MS 27351 - DECISAO
Em juízo prévio constatou-se que a Administração, no exercício do dever de autotutela e em observância ao entendimento do Supremo Tribunal Federal no RE 817.338 (Tema 839), pode revisar atos de concessão de anistia a cabos da Aeronáutica, desde que assegurado o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa; a autoridade demonstrou que o impetrante foi intimado para apresentar defesa nos termos da Lei n. 9.784/1999 e a portaria anulatória preservou a não devolução das verbas já recebidas, de modo que não se demonstrou fumus boni iuris nem periculum in mora que justificasse a concessão da medida liminar, sendo, portanto, indeferido o pedido liminar.
- Parties
- Impetrante: JORGE AMORAS CASTRO; Autoridade Coatora: Sra. Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 March 2021
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Decisão Interlocutória Liminar Indeferida
- Outcome
- liminar indeferida
- Legal Topics
- Anistia Política, Revisão Administrativa De Atos De Anistia, Autotutela Administrativa, Devido Processo Legal, Liminar
Case Brief
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Parties
JORGE AMORAS CASTRO
Impetrante
Sra. Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão Interlocutória Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 possibilidade de revisão administrativa de atos de anistia concedidos a cabos da Aeronáutica
- 2 alegada violação do devido processo legal por suposta falta de notificação acerca de nota técnica
- 3 necessidade ou não de trânsito em julgado do RE 817.338 para início de processo administrativo de revisão
Ratio Decidendi
Em juízo prévio constatou-se que a Administração, no exercício do dever de autotutela e em observância ao entendimento do Supremo Tribunal Federal no RE 817.338 (Tema 839), pode revisar atos de concessão de anistia a cabos da Aeronáutica, desde que assegurado o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa; a autoridade demonstrou que o impetrante foi intimado para apresentar defesa nos termos da Lei n. 9.784/1999 e a portaria anulatória preservou a não devolução das verbas já recebidas, de modo que não se demonstrou fumus boni iuris nem periculum in mora que justificasse a concessão da medida liminar, sendo, portanto, indeferido o pedido liminar.
Court Disposition
liminar indeferida
Orders
- Indefere-se o pedido de liminar.
- Dê-se vista ao Ministério Público Federal para parecer, observados os arts. 12 da Lei n. 12.016/2009 e 64, III, do Regimento Interno.
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