REsp 2130480 - DECISAO
Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação clara de que a profissiografia/PPP do processo administrativo era prova suficiente da especialidade do labor (exposição a ruído) e o recorrente não impugnou especificamente esse fundamento, limitando-se a...
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- Parties
- Recorrente: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Negado Provimento (decisão No Stj)
- Outcome
- recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido (negado provimento)
- Legal Topics
- Aposentadoria Especial, Tempo De Contribuição, Exposição a Ruído, Prova Documental (ppp/ltcat), Honorários Advocatícios, Prequestionamento, Metodologia De Medição
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Parties
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Negado Provimento (decisão No Stj)
Legal Issues
- 1 ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 (embargos de declaração)
- 2 caracterização de atividade especial por exposição a ruído e requisitos dos arts. 57 e 58 da Lei 8.213/1991
- 3 valor probatório do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e do LTCAT
Ratio Decidendi
Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação clara de que a profissiografia/PPP do processo administrativo era prova suficiente da especialidade do labor (exposição a ruído) e o recorrente não impugnou especificamente esse fundamento, limitando-se a alegações genéricas de violação de dispositivos legais, o que atrai a incidência das Súmulas 283 e 284 do STF e impede a revisão provida em recurso especial.
Court Disposition
recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido (negado provimento)
Orders
- Conhecer parcialmente do recurso especial e negar-lhe provimento
- Majoram-se os honorários sucumbenciais em 10%, caso tenham sido fixados anteriormente, observados os §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do CPC/2015 e eventual gratuidade da justiça
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DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo TRF da 2ª Região, assim ementado (fls. 430-431): PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. REFORMA DA SENTENÇA. TEMPO ESPECIAL. RUÍDO. ENQUADRAMENTO. HABITUALIDADE E PERMANÊNCIA. EPI. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INVERSÃO. APELAÇÃO DO AUTOR PROVIDA. 1. Apelação cível da sentença que julgou improcedente o pedido de conversão da aposentadoria portempo de contribuição NB 159.858.163-2 em especial mediante o enquadramento do período laborado com exposição a agentes nocivos (30/05/1978 a 17/07/2012 - Cia. Estadual de Águas e Esgotos -CEDAE) ou a revisão da RMI através da conversão e averbação do referido período especial. 2. A legislação aplicável para a verificação da atividade exercida sob condição insalubre deve ser a vigente quando da prestação do serviço, e não a do requerimento da aposentadoria. Neste sentido, é o entendimento do Colendo Superior Tribunal de Justiça:(STJ, Terceira Seção, AR 2.745/PR, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, DJe 08/05/2013; 6ª Turma, REsp nº 440289/RN, Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO, DJ de 28/06/2004). 3. O Superior Tribunal de Justiça firmou orientação no sentido de que é tida por especial a atividade exercida com exposição a ruídos superiores a 80 decibéis até a edição do Decreto 2.171/1997. Após essa data, o nível de ruído, considerado prejudicial é o superior a 90 decibéis. A partir da entrada em vigor do Decreto 4.882, em 18/11/2003, o limite de tolerância ao agente físico ruído foi reduzido para 85 decibéis. Precedentes: STJ, Primeira Seção, AR 5.186/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, DJe 04/06/2014; REsp 1397783/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe17/09/2013. 4. A demonstração da permanência e habitualidade da exposição a agentes nocivos não exige que o trabalhador esteja exposto, de forma contínua e ininterrupta, ao agente agressivo durante toda ajornada laboral, mas apenas que comprove o exercício de atividade, não ocasional, nem intermitente,que o exponha habitualmente a tais agentes. 5. Condenação do INSS ao pagamento de honorários advocatícios sobre o valor da condenação,nos percentuais mínimos do art. 85, §3º do CPC, conforme o que for apurado em liquidaçãode sentença, observada a Súmula 111 do STJ.6. Sobre as parcelas atrasadas incidirão a correção monetária, desde que devida cada uma delas,segundo o INPC (art. 41-A da Lei nº 8.213/91), consoante entendimento firmado pelo STJ em sede de recurso repetitivo no REsp 1.495.146-MG em 22/02/2018; e juros da mora apurados mediante aincidência dos índices oficiais de remuneração básica aplicados à caderneta de poupança, na forma do art. 1º-F da Lei n. 9.494/97, na redação conferida pela Lei n. 11.960/09, observado o Enunciado n. 56da Súmula do TRF da 2ª Região. Os juros devem ser contados a partir da citação, na forma doEnunciado n. 204 da Súmula do STJ até 08 de dezembro de 2021. A partir de 09 de dezembro de 2021, incidirá apenas a taxa SELIC, com a exclusão de qualquer outro índice de correção monetária e de juros de mora, nos termos da Emenda Constitucional nº 113/2021. 7. Apelação da parte autora provida para JULGAR PROCEDENTE O PEDIDO, reconhecer a especialidade do período de 30/05/1978 a 10/07/2012 e condenar o INSS a conceder aposentadoria especial, desde a DER (17/07/2012), em substituição ao beneficio de aposentadoria por tempo decontribuição anteriormente concedido (NB 159.858.163-2), bem como a pagar as parcelas atrasadas, desde a DER até a efetiva implantação do benefício, observada a prescrição quinquenal, com o desconto dos valores recebidos administrativamente. Sobre as parcelas atrasadas incidirão a correção monetária, desde que devida cada uma delas, segundo o INPC (art. 41-A da Lei nº 8.213/91), consoante entendimento firmado pelo STJ em sede de recurso repetitivo no REsp 1.495.146-MG em22/02/2018; e juros da mora apurados mediante a incidência dos índices oficiais de remuneração básica aplicados à caderneta de poupança, na forma do art. 1º-F da Lei n. 9.494/97, na redação conferida pela Lei n. 11.960/09, observado o Enunciado n. 56 da Súmula do TRF da 2ª Região. Os juros devem ser contados a partir da citação, na forma do Enunciado n. 204 da Súmula do STJ até 08de dezembro de 2021. A partir de 09 de dezembro de 2021, incidirá apenas a taxa SELIC, com a exclusão de qualquer outro índice de correção monetária e de juros de mora, nos termos da Emenda Constitucional nº 113/2021. Embargos de declaração rejeitados. O recorrente alega violação do artigo 1.022, II, do CPC/2015, ao argumento de que a Corte de origem não se manifestou a respeito do "disposto nos arts. 57, caput e §§ 3º e 4º e 58, § 1º da Lei 8.213/91 e que declare matéria fática dos autos, em especial que declare que o LTCAT apresentado nos autos informa que a exposição da parte autora ao agente nocivo, no período considerado como de atividade especial pelo acórdão recorrido, era INTERMITENTE" (fl. 484). Quanto à questão de fundo, sustenta ofensa aos artigos 57, caput e §§3º e 4º; 58, §1º, da Lei n. 8.213/1991, sob os seguintes argumentos: (a) a exposição ocasional ou intermitente, ou seja, aquela em que ocorrem interrupções, que cessa e recomeça por intervalos, intervalada, descontínua, ou esporádica, não enseja enquadramento como especial; (b) ao enquadrar como especial um período de trabalho em que a exposição ao agente nocivo era intermitente, segundo o LTCAT, o acórdão recorrido contrariou o disposto no art. 57, § 3º da Lei 8.213/91, que exige que a exposição ao agente nocivo seja habitual e permanente, não ocasional nem intermitente, para caracterizar a atividade como especial. Com contrarrazões. Juízo positivo de admissibilidade às fls. 509. É o relatório. Passo a decidir. Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. Afasta-se a alegada violação do artigo 1.022 do CPC/2015, porquanto o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia. A tutela jurisdicional foi prestada de forma eficaz, não havendo razão para a anulação do acórdão proferido em sede de embargos de declaração. O recorrente, ao indicar ofensa aos artigos 57, caput e §§3º e 4º; 58, §1º, da Lei n. 8.213/1991 e direcionar a sua tese no sentido de não poderia ter sido reconhecida a especialidade do labor na hipótese, ao argumento de que o LTCAT apresentado nos autos informa que a exposição da parte autora ao agente nocivo, no período considerado como de atividade especial pelo acórdão recorrido, era intermitente, deixou de impugnar o fundamento do acórdão recorrido segundo o qual a profissiografia juntada aos autos do processo administrativo já era prova suficiente da especialidade do labor desempenhado pelo segurado. A propósito, assim constou da fundamentação (fls. 433-436): Ocorre que a profissiografia juntada aos autos do processo administrativo (processo 5008996-29.2020.4.02.5101/RJ, evento 1, PROCADM12 - fl.12/14) já era prova suficiente da especialidade do labor desempenhado pelo segurado, no período de 30/05/1978 a 10/07/2012 (data de emissão do PPP), por exposição a ruído acima do limite tolerado: .. O Superior Tribunal de Justiça firmou orientação no sentido de que é tida por especial a atividade exercida com exposição a ruídos superiores a 80 decibéis até a edição do Decreto 2.171/1997. Após essa data, o nível de ruído, considerado prejudicial é o superior a 90 decibéis. A partir da entrada em vigor do Decreto 4.882, em18/11/2003, o limite de tolerância ao agente físico ruído foi reduzido para 85 decibéis. Precedentes: STJ, Primeira Seção, AR 5.186/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, DJe 04/06/2014; REsp 1397783/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 17/09/2013. Sobre a metodologia empregada na medição do ruído a partir de 19/11/2003 (NHO-01 da FUNDACENTRO), qualquer equívoco no preenchimento dos formulários e na metodologia aplicada não descaracteriza, por si só, o reconhecimento da atividade especial, já que se trata de providência realizada pelaempresa empregadora, e há responsabilidade de o INSS fiscalizá-la e puni-la em caso de irregularidade, conforme § 3º do art. 58 da Lei nº 8.213/91. Assim, a utilização de metodologia diversa não impede a caracterização do período como especial, uma vez constatada a exposição a ruído superior ao limite considerado salubre e comprovado por meio de Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP que contenha a descrição das atividades desenvolvidas, a exposição a agente nocivo e a identificação do profissional responsável pela avaliação das condições de trabalho. Malgrado o entendimento da TNU firmado no Tema nº 174 (segundo o qual é obrigatória a partir de19.11.2003 a utilização da NHO-01 da FUNDACENTRO ou NR-15/MTE para a aferição de ruído contínuo ou intermitente), esta Turma, conforme se observa no julgamento da Apelação Cível nº 0136287-39.2016.4.02.5101 (Rel. Juiz Fed. Conv. GUSTAVO ARRUDA MACEDO, E-DJF2R 21.09.2020), considerou que as definições relativas ao uso da técnica apropriada, por não serem especificadas diretamente na lei, e sim, em normas regulamentares, nem sempre são imediatamente aplicadas pelas empresas na elaboração do laudo técnico e no preenchimento do PPP de seus funcionários. Dessa forma, tal fato não poderia servir de óbice ao reconhecimento do direito do segurado quando houver registro de exposição a níveis de pressão sonora superior ao limite legal de tolerância auditiva, sobretudo quando não houver impugnação específica por parte da autarquia previdenciária através de demonstração de erro ou falta de precisão na medição em virtude do método aplicado. Na mesma linha de raciocínio, a 2ª Turma Especializada, no julgamento da Apelação Cível/RemessaNecessária nº 0011551-17.2014.4.02.5101 (TRF2, Rel. Des. Fed. SIMONE SCHREIBER, E-DJF2R 20.12.2019)afirmou que, constatada por meio de Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP a exposição a ruído acima do limite considerado salubre, a utilização de metodologia diversa não impõe a descaracterização do período especial. O segurado não pode ser responsabilizado pela falta de informação técnica concernente à metodologia utilizada para aferição do nível de ruído, que compete ao profissional habilitado, pois a informação de exposição ao agente nocivo deve ser presumida verdadeira. .. Portanto, a medição em NEN não é estritamente obrigatória, e admite-se o uso deoutras metodologias válidas que atestem o ruído por meio de dosimetria (TRF2, APELREEX 0000419-74.2012.4.02.5119, Rel. Juiz Fed. Conv. GUSTAVO ARRUDA MACEDO, 1ª Turma Especializada, E-DJF2R06.05.2020). .. Outrossim, igualmente desnecessário histograma ou memória de cálculo das medições para fins deaferição da habitualidade e permanência, visto que inexiste previsão legal nesse sentido, e é suficiente a indicaçãodo fator de risco em nível acima do tolerável apto a caracterizar a especialidade durante o respectivo período(TRF2, 2ª Turma Especializada, APELREEX 5006463-77.2018.4.02.5001, Rel. Des. Fed. FLAVIO OLIVEIRALUCAS, julgado em 08/11/2021). .. . (Grifei). A referida fundamentação, por si só, mantém o resultado do julgamento ocorrido na Corte de origem e torna inadmissível o recurso que não a impugnou. Incide ao caso a Súmula 283/STF. Assim, verifica-se ainda que o alegado pelo recorrente sobre eventual ofensa à lei federal não está devidamente particularizado de forma clara e específica e não tem em si correspondência com os fundamentos aplicados pelo acórdão recorrido, situação que impede a exata compreensão da controvérsia deduzida. Aplica-se à hipótese a Súmula 284/STF. Ilustrativamente: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CPC/2015. APLICABILIDADE. EXECUÇÃO FISCAL. ALEGAÇÕES GENÉRICAS DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 620, 659 E 685 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015. SÚMULA N. 284/STF. FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO PARA JUSTIFICAR A MANUTENÇÃO DA PENHORA E A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NÃO IMPUGNADOS. RAZÕES RECURSAIS DIVERSAS. SÚMULAS N. 283 E 284/STF. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. MATÉRIA NÃO PREQUESTIONADA. SÚMULA N. 282/STF. PRESCRIÇÃO E HIGIDEZ DO TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. QUESTÕES EXAMINADAS PELA CORTE DE ORIGEM A PARTIR DO EXAME DE ELEMENTOS FÁTICOS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 07/STJ. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - A alegação de ofensa aos arts. 620, 659 e 685 do CPC/2015, nas razões do recurso especial, é genérica, sem a demonstração efetiva da contrariedade. III - A Recorrente alega ter sido responsabilizada por formar grupo econômico. O Colegiado a quo compreendeu que a responsabilização se deu por dissolução irregular da sociedade administrada. IV O Tribunal de origem concluiu que a penhora sobre o quinhão hereditário se justifica por não se tratar de bem impenhorável e pela responsabilização decorrente de a sociedade ter sido irregularmente dissolvida. A Recorrente defende o afastamento da penhora sob a justificativa de que o débito executado já estaria garantido. V - Revela-se deficiente o recurso quando a parte recorrente: i) aponta violações de maneira vaga e genérica; ii) deixa de rebater fundamento suficiente para manter o acórdão recorrido, invocando razões recursais dissociadas. Inteligência das Súmulas ns. 283 e 284 do STF. VI - A aplicação da Selic na atualização do crédito fazendário não foi examinada na origem. É entendimento pacífico desta Corte que a ausência de enfrentamento da questão objeto da controvérsia pelo tribunal a quo impede o acesso à instância especial, porquanto não preenchido o requisito constitucional do prequestionamento, nos termos da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal. VII - A higidez do título executivo extrajudicial - CDA e a prescrição foram apreciadas e julgadas pelo Colegiado a quo a partir do exame de matéria fática. Não cabe, em recurso especial, a revisão de julgados dos Tribunais regional e de justiça, quando necessário adentrar o acervo fático/probatório dos autos, a teor do disposto na Súmula n. 7/STJ. VIII - Em regra, descabe a imposição da multa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. IX - Agravo Interno improvido. (AgInt no REsp n. 2.125.174/PE, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 12/8/2024, DJe de 15/8/2024.) (Grifei). PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO. DEFICIÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPUGNAÇÃO. INEXISTÊNCIA. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. VIA INADEQUADA. 1. Não se conhece de recurso especial cuja controvérsia não foi objeto de prequestionamento, circunstância que atrai a incidência dos enunciados das Súmulas 282 e 356 do STF. 2. Hipótese em que o Tribunal de origem não emitiu juízo de valor sobre os arts. 8º, I e IV, da Lei n. 11.483/2007, 24, VIII, 25, IV, e 82, XII e XVII, e § 4º, da Lei n. 10.233/2001, indicados como contrariados, tampouco foram opostos embargos de declaração para fins de prequestionamento. 3. Incidem as Súmulas 283 e 284 do STF, em aplicação analógica, quando não impugnado fundamento autônomo e suficiente à manutenção do aresto recorrido, sendo considerada deficiente a fundamentação do recurso. 4. A alteração do julgado, nos moldes pretendidos, perpassa necessariamente pela interpretação do art. 109, I, da Constituição Federal, cuja competência é exclusiva da Suprema Corte, nos termos do art. 102 da CF/1988. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.057.664/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 10/6/2024, DJe de 14/6/2024.) (Grifei). Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento. Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro-os em 10% (dez por cento), observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015 e eventual Gratuidade da Justiça (§ 3º do artigo 98 do CPC/2015). Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. FUNDAMENTO AUTÔNOMO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/STF. ARGUMENTAÇÃO DISSOCIADA. SÚMULA 284/STF. RECURSO PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DESPROVIDO.