ExeMS 23236 - DECISAO
A impugnação da União foi julgada improcedente. Determinou-se que a liquidação observe como base o valor nominal da Portaria 1.862/2004 (R$ 178.765,38), com dedução da parcela incontroversa requisitada pelo Prc 12803/DF; aplicação do IPCA-E para correção monetária, sendo substituído pela SELIC a partir da publicação...
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- Parties
- Impugnante/execuada: UNIÃO; Exequente: exequente (anistiado político)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 April 2025
- Procedural Posture
- Execução Em Mandado De Segurança / Decisão Sobre Impugnação E Determinação De Liquidação
- Outcome
- Impugnação julgada improcedente
- Legal Topics
- Anistia Política, Correção Monetária, Juros De Mora, Dies a Quo Dos Consectários Legais, Honorários De Sucumbência, Liquidação De Sentença, Inexigibilidade Do Título, Excesso De Execução
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Parties
UNIÃO
Impugnante/execuada
exequente (anistiado político)
Exequente
Procedural Posture
Execução Em Mandado De Segurança / Decisão Sobre Impugnação E Determinação De Liquidação
Legal Issues
- 1 inexigibilidade do título executivo por possibilidade de anulação do ato administrativo
- 2 se houve excesso de execução quanto aos consectários legais
- 3 base de cálculo do principal a ser adotada
Ratio Decidendi
A impugnação da União foi julgada improcedente. Determinou-se que a liquidação observe como base o valor nominal da Portaria 1.862/2004 (R$ 178.765,38), com dedução da parcela incontroversa requisitada pelo Prc 12803/DF; aplicação do IPCA-E para correção monetária, sendo substituído pela SELIC a partir da publicação da EC n. 113/2021; juros de mora conforme períodos legalmente definidos (0,5% até jun/2009; remuneração da poupança de jul/2009 até EC 113/2021; SELIC a partir daí); e que o termo inicial para correção e juros é o 61º dia contado da publicação da portaria anistiadora. Por fim, afastou-se a fixação de honorários de sucumbência em razão da jurisprudência do Tema 1.232/STJ.
Court Disposition
Impugnação julgada improcedente
Orders
- Determino o envio dos autos à Coordenadoria de Processamento de Feitos em Execução Judicial (CPEX) para liquidação do julgado com base nos critérios estabelecidos.
- Base de cálculo do principal: valor nominal estabelecido na Portaria 1.862, de 14 de julho de 2004, totalizando R$ 178.765,38, devendo ser deduzida a parcela incontroversa requisitada por meio do Prc 12803/DF.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de impugnação oposta pela UNIÃO à execução em mandado de segurança no qual foi concedida a ordem para assegurar o pagamento dos valores retroativos em razão do reconhecimento da condição de anistiado político do exequente. A executada apontou inexigibilidade do título, diante da possibilidade de anulação do ato administrativo. Alegou-se, ainda, excesso de execução, os consectários legais deveriam incidir apenas a partir da data da impetração. Resposta do exequente às fls. 39-45. A preliminar de inexigibilidade do título executivo foi rejeitada pela decisão de fls. 53-54. É o relatório. Decido. BASE DE CÁLCULO A conta deve ter como base de cálculo o valor nominal retroativo previsto na Portaria 1.862, de 14 de julho de 2004, que perfaz o total de R$ 178.765,38 (cento e setenta e oito mil, setecentos e sessenta e cinco reais e trinta e oito centavos). ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA E DE JUROS DE MORA Quanto aos índices de correção monetária e de juros de mora, frise-se que eles devem seguir os seguintes critérios: Índice de Correção Monetária a ser aplicada: IPCA-E (Tema 905/STJ e Tema 810/STF), com a ressalva de que, a partir da data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), deve incidir a SELIC. Indice de Juros a serem aplicados: até junho/2009, 0,5% ao mês; a partir de julho/2009 até a data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), remuneração oficial da caderneta de poupança. A partir da data de publicação da referida emenda, SELIC. DIES A QUO DOS CONSECTÁRIOS LEGAIS O termo inicial a ser considerado, para cada um dos consectários legais (correção monetária e juros de mora), "é a partir do sexagésimo primeiro dia, contados da publicação da portaria anistiadora, o que encontra amparo, inclusive, na disposição contida no art. 12, § 4º, da Lei nº 10.559/2002." (AgInt na ImpExe na ExeMS n. 15.126/DF, relatora Ministra Assusete Magalhães, Primeira Seção, DJe de 8/11/2023.). Nesse mesmo sentido: AgInt na ImpExe na ExeMS n. 11.859/DF, relator Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Seção, DJe de 17/8/2023 e AgInt na ImpExe na ExeMS n. 20.256/DF, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Seção, DJe de 19/8/2022. CONCLUSÃO Pelo exposto, julgo improcedente a impugnação e determino o envio dos autos à Coordenadoria de Processamento de Feitos em Execução Judicial para liquidação do julgado com base nos seguintes critérios: Base de Cálculo do Principal: Valor nominal estabelecido na Portaria 1.862, de 14 de julho de 2004, do Ministro de Estado da Justiça, que perfaz o total de R$ 178.765,38 (cento e setenta e oito mil, setecentos e sessenta e cinco reais e trinta e oito centavos), devendo ser deduzida a parcela incontroversa requisitada por meio do Prc 12803/DF. Índice de Correção Monetária a ser aplicada: IPCA-E (Tema 905/STJ e Tema 810/STF), com a ressalva de que, a partir da data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), deve incidir a SELIC. Termo Inicial da Correção Monetária: 61º dia contados da publicação da portaria anistiadora. Índice de Juros a serem aplicados: até junho/2009, 0,5 % ao mês; a partir de julho/2009 até a data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), remuneração oficial da caderneta de poupança. A partir da data de publicação da referida emenda, SELIC. Termo Inicial dos Juros: 61º dia contados da publicação da portaria anistiadora. Após, as partes deverão ser intimadas acerca das informações prestadas pela CPEX, independentemente de nova conclusão. Havendo concordância, tácita ou expressa das partes, expeça-se o requisitório complementar, com destaque de honorários advocatícios, se for o caso. Deixo de fixar honorários de sucumbência, em razão do julgamento do Tema 1.232/STJ, oportunidade em que foi fixada a seguinte tese jurídica: "Nos termos do art. 25 da Lei n. 12.016/2009, não se revela cabível a fixação de honorários de sucumbência em cumprimento de sentença proferida em mandado de segurança individual, ainda que dela resultem efeitos patrimoniais a serem saldados dentro dos mesmos autos.". Publique-se. Intimem-se. EMENTA