AREsp 1771821 - DECISAO
Havendo prova de que a autora exerceu atividade urbana por período superior a 24 meses no período de carência (descaracterizando assim a condição de segurada especial), e aplicando-se a jurisprudência que admite, por analogia ao art.15 da Lei 8.213/91, o parâmetro do período de graça para aferir tolerância de...
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- Parties
- Agravante: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interposto / Agravo Conhecido E Provido Para Fins De Julgar Improcedente a Ação
- Outcome
- CONHEÇO do agravo para DAR PROVIMENTO ao recurso especial, a fim de julgar improcedente a ação, nos termos do art. 487, I, do CPC/2015, ante a perda da qualidade de segurada especial da autora
- Legal Topics
- Aposentadoria Por Idade Rural, Segurado Especial, Perda Da Qualidade De Segurado, Período De Carência, Início De Prova Material, Prova Testemunhal, Atividade Rural Em Regime De Economia Familiar, Retroatividade Da Lei 11.718/2008, Analogia Do Art.15 (período De Graça)
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interposto / Agravo Conhecido E Provido Para Fins De Julgar Improcedente a Ação
Legal Issues
- 1 se a perda da qualidade de segurado especial por exercício de atividade urbana por período superior a 24 meses afasta o direito à aposentadoria por idade rural descontínua
- 2 se é possível reconhecer tempo de serviço rural anterior ao documento mais antigo com prova testemunhal e início de prova material
- 3 aplicação temporal da Lei 11.718/2008 e possibilidade de analogia ao art.15 da Lei 8.213/91
Ratio Decidendi
Havendo prova de que a autora exerceu atividade urbana por período superior a 24 meses no período de carência (descaracterizando assim a condição de segurada especial), e aplicando-se a jurisprudência que admite, por analogia ao art.15 da Lei 8.213/91, o parâmetro do período de graça para aferir tolerância de interrupções anteriores à Lei 11.718/2008, concluiu-se pela perda da qualidade de segurada especial, motivo pelo qual o acórdão que havia concedido a aposentadoria rural deve ser mantido improcedente e reformado pelo STJ.
Court Disposition
CONHEÇO do agravo para DAR PROVIMENTO ao recurso especial, a fim de julgar improcedente a ação, nos termos do art. 487, I, do CPC/2015, ante a perda da qualidade de segurada especial da autora
Orders
- Inversão dos ônus sucumbenciais
- Publique-se
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto peloINSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL contra decisão doTRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO, o qual não admitiu recurso especial fundado na alínea "a" do permissivo constitucional e que desafia acórdão assim ementado (e-STJ fl. 326): PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. ATIVIDADE RURAL EM REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. INÍCIO DE PROVA MATERIAL CORROBORADO PELA PROVA TESTEMUNHAL. DOCUMENTOS ANO A ANO. DOCUMENTOS DE TERCEIROS. TEMPO DE SERVIÇO RURAL ANTERIOR AO DOCUMENTO MAIS ANTIGO APRESENTADO. REQUISITOS PREENCHIDOS. CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. TUTELA ESPECÍFICA. 1. O tempo de serviço rural para fins previdenciários pode ser demonstrado mediante início de prova material suficiente, desde que complementado por prova testemunhal idônea. 2 . Comprovado nos autos o requisito etário e o exercício de atividade rural, no período de carência é de ser concedida a Aposentadoria por Idade Rural à parte autora, a contar do requerimento administrativo, a teor do disposto no art. 49, II, da Lei 8.213/91. 3. A par da inexistência de prova material correspondente a todos os períodos pleiteados, não há necessidade que a prova tenha abrangência sobre todo o período, ano a ano, a fim de comprovar o exercício do trabalho rural. Basta um início de prova material, uma vez que é presumível a continuidade do labor rural e a prova testemunhal pode complementar os lapsos não abrangidos pela prova documental, como no presente feito. 4. É possível reconhecer o tempo de serviço rural anterior ao documento mais antigo apresentado, desde que amparado em convincente prova testemunhal colhida sob o contraditório.(Súmula n.º 577 do STJ). 5. Admite-se como início de prova material do efetivo exercício de atividade rural, em regime de economia familiar, documentos de terceiros, membros do grupo parental. (Súmula n.º 73 deste Regional.) 6. Determina-se o cumprimento imediato do acórdão naquilo que se refere à obrigação de implementar o benefício, por se tratar de decisão de eficácia mandamental que deverá ser efetivada mediante as atividades de cumprimento da sentença stricto sensu previstas no art. 497 do CPC/15, sem a necessidade de um processo executivo autônomo (sine intervallo). No recurso especial obstaculizado, a autarquia apontouviolação do art. 143 daLei n. 8.213/1991, argumentando que o Tribunal deu uma interpretação extensiva, julgando irrelevante o lapso temporal passado entre os períodos em que o autor foi segurado especial. Afirma ser "inviável o aproveitamento do período remoto para fins de carência, uma vez que passadosmais de 24 mesesda perda da qualidade de seguradoespecial", porquanto o largo interregno de tempo foge ao conceito de descontinuidade previsto na norma legal(e-STJ fl. 347). Contrarrazõesàs e-STJ fls. 356/364.O apelo nobre recebeu juízo negativo de admissibilidade pelo Tribunal de origem, tendo sido os fundamentos da decisão atacados no presente recurso. Passo a decidir. Verifico que razão assiste ao recorrente. Com efeito, a pretensão da parte autora de obter aposentadoria rural por idadenão encontra amparo no âmbito desta Corte, visto ser incontroverso o seu afastamento das lides agrícolas por mais de cinco anos, em outra categoria de segurado. Segundo se colhedos autos, asentença julgou improcedente o pedido autoral por considerar que, apesar da documentação relativa à atividade agrícola dos familiares da autora até o ano de 2009, "não há documentos nos autos, com o fim de constituir início de prova material, referente aos anos posteriores a 2009" (e-STJ fl. 292). Concluiu, ainda, que a "prova oral colhida durante a instrução, principalmente o depoimento pessoal da autora, não corroboram a alegação da inicial de que a autora trabalhou na agricultura em período imediatamente anterior ao pedido administrativo" (e-STJ fl. 292). O Colegiado do Tribunal de origem, mesmo diante da informação de que a autora possui anotações na Carteira de Trabalho com "diversos vínculos urbanos nos anos de 1979 a 1993 e 2001, bem como de vínculos rurais de curtos períodos, como safrista, nos anos de 1994 até 2000",reformou a sentença, concedendo à parte autora o benefício de aposentadoria rural por idade por considerar ser possível a interrupção do labor rural no período de carência, in verbis (e-STJ fls. 336/378): Tenho, assim, que havendo prova de desempenho de atividade rural no período imediatamente anterior, deve ser admitido o direito ao benefício com o cômputo de períodos anteriores descontínuos, mesmo que tenha havido a perda da condição de segurado, para fins de implemento de tempo equivalente à carência exigido pela legislação de regência. Importa esclarecer que, nesses casos de exercício de atividade rural de forma descontínua, reputo necessária a demonstração do retorno do segurado ao ambiente campesino e da retomada da atividade rural em regime de economia familiar como sua fonte de subsistência no período imediatamente anterior ao requerimento administrativo (ou implemento do requisito etário) por um período relativamente significativo, suficiente para permitir a conclusão de que o segurado, efetivamente, passou a sobreviver de forma estável dos frutos de seu trabalho junto à terra. Para evitar um subjetivismo exacerbado na delimitação do que seria o "período imediatamente anterior", tenho entendido ser razoável a adoção, como tal parâmetro, do prazo previsto no parágrafo único do artigo 24 da Lei8.213/91, cujo teor reproduzo abaixo: Art. 24. Período de carência é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências. Parágrafo único. Havendo perda da qualidade de segurado, as contribuições anteriores a essa data só serão computadas para efeito de carência depois que o segurado contar, a partir da nova filiação à Previdência Social, com, no mínimo, 1/3 (um terço) do número de contribuições exigidas para o cumprimento da carência definida para o benefício a ser requerido. Obviamente que tal parâmetro a ser adotado analogicamente não deve ser compreendido de forma absoluta, pois trata-se de apenas um referencial para balizar a atividade do julgador, no sentido de verificar se o trabalhador efetivamente retornou à condição de rurícola. Assim, o desempenho de atividade rural no período imediatamente anterior ao implemento do etário (de 01-01-2001 a 09-11-2013) demonstra que a parte autora inequivocamente retornou às lides rurícolas, readquirindo a sua qualidade de segurada especial, razão pela qual deve ser admitido o direito à contagem de período descontínuo anterior (de 09-11-1970 a 16-12-1979). Portanto, somando-se os períodos de atividade rural, restou preenchida a carência necessária (180 meses) para a concessão do benefício. (Grifos acrescidos). Ocorre que, conforme disposto nos arts. 48 e 143 da Lei n. 8.213/1991, é devida a aposentadoria por idade ao trabalhador rural que completar 60 anos de idade, se homem, e 55 anos, se mulher, desde que esteja demonstrado o exercício de atividade agrícola, ainda que de forma descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, em número de meses idêntico ao período de carência. Para disciplinar eventuais períodos descontínuos de atividade rural do segurado especial, o legislador trouxe uma inovação, por meio da Lei n. 11.718/2008, ao inciso III do § 9º do art. 11 da Lei n. 8.213/1991, aqual permite o exercício de atividade remunerada pelo segurado especial, em período de entressafra ou do defeso não superior a 120 (cento e vinte) dias, como se observa do texto legal infra: § 9º Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de: (Incluído pela Lei n. 11.718, de 2008) .. III - exercício de atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso, não superior a 120 (cento e vinte) dias, corridos ou intercalados, no ano civil, observado o disposto no § 13 do art. 12 da Lei n o 8.212, de 24 julho de 1991 (Grifos acrescidos). Contudo, por não existir, antes do advento da Lei n. 11.718/2008, nenhum parâmetro legal que definisse a expressão "ainda que de forma descontínua", a referida regra, bem mais gravosa, não poderia ser aplicada retroativamente. Instigada a suprir a aludida lacuna legal ao tempo de serviço rural exercido antes do advento da mencionada Lei n. 11.718/2008, a Primeira Turma desta Corte decidiu pela aplicação analógica do art. 15 da Lei n. 8.213/1991, que dispõe sobre a manutenção da qualidade de segurado àquele que, por algum motivo, deixa de exercer a atividade contributiva durante o denominado "período de graça". Veja-se como foi resumido o acórdão: PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. SEGURADO ESPECIAL. ART. 11, § 9º, III, DA LEI 8.213/91 COM A REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 11.718/08. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE URBANA NO PERÍODO DE CARÊNCIA. ADOÇÃO, POR ANALOGIA, DOS PRAZOS DO PERÍODO DE GRAÇA. ART. 15 DA LEI 8.213/91. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Os arts. 39, I, e 143 da Lei 8.213/91 dispõem que o trabalhador rural enquadrado como segurado obrigatório no Regime Geral de Previdência Social na forma da VII do art. 11 segurado especial , tem direito a requerer aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo, desde que comprove o exercício de atividade rural, ainda que descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, em número de meses idêntico à carência do referido benefício. 2. A norma previdenciária em vigor à época do ajuizamento da ação, antes do advento da Lei 11.718/08, não especificava, de forma objetiva, quanto tempo de interrupção na atividade rural seria tolerado para efeito da expressão legal "ainda que de forma descontínua". 3. A partir do advento da Lei 11.718/08, a qual incluiu o inciso III do § 9º do art. 11 da Lei 8.213/91, o legislador possibilitou a manutenção da qualidade de segurado especial quando o rurícola deixar de exercer atividade rural por período não superior a cento e vinte dias do ano civil corridos ou intercalados, correspondentes ao período de entressafra. Todavia, a referida regra, mais gravosa e restritiva de direito, é inaplicável quando o exercício da atividade for anterior à inovação legal. 4. A teor do disposto nos arts. 4º e 5º da Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro - LINDB, diante da ausência de parâmetros específicos indicados pelo legislador originário, mostra-se mais consentânea com o princípio da razoabilidade a adoção, de forma analógica, da regra previdenciária do art. 15 da Lei 8.213/91, que garante a manutenção da qualidade de segurado, o chamado "período de graça". 5. Demonstrado que a parte recorrente exerceu atividade urbana por período superior a 24 (vinte e quatro) meses no período de carência para a aposentadoria rural por idade, forçosa é a manutenção do acórdão recorrido. 6. Agravo regimental não provido (AgRg no REsp 1354939/CE, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/06/2014, DJe 01/07/2014). (Grifos acrescidos). De registrar que, no precedente supra, a parte autora havia se distanciado das lides rurais por período superior a 24 (vinte e quatro) meses, tal como ocorrido nos presentes autos(1979 a 1993 e 2001), não obtendo, assim, o reconhecimento do direito ao benefício. Ilustrativamente, cito: PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA RURAL. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE URBANA. PERÍODO. PRAZO DE CARÊNCIA. SEGURADA ESPECIAL. PERDA. 1. A Primeira Turma desta Corte, no julgamento do AgRg no REsp n. 1.354.939/CE, decidiu pela aplicação analógica do art. 15 da Lei n. 8.213/91, que dispõe sobre a manutenção da qualidade de segurado àquele que, por algum motivo, deixa de exercer a atividade contributiva por até 24 (vinte e quatro) meses, o denominado "período de graça". 2. Demonstrado que a parte recorrente exerceu atividade urbana por período superior a 24 (vinte e quatro) meses no período de carência para a aposentadoria rural por idade, forçosa é a manutenção da decisão agravada. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt nos EDcl no AREsp 1.063.248/RS, de minha relatoria, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/06/2020, DJe 16/06/2020). PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. DESCARACTERIZAÇÃO DO LABOR EM REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR EM RAZÃO DE VÍNCULO DE TRABALHO URBANO.DECISÃO RECORRIDA ESTÁ EM DESCONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL. I - Na origem, trata-se de ação ajuizada contra o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, visando, em síntese, à concessão de aposentadoria por idade rural mediante o reconhecimento de tempo de serviço rural em regime de economia, com efeitos financeiros a contar do requerimento administrativo. Na sentença, julgaram-se improcedentes os pedidos. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para conceder o benefício de aposentadoria por idade rural, a contar da data do requerimento administrativo, observada a prescrição quinquenal. II - No tocante à descaracterização do labor em regime de economia familiar em razão de vínculo de trabalho urbano, o art. 143 da Lei n. 8.213/1991, ao estabelecer que o tempo de labor rural seria computado, "ainda que de forma descontínua", afasta o entendimento de que esse tempo deveria ser ininterrupto, sem definir, entretanto, qualquer limite temporal para as possíveis interrupções, lacuna normativa que somente foi preenchida por ocasião da alteração promovida pela Lei n. 11.708/2008. III - Diante dessa lacuna na lei, o Superior Tribunal de Justiça considerou adequado o uso, por meio da analogia, do prazo previsto para o período de graça, conforme pode ser verificado de acordo com os seguintes julgados: AgInt no REsp n. 1.550.757/PR, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 14/8/2018, DJe 20/8/2018;AgInt no REsp n. 1.572.229/PR, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 20/4/2017, DJe 24/5/2017; AgRg no REsp n.1.354.939/CE, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, julgado em 16/6/2014, DJe 1º/7/2014. IV - Sendo assim, observa-se, compulsando os autos, que a decisão recorrida está em desconformidade com a jurisprudência do Superior Tribunal, uma vez que considerou períodos laborados com lapso temporal de aproximadamente 20 anos - entre dois dos períodos - para a comprovação do requisito carência. V - Correta, portanto, a decisão que deu provimento ao recurso especial para afastar o reconhecimento da qualidade de segurada especial da parte recorrida. VI - Agravo interno improvido.(AgInt no REsp 1.793.424/RS, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/10/2019, DJe 22/10/2019). Dessa forma,não há como manter o julgado recorrido,considerando que aparte autora exerceu,durante o período de carência rural, diversos anos de trabalho urbano, ou seja,em categoria diversa da de segurado especial (de 1979 a 1993 e 2001), situação que descaracteriza essacondição, como disciplinado no citado § 9º do art. 11 da Lei n. 8.213/1991. Ademais, não obstante aautora devesse demonstrar 180 (cento e oitenta) meses de tempo de atividade rural, visto que formulou o requerimento administrativo em 24/03/2014 (DER),salta aos olhos a informação extraídada sentença de improcedência de que não trabalha na lide agrícola desde 2010, in verbis (e-STJ fl. 291): Em entrevista pessoal na esfera administrativa (f. 191)a autora informou que trabalhou na agricultura até o falecimento de seu marido, no ano de 2010, e que depois não exerceu mais atividade agrícola, residindo atualmente na zona urbana. (Grifos acrescidos). Impende ressalvar, todavia, a possibilidade de aseguradaformular, quando implementada a idade correspondente, a aposentadoria de que trata o § 3º do art. 48 da Lei de Benefícios (chamada aposentadoria por idade híbrida - Tema 1.007 do STJ). Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, II, "c", do RISTJ, CONHEÇO do agravo para DAR PROVIMENTO ao recurso especial, a fim de julgar improcedente a ação, nos termos do art. 487, I, do CPC/2015 ante a perda da qualidade de seguradaespecial daautora. Invertidos os ônus sucumbenciais. Publique-se. Intimem-se.