AREsp 3114417 - DECISAO
Conheço do agravo e nego-lhe provimento: não se reconheceu o arrependimento posterior porque a restituição da res furtiva ocorreu após diligência policial e não por ato voluntário do agente; a restituição não configura atenuante por não ter sido espontânea nem eficaz para minimizar o delito; e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi negada por não ser socialmente recomendável, diante de condenação anterior por roubo e prática de novo crime logo após o trânsito em julgado, além da impossibilidade de reavaliação de elementos fático-probatórios em recurso especial (Súmulas 7 e 83/STJ).
- Parties
- Agravante/recorrente: BRUNO SILVA SOUZA; Tribunal De Origem/parte Agravada: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito No STJ (conheço E Nego Provimento Ao Agravo)
- Outcome
- Conheço e nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Arrependimento Posterior, Reparação Do Dano (atenuante), Substituição De Pena Privativa De Liberdade Por Pena Restritiva De Direitos, Reincidência, Admissibilidade De Recurso Especial (súmulas 7 E 83/stj)
Case Brief
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Parties
BRUNO SILVA SOUZA
Agravante/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Tribunal De Origem/parte Agravada
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito No STJ (conheço E Nego Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 Reconhecimento do arrependimento posterior quando a restituição ocorreu após diligência policial
- 2 Incidência da atenuante de reparação do dano quando a restituição não foi voluntária
- 3 Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos à luz do art. 44, § 3º, do CP, diante de reincidência não específica e fatos supervenientes
Ratio Decidendi
Conheço do agravo e nego-lhe provimento: não se reconheceu o arrependimento posterior porque a restituição da res furtiva ocorreu após diligência policial e não por ato voluntário do agente; a restituição não configura atenuante por não ter sido espontânea nem eficaz para minimizar o delito; e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi negada por não ser socialmente recomendável, diante de condenação anterior por roubo e prática de novo crime logo após o trânsito em julgado, além da impossibilidade de reavaliação de elementos fático-probatórios em recurso especial (Súmulas 7 e 83/STJ).
Court Disposition
Conheço e nego provimento ao agravo em recurso especial.
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
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