AREsp 1814941 - DECISAO
Diante da orientação consolidada em recursos repetitivos (REsp 1.896.526/DF e REsp 1.895.486/DF - Tema 1.074/STJ) e do disposto no art. 659, §2º, do CPC/2015, não se exige, no arrolamento sumário, a prévia comprovação do recolhimento do ITCMD para lavratura do formal de partilha ou carta de adjudicação; assim,...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem
- Outcome
- Autos devolvidos ao Tribunal de origem para que proceda à denegação de seguimento ou ao juízo de retratação, conforme o acórdão do recurso excepcional representativo da controvérsia.
- Legal Topics
- Arrolamento Sumário, ITCMD, Homologação Da Partilha, Recurso Especial, Recursos Repetitivos, Juízo De Retratação
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem
Legal Issues
- 1 necessidade de comprovação do recolhimento do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) para lavratura do formal de partilha ou carta de adjudicação no arrolamento sumário
- 2 aplicação do rito dos recursos repetitivos e consequente devolução dos autos ao Tribunal de origem para juízo de retratação nos termos dos arts. 1.040 e seguintes do CPC/2015 e arts. 543-B e 543-C do CPC
Ratio Decidendi
Diante da orientação consolidada em recursos repetitivos (REsp 1.896.526/DF e REsp 1.895.486/DF - Tema 1.074/STJ) e do disposto no art. 659, §2º, do CPC/2015, não se exige, no arrolamento sumário, a prévia comprovação do recolhimento do ITCMD para lavratura do formal de partilha ou carta de adjudicação; assim, determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que este proceda, conforme o caso, à denegação de seguimento ou ao juízo de retratação, observando-se os arts. 1.040 e seguintes do CPC/2015 e os dispositivos que regulam recursos repetitivos e retratação.
Court Disposition
Autos devolvidos ao Tribunal de origem para que proceda à denegação de seguimento ou ao juízo de retratação, conforme o acórdão do recurso excepcional representativo da controvérsia.
Orders
- Devolução dos autos ao Tribunal de origem com baixa dos autos
- Denegar seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelos Tribunais Superiores
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Agravo em Recurso Especial interposto, este último, contra acórdão assim ementado: APELAÇÃO. INVENTÁRIO POR ARROLAMENTO SUMÁRIO. RECOLHIMENTO DE TRIBUTOS. LAVRATURA DO FORMAL DE PARTILHA OU DA CARTA DE ADJUDICAÇÃO. I - Consoante previsão do art. 659, §2º, do CPC/2015, no inventário sob rito de arrolamento sumário, não é exigida para a lavratura do formal de partilha ou da carta de adjudicação a prévia comprovação do recolhimento do imposto de transmissão . causa mortis II - Apelação desprovida. Verifico que a matéria versada no Apelo foi submetida a julgamento no rito dos recursos repetitivos (REsp 1.896.526/DF e REsp 1.895.486/DF, que cuidam do Tema 1.074/STJ: "necessidade de se comprovar, no arrolamento sumário, o pagamento do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) como condição para a homologação da partilha ou expedição da carta de adjudicação, à luz dos artigos 192 do CTN e 659, parágrafo 2º, do CPC/2015". Em tal circunstância, deve ser prestigiado o escopo perseguido na legislação processual (Lei 11.672/2008), isto é, a criação de mecanismo que oportunize às instâncias de origem o juízo de retratação na forma do art. 543-C, § 7º, e 543-B, § 3º, do CPC; e 1.040 e seguintes do CPC/2015, conforme o caso. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO EM FACE DE DECISÃO QUE DETERMINOU A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. PENDÊNCIA DE JULGAMENTO DE RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA, NO QUAL SE DISCUTE QUESTÃO IDÊNTICA. PROVIDÊNCIA QUE NÃO ENSEJA PREJUÍZO A NENHUMA DAS PARTES. NECESSIDADE DE SE OBSERVAR OS OBJETIVOS DA LEI 11.672/2008. (..) 4. Além disso, em razão das modificações inseridas no Código de Processo Civil pelas Leis 11.418/2006 e 11.672/2008 (que incluíram os arts. 543-B e 543-C, respectivamente), não há óbice para que o Relator, levando em consideração razões de economia processual, aprecie o recurso especial apenas quando exaurida a competência das instâncias ordinárias. Nesse contexto, se há nos autos recurso extraordinário sobrestado em razão do reconhecimento de repercussão geral no âmbito do STF e/ou recurso especial cuja questão central esteja pendente de julgamento em recurso representativo da controvérsia no âmbito desta Corte (caso dos autos), é possível ao Relator determinar que o recurso especial seja apreciado apenas após exercido o juízo de retratação ou declarado prejudicado o recurso extraordinário, na forma do art. 543-B, § 3º, do CPC, e/ou após cumprido o disposto no art. 543-C, § 7º, do CPC. É oportuno registrar que providência similar é adotada no âmbito do Supremo Tribunal Federal. 5. Entendimento em sentido contrário para que a suspensão ocorra sempre no âmbito do Superior Tribunal de Justiça implica esvaziar um dos objetivos da Lei 11.672/2008, qual seja, "criar mecanismo que amenize o problema representado pelo excesso de demanda" deste Tribunal. Assim, deve ser "dada oportunidade de retratação aos Tribunais de origem, devendo ser retomado o trâmite do recurso, caso a decisão recorrida seja mantida", sendo que tal solução "inspira-se no procedimento previsto na Lei nº 11.418/06 que criou mecanismo simplificando o julgamento de recursos múltiplos, fundados em idêntica matéria, no Supremo Tribunal Federal", conforme constou expressamente das justificativas do respectivo Projeto de Lei (PL 1.213/2007). 6. Agravo regimental não conhecido (AgRg no AREsp 153.829/PI, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe 23/5/2012) Pelo exposto, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa, para que, em observância aos arts. 1.040 e seguintes do CPC/2015 e após a publicação do acórdão do respectivo recurso excepcional representativo da controvérsia: a) denegue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelos Tribunais Superiores; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema repetitivo. Publique-se. Intimem-se.