AREsp 2876079 - ACORDAO
Em razão do reconhecimento incontroverso de que a filha comum residia no imóvel com a recorrente, o uso do bem tinha função familiar e de sustento, não configurando posse exclusiva que ensejasse enriquecimento sem causa nos termos do art. 884 do Código Civil; por isso, afastou-se a condenação ao pagamento de aluguéis. Mantiveram-se, porém, os efeitos patrimoniais relativos à copropriedade quanto ao rateio do IPTU e das cotas extraordinárias (50%/50%), ficando as despesas ordinárias vinculadas ao uso a cargo de quem usufrui, a serem apuradas em liquidação.
- Parties
- Agravante/recorrente: NATÁLIA OLIVEIRA DE SOUZA; Agravado/recorrido: VINÍCIUS PEREIRA LEMOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (ação De Arbitramento De Aluguel C/c Cobrança De Encargos) / Decisão Colegiada (conhecimento Do Agravo; Recurso Especial Conhecido Em Parte E, Nessa Extensão, Parcialmente Provido)
- Outcome
- Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, parcialmente provido.
- Legal Topics
- Arbitramento De Aluguéis, Enriquecimento Sem Causa, Posse Exclusiva, Art. 884 Do Código Civil, Súmulas 7/stj E 283/stf, Dissídio Jurisprudencial, Rateio De IPTU E Cotas Extraordinárias, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
NATÁLIA OLIVEIRA DE SOUZA
Agravante/recorrente
VINÍCIUS PEREIRA LEMOS
Agravado/recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (ação De Arbitramento De Aluguel C/c Cobrança De Encargos) / Decisão Colegiada (conhecimento Do Agravo; Recurso Especial Conhecido Em Parte E, Nessa Extensão, Parcialmente Provido)
Legal Issues
- 1 Se o uso do imóvel comum em companhia da prole descaracteriza a posse exclusiva e afasta o arbitramento de aluguéis
- 2 Se incidem os óbices das Súmulas 7/STJ e 283/STF
- 3 Se o recurso especial interposto pela alínea c pode ser conhecido pela alínea a diante de cabimento inequívoco
Ratio Decidendi
Em razão do reconhecimento incontroverso de que a filha comum residia no imóvel com a recorrente, o uso do bem tinha função familiar e de sustento, não configurando posse exclusiva que ensejasse enriquecimento sem causa nos termos do art. 884 do Código Civil; por isso, afastou-se a condenação ao pagamento de aluguéis. Mantiveram-se, porém, os efeitos patrimoniais relativos à copropriedade quanto ao rateio do IPTU e das cotas extraordinárias (50%/50%), ficando as despesas ordinárias vinculadas ao uso a cargo de quem usufrui, a serem apuradas em liquidação.
Court Disposition
Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, parcialmente provido.
Orders
- Afastar a condenação ao pagamento de aluguéis por suposto uso exclusivo do imóvel comum em razão da moradia compartilhada com a prole
- Manter o rateio do IPTU e das cotas extraordinárias do condomínio na proporção de 50% para cada coproprietário
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