa de anistias concedidas com fundamento na Portaria n. 1.104/GM-3/1964 à luz do Tema 839/STF
- 3 Observância do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo de revisão
Ratio Decidendi
Negou-se a segurança porque a revisão administrativa de anistias com fundamento na Portaria n. 1.104/GM-3/1964 é compatível com a tese do Tema 839/STF que afasta a decadência quando há situação inconstitucional; no caso concreto a Administração comprovou observância do devido processo legal (notificação, acesso aos autos e defesa apresentada), o STF não revogou a tese no julgamento da ADPF 777 para efeitos expansivos, e o controle judicial limita-se a verificar legalidade e regularidade procedimental, não podendo substituir o juízo de mérito administrativo.
Court Disposition
segurança denegada
Orders
- Custas, na forma da lei, observada a concessão da gratuidade da justiça.
- Sem condenação em honorários advocatícios, nos termos da Súmula 105/STJ e do art. 25 da Lei 12.016/2009.
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