AREsp 1787501 - DECISAO
O Tribunal conheceu do agravo e não conheceu do recurso especial: quanto à alegação relativa ao art. 1.022 do CPC incidiu a Súmula 284/STF pela ausência de especificação dos pontos supostamente omissos/contraditórios; quanto à alegação relativa aos arts. 57 e 58 da Lei 8.213/91 e à alteração da DIB, incidiram as...
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- Parties
- Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL; Recorrido: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Julgamento Do Agravo
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Aposentadoria Por Tempo De Serviço, Aposentadoria Especial, Revisão De Benefício, Prequestionamento, Admissibilidade De Recurso Especial, Honorários De Advogado
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Recorrente
parte autora
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Julgamento Do Agravo
Legal Issues
- 1 ausência de fundamentação específica nos termos do art. 1.022 do CPC e incidência da Súmula 284/STF
- 2 exigência de prequestionamento para conhecimento do recurso especial e incidência das Súmulas 282 e 356/STF
- 3 comprovação de exercício de atividade especial e efeitos sobre a Data de Início do Benefício (DIB) nos termos dos arts. 57 e 58 da Lei 8.213/91
Ratio Decidendi
O Tribunal conheceu do agravo e não conheceu do recurso especial: quanto à alegação relativa ao art. 1.022 do CPC incidiu a Súmula 284/STF pela ausência de especificação dos pontos supostamente omissos/contraditórios; quanto à alegação relativa aos arts. 57 e 58 da Lei 8.213/91 e à alteração da DIB, incidiram as Súmulas 282 e 356/STF pela ausência de prequestionamento na decisão do Tribunal de origem, razão pela qual o recurso especial não foi conhecido.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conhecer do agravo e não conhecer do recurso especial
- Majorar os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, nos termos do art. 85, § 11, do CPC
Full Case Text
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DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL contra a decisão que não admitiu o seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO, assim resumido: PREVIDENCIÁRIO APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO CONTRIBUIÇÃO PEDIDO DE REVISÃO CONVERSÃO EM APOSENTADORIA ESPECIAL POSSIBILIDADE ATIVIDADE ESPECIAL COMPROVADA TERMO INICIAL DA REVISÃO CONSECTÁRIOS LEGAIS APELAÇÃO DA PARTE AUTORA PROVIDA APELAÇÃO DO INSS PARCIALMENTE PROVIDA. Quanto à primeira controvérsia, alega violação do art. 1.022 do CPC. Quanto à segunda controvérsia, alega violação do arts. 57 e 58 da Lei 8.213/91, no que concerne à alteração da DIB, considerando que os documentos que comprovam a exposição a condições especiais foram incluídos após a citação da autarquia, não tendo sido juntados no processo administrativo, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): Portanto, somente em juízo é que o Instituto tomou conhecimento de que a parte autora trabalhou em condições insalubres, até então, ante a ausência dos formulários competentes e laudo pericial, não era possível ao Instituto reconhecer que a atividade era especial no período mencionado. Veja-se que os artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91 exigem que o segurado apresente os documentos comprobatórios do exercício de atividade insalubre, de forma a demonstrar a real exposição as agentes insalubres, fato que só com a juntada do laudo pericial ao procedimento administrativo do segundo requerimento foi possível comprovar. (fls. 326). .. Portanto, o INSS somente tomou conhecimento de todos os elementos que formaram a convicção do julgador após a citação para a presente ação, assim, os atrasados não podem retroagir a data anterior a da citação (fl. 326). É, no essencial, o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente, além de ter apontado violação genérica do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015 (art. 535 do Código de Processo Civil de 1973), sem especificar quais os incisos foram contrariados, não demonstrou especificamente quais os vícios do aresto vergastado e/ou a sua relevância para a solução da controvérsia. Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que: "É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegada ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022 do CPC/2015 se faz sem a demonstração objetiva dos pontos omitidos pelo acórdão recorrido, individualizando o erro, a obscuridade, a contradição ou a omissão supostamente ocorridos, bem como sua relevância para a solução da controvérsia apresentada nos autos. Incidência da Súmula 284/STF". (REsp n. 1.653.926/PR, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 26/9/2018.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no REsp n. 1.798.582/PR, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; AgInt no AREsp n. 1.530.183/RS, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 19/12/2019; AgInt no AREsp n. 1.466.877/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 12/5/2020; AgInt no REsp n. 1.829.871/MG, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 20/2/2020; e REsp n. 1.838.279/SP, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, DJe de 28/10/2019. Quanto à segunda controvérsia, na espécie, incidem os óbices das Súmulas n. 282/STF e n. 356/STF, uma vez que a questão não foi examinada pela Corte de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para tal fim. Dessa forma, ausente o indispensável requisito do prequestionamento. Nesse sentido: "O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso especial, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo, por analogia, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF. 9. In casu, o art. 17, do Decreto 3.342/00, não foi objeto de análise pelo acórdão recorrido, nem sequer foram opostos embargos declaratórios com a finalidade de prequestioná-lo, razão pela qual impõe-se óbice instransponível ao conhecimento do recurso quanto ao aludido dispositivo". (REsp 963.528/PR, relator Ministro Luiz Fux, Corte Especial, DJe de 4/2/2010.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 1.160.435/PE, relator Ministro Benedito Gonçalves, Corte Especial, DJe de 28/4/2011; REsp 1.730.826/MG, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 12/2/2019; AgInt no AREsp 1.339.926/PR, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJe de 15/2/2019; e AgRg no REsp 1.849.115/SC, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 23/6/2020. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão de justiça gratuita. Publique-se. Intimem-se.