AREsp 2843088 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não conheceu do recurso especial, porquanto a alteração da conclusão do Tribunal a quo exigiria reexame de matéria fático-probatória, vedado pela Súmula 7 do STJ; majoraram-se os honorários advocatícios em 2% com fundamento no art. 85, § 11, do CPC.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: FLORENCIA PEREIRA DE JESUS SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Aposentadoria Rural, Início De Prova Material, Súmula 7 Do STJ, Honorários Advocatícios
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FLORENCIA PEREIRA DE JESUS SILVA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 comprovação de atividade rural para aposentadoria
- 3 incidência da Súmula 7 do STJ
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não conheceu do recurso especial, porquanto a alteração da conclusão do Tribunal a quo exigiria reexame de matéria fático-probatória, vedado pela Súmula 7 do STJ; majoraram-se os honorários advocatícios em 2% com fundamento no art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conhecer do agravo e não conhecer do recurso especial.
- Majorar os honorários advocatícios em 2% com fundamento no art. 85, § 11, do CPC, observados os limites percentuais previstos no § 3º do referido dispositivo.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial contra decisão que inadmitiu o recurso especial interposto por FLORENCIA PEREIRA DE JESUS SILVA, com fundamen to na incidência da Súmula 7 do STJ. Em suas razões recursais, a parte agravante sustenta o preenchimento dos requisitos de admissibilidade do recurso especial, pois "estão cumpridas, portanto, as hipóteses de cabimento do presente Agravo em Recurso Especial, bem como debatidos e devidamente infirmados todos os fundamentos utilizados pelo E. Tribunal a quo para inadmitir o Recurso Espe- cial, notadamente pois estes não podem permanecer como obstáculo real e justo a admissão e ao seguimento do recurso interposto". Sem contraminuta. É o relatório. Passo a decidir. De início, acerca do preenchimento dos pressupostos para comprovação da atividade rural pela parte autora, o acórdão recorrido baseou-se nos seguintes fundamentos: São requisitos para aposentadoria do trabalhador rural: contar 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, e 60 (sessenta) anos de idade, se homem, e efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, por tempo igual ao número de meses de contribuição (cento e oitenta contribuições) correspondentes à carência do benefício pretendido (art. 48, §§ 1º e 2º, da Lei 8.213/91). A concessão do benefício exige a demonstração do trabalho rural, cumprindo-se o prazo de carência previsto no artigo 142 da Lei n. 8.213/91, mediante início razoável de prova material, corroborada por prova testemunhal, ou prova documental plena. Considerando a dificuldade do trabalhador rural em comprovar o exercício da atividade no campo, vez que não possui vínculo empregatício e trabalha, na maioria das vezes, na informalidade, admite-se como início de prova material outros documentos além daqueles da Lei 8.213/91 (rol meramente exemplificativo). No presente caso, para fins de comprovação da atividade rural, a parte autora juntou aos autos certidão de casamento em que consta a sua profissão e a do cônjuge como lavradores (2010). Considerando que o requisito etário foi preenchido em 1996 e o requerimento administrativo formulado em 2020, a documentação apresentada não é capaz de demonstrar o labor rural pelo período de carência, sendo insuficiente para amparar a concessão do benefício, haja vista a impossibilidade de fazê-lo com base em prova exclusivamente testemunhal. Assim, a hipótese é de, na linha do entendimento firmado pelo STJ quando do julgamento do REsp 1352721/SP, extinguir o feito, a fim de possibilitar à parte autora, na hipótese de obter outras provas, promover novo ajuizamento. Nesse contexto, a alteração da conclusão do Tribunal a quo, acerca da ausência de comprovação do início de prova material suficiente para a demonstração do exercício da atividade rural , ensejaria o necessário reexame da matéria fático-probatória dos autos, atraindo, por conseguinte, a incidência da Súmula 7 do STJ. Nesse sentido: "É inviável, em sede de recurso especial, o reexame de matéria fático-probatória, nos termos da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"" (AgInt no AREsp n. 1.964.284/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 5/12/2023). Isso posto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Majoro os honorários advocatícios em 2% (dois por cento), com fundamento no art. 85, § 11, do CPC, observados os limites percentuais previstos no § 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Intimem-se. EMENTA