AREsp 2497559 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a impugnação demandaria reexame do conjunto fático-probatório (óbice da Súmula 7/STJ) e porque o Tribunal a quo fundamentadamente concluiu que as provas documentais constantes dos autos eram suficientes, não havendo cerceamento de defesa pelo...
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- Parties
- Agravante: JOVENTINO BISPO COSTA; Agravado: INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial (decisão Sobre Admissibilidade)
- Outcome
- agravo conhecido para não conhecer do recurso especial
- Legal Topics
- Aposentadoria Especial, Aposentadoria Por Tempo De Contribuição, Prova Pericial, Cerceamento De Defesa, Súmula 7/stj, Honorários Advocatícios
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Parties
JOVENTINO BISPO COSTA
Agravante
INSS
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial (decisão Sobre Admissibilidade)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por violação da Súmula 7/STJ (reexame de matéria fático-probatória)
- 2 alegação de cerceamento de defesa em razão do indeferimento de prova pericial/testemunhal
- 3 reconhecimento (parcial) de atividade especial e conversão de tempo especial em tempo comum
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a impugnação demandaria reexame do conjunto fático-probatório (óbice da Súmula 7/STJ) e porque o Tribunal a quo fundamentadamente concluiu que as provas documentais constantes dos autos eram suficientes, não havendo cerceamento de defesa pelo indeferimento de novas provas.
Court Disposition
agravo conhecido para não conhecer do recurso especial
Orders
- Conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial
- Majoração dos honorários advocatícios em favor da parte contrária em 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, §11, do CPC
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por JOVENTINO BISPO COSTA contra decisão que inadmitiu recurso especial manejado em face de acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO assim ementado: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CONCESSÃO DA APOSENTADORIA ESPECIAL (46) OU POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. ATIVIDADE ESPECIAL PARCIALDMENTE COMPROVADA. BENEFÍCIO CONCEDIDO. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. HONORÁRIOS. 1. Rejeitada a preliminar arguida pelo autor, pois não há que se falar em nulidade da sentença por cerceamento da defesa, o indeferimento da produção de prova pericial/testemunhal, vez que cabe ao Magistrado, no uso do seu poder instrutório, deferir ou não, determinada prova, de acordo com a necessidade e para a formação do seu convencimento. Ademais, conforme dispõe o artigo 434 do novo CPC, incumbe à parte instruir a petição inicial com os documentos destinados a provar suas alegações. Têm direito somente à aposentadoria integral, calculada com base nas regras posteriores à EC nº 20/98, desde que completado o tempo de serviço/contribuição de 35(trinta e cinco) anos, para os homens, e 30 (trinta) anos, para as mulheres. 2. Por ocasião da conversão da Medida Provisória nº 1.663/98 na Lei nº 9.711/98,permaneceu em vigor o parágrafo 5º do artigo 57 da Lei nº 8.213/91, razão pela qual continua sendo plenamente possível a conversão do tempo trabalhado em condições especiais em tempo de serviço comum relativamente a qualquer período, incluindo o posterior a 28/05/1998. 3. No período de 07/08/1987 a 17/10/1987 (CTPS id 132709758 p. 38), verifico que o autor trabalhou em supermercado, na função de balconista, atividade não enquadrada como especial pelos Decretos vigentes à época dos fatos, devendo o período ser considerado como tempo de serviço comum. 4. Quanto ao período de 01/04/2002 a 18/11/2003, como a intensidade de ruído apresentada no PPP foi de 88,3 dB(A), assim, abaixo de 90 dB(A), conforme exigência do Decreto nº 2.172/97, vigente à época do fato, deve o período ser computado como tempo de serviço comum. 5. Computando-se apenas os períodos de atividade especial comprovado nos autos o autor atinge apenas , insuficientes para24 (vinte e quatro) anos e 16 (dezesseis) dias concessão do benefício de aposentadoria especial, previsto na Lei nº 8.213/91. 6. Desse modo, computando-se os períodos de atividade especial ora reconhecidos, convertidos em tempo de serviço comum, acrescidos aos períodos incontroversos homologados pelo INSS até a data do requerimento administrativo (DER 13/02/2016 id132709758 p. 51) perfazem-se 35 (trinta e cinco) anos, 05 (cinco) meses e 27 (vinte e, suficientes à concessão da aposentadoria por tempo de contribuição integral, sete) dias prevista no artigo 53, inciso II da Lei nº 8.213/91, com renda mensal de 100% (cem porcento) do salário de contribuição, com valor a ser calculado nos termos do artigo 29 da Lei nº 8.213/91, com redação dada pela Lei nº 9.876/99. 7. Portanto, cumprindo os requisitos legais, faz jus a parte autora à concessão do benefício de aposentadoria por tempo de contribuição desde a DER em 13/02/2016,momento em que o INSS ficou ciente da pretensão. 8. Apliquem-se, para o cálculo dos juros de mora e correção monetária, os critérios estabelecidos pelo Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos na Justiça Federal vigente à época da elaboração da conta de liquidação, observando-se o decidido nos autos do RE 870947. 9. A verba honorária de sucumbência incide no montante de 10% (dez por cento) sobreo valor da condenação, conforme entendimento desta Turma (artigo 85, §§ 2º e 3º, do Código de Processo Civil/2015), aplicada a Súmula 111 do C. Superior Tribunal de Justiça. 10. Apelação do INSS improvida. Preliminar rejeitada. Apelação do autor parcialmente provida. Benefício concedido. Opostos embargos de declaração foram acolhidos para conceder tutela antecipada em relação ao benefício reconhecido. No recurso especial, fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional, o recorrente sustenta violação aos artigos 58, § 4º, da Lei 9.528/97, artigos 49 e 54 da Lei nº 8.213/91, e artigos 130, 331 e 420 do Código de Processo Civil de 1973 correspondentes aos artigos 370, 369 e, 434 464, 465, 466, 467 do CPC/2015. Aduz, em síntese, que em relação aos períodos em que não houve o reconhecimento da especialidade do labor, desde o início do processo vem postulando pela realização da prova pericial, de forma a poder comprovar que o PPP fornecido pelo empregador (parte que é estranha à lide) não corresponde à realidade fática da vivenciada pela parte recorrente no ambiente de trabalho. Argumenta que ao não autorizar a prova pericial e ao mesmo tempo negar o reconhecimento da atividade especial pela não comprovação da exposição a agentes nocivos o Tribunal a quo cerceou o direito de defesa do postulante, bem como ofende o princípio da igualdade entre os litigantes e o devido processo legal. Por fim, conclui aduzindo que a jurisprudência desta e. Corte entende que, havendo dúvida quanto ao reconhecimento de tempo especial, deve ser autorizada a prova testemunhal e pericial. Contrarrazões ao recurso especial às fls. 1060-1063. O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial à consideração de que a análise do caso demandaria o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que encontra óbice no teor da Súmula 7/STJ (fls. 1.074-1.077). O agravo em recurso especial impugnou todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade. É o relatório. Decido. O agravante impugnou a fundamentação contida na decisão agravada e, mostrando-se preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade do presente recurso, adentra-se às razões do recurso especial. Na hipótese dos autos, conforme se extrai do acórdão recorrido, cuida-se de ação visando o benefício de aposentadoria especial e, subsidiariamente, aposentadoria por tempo de contribuição. No Tribunal a quo houve o reconhecimento de atividade especial em parte do período pugnado, bem como o reconhecimento do direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Sobre o período não reconhecido, o Tribunal a quo se manifestou da seguinte forma, in verbis: De início, rejeito a preliminar arguida pelo autor, pois não há que se falar em nulidade da sentença por cerceamento da defesa, o indeferimento da produção de prova pericial/testemunhal, vez que cabe ao Magistrado, no uso do seu poder instrutório, deferir ou não, determinada prova, de acordo com a necessidade e para a formação do seu convencimento. Ademais, conforme dispõe o artigo 434 do novo CPC, incumbe à parte instruir a petição inicial com os documentos destinados a provar suas alegações. Não há notícia sobre eventual recusa no fornecimento de formulários ou laudos por parte dos empregadores do autor. Ao contrário, consta dos autos o respectivo Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP, devidamente preenchido pela empresa, de cuja análise não se vislumbra qualquer incongruência ou inconsistência a ensejar a elaboração de nova avaliação técnica. (..) No período de 07/08/1987 a 17/10/1987 (CTPS id 132709758 p. 38), verifico que o autor trabalhou em supermercado, na função de balconista, atividade não enquadrada como especial pelos Decretos vigentes à época dos fatos, devendo o período ser considerado como tempo de serviço comum. E quanto ao período de 01/04/2002 a 18/11/2003, como a intensidade de ruído apresentada no PPP foi de 88,3 dB(A), assim, abaixo de 90 dB(A), conforme exigência do Decreto nº 2.172/97,vigente à época do fato, deve o período ser computado como tempo de serviço comum. Sendo esse o panorama dos autos tenho que não assiste razão ao recorrente. De início, verifico que no recurso especial o recorrente não se dá ao trabalho de indicar os períodos que reputa não reconhecidos, pelo que se deduz, são os referidos períodos supramencionados. Em relação ao período de balconista (07/08/1987 a 17/10/1987), nada argue sobre o motivo pelo qual entende que estaria submetido a atividade especial, tão somente aduzindo, genericamente, que pugnou por prova pericial, sem, contudo, demonstrar a efetiva necessidade de tal prova na fundamentação do recurso especial. Quanto à alegação de exposição à ruído (01/04/2002 a 18/11/2003), aduz que o ruído constatado é muito próximo do limite, motivo pelo qual entende pertinente a prova pericial, para assim contradizer a prova produzida pelo empregador no PPP. Ocorre que nas instâncias ordinárias se entendeu que a prova produzida foi suficiente para se constatar a ausência de especialidade no período pugnado. Assim, ao contrário do alegado, não houve dúvida quanto à prova produzida a justificar nova prova pericial . E "conforme pacífica jurisprudência desta Corte Superior, não se acolhe alegação de nulidade por cerceamento de defesa, em função do indeferimento de diligências requeridas pela defesa, pois o magistrado, que é o destinatário final da prova, pode, de maneira fundamentada, indeferir a realização daquelas que considerar protelatórias ou desnecessárias ou impertinentes" (AgRg no RHC n. 157.565/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe de 25/2/2022)". Assim, tendo o Tribunal decidido pela suficiência das provas constantes nos autos, não configura cerceamento de defesa o indeferimento das demais provas que não considere necessárias à solução da controvérsia. Para se desconstituir a avaliação quanto à necessidade e à suficiência ou não das provas e a fundamentação da decisão demanda, em regra, incursão no acervo fático-probatório dos autos e encontram óbice na Súmula 7 do STJ. Nesse sentido, in verbis: PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS QUE ENTENDERAM SER SUFICIENTE À RESOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA A PROVA DOCUMENTAL JÁ ACOSTADA. REVISÃO. SUMÚLA N. 7/STJ. TEMPO ESPECIAL. RUÍDO. LIMITE DE 90 DB NO PERÍODO DE 6/3/1997 A 18/11/2003. DECRETO N. 4.882/2003. LIMITE DE 85 DB. RETROAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA LEI VIGENTE À ÉPOCA DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO PARCIAL DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. DISPOSITIVOS LEGAIS TIDOS POR VIOLADOS. INDICAÇÃO. AUSÊNCIA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. COMPROVAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO DO PARTICULAR A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Não merece prosperar a tese de malferimento dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, uma vez que o acórdão impugnado fundamentou, claramente, o posicionamento por ele assumido, de modo a prestar a jurisdição que lhe foi postulada. O fato de o Tribunal de origem haver decidido a lide de forma contrária à defendida pelo recorrente, elegendo fundamentos diversos daqueles por ele propostos, não configura omissão nem outra causa passível de exame mediante a oposição de embargos de declaração. 2. Decidindo o Tribunal pela suficiência das provas constantes nos autos, não configura cerceamento de defesa o indeferimento das demais provas que não considere necessárias à solução da controvérsia. Para se desconstituir a afirmação das instâncias ordinárias, de que há outros elementos dos autos que permitem a análise e solução da controvérsia sem a realização da perícia, seria necessário novo exame do acervo probatório, o que se revela defeso no âmbito de recurso especial ante o óbice da Súmula n. 7/STJ. 3. Quanto à assertiva de que a aplicação do limite de 90 dB fere a norma do art. 57 da Lei n. 8.213/1991, o Tribunal de origem decidiu a questão conforme entendimento fixado por esta Corte no julgamento do Tema n. 694, em que foi fixada a tese: "O limite de tolerância para configuração da especialidade do tempo de serviço para o agente ruído deve ser de 90 dB no período de 6.3.1997 a 18.11.2003, conforme Anexo IV do Decreto 2.172/1997 e Anexo IV do Decreto 3.048/1999, sendo impossível aplicação retroativa do Decreto 4.882/2003, que reduziu o patamar para 85 dB, sob pena de ofensa ao art. 6º da LINDB (ex-LICC)" (REsp n. 1.398.260/PR, relator Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, DJe de 5/12/2014). 4. A Lei n. 8.213/1991 excluiu a incidência do fator previdenciário apenas do cálculo da aposentadoria especial, e não da aposentadoria por tempo de contribuição deferida com base na conversão de períodos de atividade especial em comum, uma vez que o segurado já foi beneficiado com a contagem a maior do tempo de contribuição, não podendo ser beneficiado por duas vezes. Na ausência de previsão legal quanto à incidência do fator previdenciário proporcional, este incide sobre o tempo especial convertido em tempo comum. 5. O insurgente, além de não indicar dispositivo legal objeto da divergência jurisprudencial alegada, deteve-se em mera transcrição de acórdãos, o que não supre o necessário cotejo analítico que deve ser demonstrado mediante a verificação das circunstâncias que assemelhem ou identifiquem os casos confrontados, nos termos dos arts. 255, § 1º, do RISTJ e 541, parágrafo único, do CPC/1973. 6. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp n. 1.950.196/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/6/2022, DJe de 21/6/2022.) PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TEMPO ESPECIAL. MOTORISTA DE CAMINHÃO. REVISÃO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO PELA ALÍNEA "A". DISSÍDIO PRETORIANO PREJUDICADO. 1. Trata-se, na origem, de ação previdenciária na qual o ora recorrente, motorista de caminhão de carga, objetiva o reconhecimento de que trabalhou em condições insalubres, com a consequente concessão de Aposentadoria Especial. 2. Hipótese em que o Tribunal de origem concluiu, com base na prova dos autos: "No caso, mesmo se considerados os períodos de atividade especial ora reconhecidos, o autor não atinge 25 anos de tempo em atividade especial, razão pela qual não faz jus à concessão de aposentadoria especial". A revisão desse entendimento implica reexame de fatos e provas, obstado pelo teor da Súmula 7/STJ. 3. O STJ firmou o entendimento de que o magistrado tem ampla liberdade para analisar a conveniência e a necessidade da produção de provas, podendo perfeitamente indeferir provas periciais, documentais, testemunhais e/ou proceder ao julgamento antecipado da lide, se considerar que há elementos nos autos suficientes para a formação da sua convicção em relação às questões de fato ou de direito vertidas no processo, sem que isso implique cerceamento do direito de defesa. Precedentes: AgInt no AREsp 1.019.214/SP, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 26/3/2018; AgInt no AREsp 1173292/RS, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 27/3/2018. 4. A avaliação quanto à necessidade e à suficiência ou não das provas e a fundamentação da decisão demanda, em regra, incursão no acervo fático-probatório dos autos e encontram óbice na Súmula 7 do STJ. 5. Fica prejudicada a análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea "a" do permissivo constitucional. 6. Agravo conhecido para não conhecer do Recurso Especial. (AREsp n. 1.546.405/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 3/10/2019, DJe de 11/10/2019.) PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO ACIDENTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 7 DA SÚMULA DO STJ. I - Como a decisão recorrida foi publicada sob a égide da legislação processual civil anterior, observam-se em relação ao cabimento, processamento e pressupostos de admissibilidade dos recursos, as regras do Código de Processo Civil de 1973, diante do fenômeno da ultratividade e do Enunciado Administrativo n. 2 do Superior Tribunal de Justiça. II - Tendo a agravante impugnado a fundamentação apresentada na decisão agravada e atendidos os demais pressupostos de admissibilidade do presente agravo, passo ao exame do recurso especial. III - De início, registro, quanto à alegada afronta ao art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, que o recurso especial não comporta análise de suposta violação a dispositivos constitucionais sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. IV - No que tange à matéria inserta no artigo 333, I, do CPC, verifica-se que no v. acórdão recorrido não foi analisado o conteúdo do dispositivo legal, nem foram opostos embargos de declaração para tal fim, pelo que carece o recurso do indispensável requisito do prequestionamento. Incidência dos enunciados sumulares n. 282 e 356 do STF V - Não constando do acórdão recorrido análise sobre a matéria referida no dispositivo legal indicado no recurso especial, restava à recorrente pleitear seu exame por meio de embargos de declaração, a fim de buscar o suprimento da suposta omissão e provocar o prequestionamento, o que não ocorreu na hipótese dos autos. VI - E, ainda que assim não fosse, não ocorre cerceamento de defesa nas hipóteses em que o Juiz reputa suficientes as provas já colhidas durante a instrução. Isso porque o magistrado não está obrigado a realizar outras provas com a finalidade de melhor esclarecer a tese defensiva do réu, quando, dentro do seu livre convencimento motivado, tenha encontrado elementos probatórios suficientes para a sua convicção. Nesse sentido: AgInt no AgInt no AREsp 843.680/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/12/2016, DJe 13/12/2016; AgInt no REsp 1440314/MS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/11/2016, DJe 29/11/2016. VII - No mais, verifico que o Tribunal a quo, com base na análise do conjunto fático-probatório e no laudo pericial, consignou que a recorrente não possui incapacidade para as suas atividades laborais habituais e que, portanto, não faz jus ao recebimento do benefício pleiteado. Confira-se, in verbis: " Nesse contexto, não presentes, na espécie, o nexo causal e a incapacidade para o trabalho, em que pese o inconformismo da obreira, outro não poderia ser o desfecho da demanda senão a não-concessão do benefício acidentário pleiteado, até porque, em matéria infortunística, é necessária a demonstração inequívoca do nexo causal e da incapacidade laborativa, elementos componentes do binômio em que se assenta a reparação acidentária. Ausente qualquer um deles, a indenização é indevida" (fls. 170-171) VIII - Dessa forma, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a questão ora ventilada com base na realidade que se delineou à luz do suporte fático-probatório constante nos autos, cuja revisão é inviável no âmbito do recurso especial ante o óbice estampado no enunciado n. 7 da Súmula do STJ. IX - Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 1.019.214/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe de 26/3/2018.) Ante o exposto, com fulcro no artigo 932, III, do CPC/2015 c/c art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte recorrente, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, percentual esse justificado pelo tempo decorrido entre a interposição do recurso e julgamento e a complexidade da causa, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. Os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal devem ser observados, assim como eventual justiça gratuita concedida na origem Publique-se. Intimem-se. EMENTA PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECONHECIMENTO DE ATIVIDADE ESPECIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS QUE ENTENDERAM SER SUFICIENTE À RESOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA A PROVA DOCUMENTAL JÁ ACOSTADA. REVISÃO. SUMÚLA N. 7/STJ. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.