AREsp 3111570 - DECISAO
Conheceu-se do agravo em parte e, nessa extensão, negou-se provimento ao recurso especial: a alegação de violação de súmula não é conhecida nos termos da Súmula 518/STJ; não restou demonstrado prejuízo decorrente de suposto argumento de autoridade do Ministério Público em plenário, de modo que não se reconhece nulidade, e a referência à prisão preventiva não está no rol taxativo do art. 478, I, CPP; por fim, a fração de aumento de 1/2 pela continuidade delitiva situa-se dentro da discricionariedade vinculada prevista no art. 71, § único, do CP e não se mostra desproporcional, sendo vedado nesta instância o reexame aprofundado do conjunto probatório (Súmula 7/STJ).
- Parties
- Agravante: MIGUEL ROBALO; Órgão Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Interveniente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- agravo conhecido em parte e desprovido; recurso especial conhecido em parte e, nesta extensão, negado provimento
- Legal Topics
- Argumento De Autoridade (art. 478 Cpp), Continuidade Delitiva (art. 71 Cp), Admissibilidade De Recurso Especial, Dosimetria Da Pena, Súmula 518/stj, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
MIGUEL ROBALO
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Órgão Recorrido
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 uso de argumento de autoridade pelo representante do Ministério Público em plenário (vedação do art. 478, CPP)
- 2 aplicação da continuidade delitiva e fração de aumento da pena (art. 71, CP)
- 3 inadmissibilidade de recurso especial fundado em suposta violação de enunciado sumular (Súmula 518/STJ)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo em parte e, nessa extensão, negou-se provimento ao recurso especial: a alegação de violação de súmula não é conhecida nos termos da Súmula 518/STJ; não restou demonstrado prejuízo decorrente de suposto argumento de autoridade do Ministério Público em plenário, de modo que não se reconhece nulidade, e a referência à prisão preventiva não está no rol taxativo do art. 478, I, CPP; por fim, a fração de aumento de 1/2 pela continuidade delitiva situa-se dentro da discricionariedade vinculada prevista no art. 71, § único, do CP e não se mostra desproporcional, sendo vedado nesta instância o reexame aprofundado do conjunto probatório (Súmula 7/STJ).
Court Disposition
agravo conhecido em parte e desprovido; recurso especial conhecido em parte e, nesta extensão, negado provimento
Orders
- Conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nesta extensão, nego-lhe provimento.
- Publique-se.
Full Case Text
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