AREsp 2499630 - DECISAO

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Por ter adquirido imóvel sobre o qual tinha ciência de litígio e ingressado como terceiro interessado, o agravante exerceu posse de má-fé, de sorte que, nos termos do art. 1.220 do Código Civil e da jurisprudência consolidada do STJ, faz jus apenas ao ressarcimento das benfeitorias necessárias; como as benfeitorias...

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Parties
Agravante: GUILHERME CUNHA DE ALMEIDA AGUIAR BARBOSA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
16 April 2024
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial (conhecimento Em Parte E Negado Provimento Na Extensão)
Outcome
Agravo conhecido para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negado provimento.
Legal Topics
Aquisição De Imóvel Litigioso, Direito De Retenção, Benfeitorias, Posse De Má Fé, Indenização De Benfeitorias, Honorários Advocatícios, Súmula 83 Do STJ, Súmula 7 Do STJ
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Parties

GUILHERME CUNHA DE ALMEIDA AGUIAR BARBOSA

Agravante

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial (conhecimento Em Parte E Negado Provimento Na Extensão)

  1. 1 possibilidade de indenização de benfeitorias pelo possuidor de má-fé
  2. 2 conhecimento da litigiosidade pelo adquirente de imóvel e dever de diligência
  3. 3 aplicação da Súmula 83 do STJ quanto ao ressarcimento de benfeitorias

Ratio Decidendi

Por ter adquirido imóvel sobre o qual tinha ciência de litígio e ingressado como terceiro interessado, o agravante exerceu posse de má-fé, de sorte que, nos termos do art. 1.220 do Código Civil e da jurisprudência consolidada do STJ, faz jus apenas ao ressarcimento das benfeitorias necessárias; como as benfeitorias eram úteis ou voluptuárias, não há indenização, e o reexame de matéria fática é vedado no recurso especial (Súmula 7), razão pela qual o agravo foi conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento.

Court Disposition

Agravo conhecido para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negado provimento.

Orders

  • Majorar os honorários em favor do advogado da parte agravada em R$ 1.000,00.
  • Advertir as partes de que a insistência injustificada no prosseguimento do feito poderá ensejar a imposição das multas previstas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/2015.