ExeMS 18173 - DECISAO
A impugnação foi julgada improcedente porque a portaria anistiadora foi mantida válida, tornando exigível o título executivo; determinou-se a liquidação com base no valor nominal fixado na Portaria 24/2004 (R$207.670,23), aplicando-se correção monetária pelo IPCA-E (com SELIC a partir de 9/12/2021) e juros de mora...
Source-derived case information.
- Parties
- Impugnante: UNIÃO; Exequente: exequente
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 April 2025
- Procedural Posture
- Execução Em Mandado De Segurança / Decisão Sobre Impugnação À Execução
- Outcome
- impugnação julgada improcedente
- Legal Topics
- Anistia Política, Execução De Mandado De Segurança, Correção Monetária, Juros De Mora, Base De Cálculo, Termo Inicial, Honorários De Sucumbência
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Parties
UNIÃO
Impugnante
exequente
Exequente
Procedural Posture
Execução Em Mandado De Segurança / Decisão Sobre Impugnação À Execução
Legal Issues
- 1 inexigibilidade do título executivo em razão da possibilidade de anulação da portaria
- 2 alegação de excesso de execução em função de índices de correção e juros aplicados
- 3 definição da base de cálculo do principal
Ratio Decidendi
A impugnação foi julgada improcedente porque a portaria anistiadora foi mantida válida, tornando exigível o título executivo; determinou-se a liquidação com base no valor nominal fixado na Portaria 24/2004 (R$207.670,23), aplicando-se correção monetária pelo IPCA-E (com SELIC a partir de 9/12/2021) e juros de mora conforme períodos temporais definidos, com termo inicial no 61º dia da publicação da portaria; não se fixaram honorários de sucumbência em razão da jurisprudência do Tema 1.232/STJ.
Court Disposition
impugnação julgada improcedente
Orders
- Enviar os autos à Coordenadoria de Processamento de Feitos em Execução Judicial para liquidação do julgado.
- Base de cálculo do principal: valor nominal estabelecido na Portaria 24, de 8 de janeiro de 2004, no total de R$ 207.670,23, deduzida a parcela incontroversa já requisitada.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de impugnação oposta pela UNIÃO à execução em mandado de segurança no qual foi concedida a ordem para assegurar o pagamento dos valores retroativos em razão do reconhecimento da condição de anistiado político do exequente. A UNIÃO alega, em síntese, a inexigibilidade do título executivo, ante a possibilidade de anulação da referida portaria. Argumenta, ainda, que há excesso de execução, uma vez que os índices de juros e correção monetária foram aplicados incorretamente nos cálculos da parte exequente. Resposta do exequente às fls. 85-92. Na decisão de fls. 102-103, afastou-se a preliminar de inexigibilidade do título executivo. O decisum foi confirmado pelo acórdão de fls. 126-133. À fl. 153, a UNIÃO informou que a portaria que concedeu a anistia política ao exequente permanece válida. É o relatório. Decido. BASE DE CÁLCULO A conta deve ter como base de cálculo o valor nominal retroativo previsto na Portaria 24, de 8 de janeiro de 2004, que perfaz o total de R$ 207.670,23 (duzentos e sete mil, seiscentos e setenta reais e vinte e três centavos). ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA E DE JUROS DE MORA Quanto aos índices de correção monetária e de juros de mora, frise-se que eles devem seguir os seguintes critérios: Índice de Correção Monetária a ser aplicada: IPCA-E (Tema 905/STJ e Tema 810/STF), com a ressalva de que, a partir da data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), deve incidir a SELIC. Indice de Juros a serem aplicados: até junho/2009, 0,5% ao mês; a partir de julho/2009 até a data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), remuneração oficial da caderneta de poupança. A partir da data de publicação da referida emenda, SELIC. DIES A QUO DOS CONSECTÁRIOS LEGAIS O termo inicial a ser considerado, para cada um dos consectários legais (correção monetária e juros de mora), "é a partir do sexagésimo primeiro dia, contados da publicação da portaria anistiadora, o que encontra amparo, inclusive, na disposição contida no art. 12, § 4º, da Lei nº 10.559/2002." (AgInt na ImpExe na ExeMS n. 15.126/DF, relatora Ministra Assusete Magalhães, Primeira Seção, DJe de 8/11/2023.). Nesse mesmo sentido: AgInt na ImpExe na ExeMS n. 11.859/DF, relator Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Seção, DJe de 17/8/2023 e AgInt na ImpExe na ExeMS n. 20.256/DF, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Seção, DJe de 19/8/2022. CONCLUSÃO Pelo exposto, julgo improcedente a impugnação e determino o envio dos autos à Coordenadoria de Processamento de Feitos em Execução Judicial para liquidação do julgado com base nos seguintes critérios: Base de Cálculo do Principal: Valor nominal estabelecido na Portaria 24, de 8 de janeiro de 2004, do Ministro de Estado da Justiça, que perfaz o total de R$ 207.670,23 (duzentos e sete mil, seiscentos e setenta reais e vinte e três centavos)., deduzida a parcela incontroversa já requisitada. Índice de Correção Monetária a ser aplicada: IPCA-E (Tema 905/STJ e Tema 810/STF), com a ressalva de que, a partir da data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), deve incidir a SELIC. Termo Inicial da Correção Monetária: 61º dia contados da publicação da portaria anistiadora. Índice de Juros a serem aplicados: até junho/2009, 0,5% ao mês; a partir de julho/2009 até a data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), remuneração oficial da caderneta de poupança. A partir da data de publicação da referida emenda, SELIC. Termo Inicial dos Juros: 61º dia contados da publicação da portaria anistiadora. Após, as partes deverão ser intimadas acerca das informações prestadas pela CPEX, independentemente de nova conclusão. Havendo concordância, tácita ou expressa das partes, expeça-se o requisitório complementar, com destaque de honorários advocatícios, se for o caso. Deixo de fixar honorários de sucumbência, em razão do julgamento do Tema 1.232/STJ, oportunidade em que foi fixada a seguinte tese jurídica: "Nos termos do art. 25 da Lei n. 12.016/2009, não se revela cabível a fixação de honorários de sucumbência em cumprimento de sentença proferida em mandado de segurança individual, ainda que dela resultem efeitos patrimoniais a serem saldados dentro dos mesmos autos." Publique-se. Intimem-se. EMENTA