HC 922002 - DECISAO
O habeas corpus foi indeferido liminarmente por inadmissível reiteração, uma vez que a matéria já constava de outro writ (HC n. 866634 - ES) e havia informação de que a decisão impugnada foi proferida em Recurso Especial (fls. 142/144), motivo pelo qual o pedido não merece prosseguir.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: ELMO SILVA LOPES JUNIOR; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (indeferimento Liminar)
- Outcome
- Indeferida liminarmente; habeas corpus não conhecido por inadmissível reiteração
- Legal Topics
- Assinatura Digital, Agravo Em Recurso Especial, Reiteração De Habeas Corpus, Trânsito Em Julgado, Indeferimento Liminar
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ELMO SILVA LOPES JUNIOR
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (indeferimento Liminar)
Legal Issues
- 1 reconhecimento de assinatura digital em peça recursal
- 2 suspensão de certidão de trânsito em julgado
- 3 reiteração de pedido em habeas corpus
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi indeferido liminarmente por inadmissível reiteração, uma vez que a matéria já constava de outro writ (HC n. 866634 - ES) e havia informação de que a decisão impugnada foi proferida em Recurso Especial (fls. 142/144), motivo pelo qual o pedido não merece prosseguir.
Court Disposition
Indeferida liminarmente; habeas corpus não conhecido por inadmissível reiteração
Orders
- Indeferida a liminar
- Cientifique-se o Ministério Público Federal
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ELMO SILVA LOPES JUNIOR, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e 2 meses de detenção no regime inicial semiaberto e ao pagamento de 32 dias-multa, como incurso no art. 329, no art. 304, c/c o art. 297, no art. 333 e no art. 299 (duas vezes), na forma do art. 69, todos do Código Penal. A impetrante se insurge con tra a decisão do Desembargador que não reconheceu a assinatura como válida em Agravo em Recurso Especial. Conforme alega, aduz que o magistrado decidiu que a peça recursal estaria apócrifa. A defesa sustenta que a peça está assinada digitalmente. Diante disso, requer, liminarmente, a concessão da ordem para reconhecer a assinatura digital como válida e para suspender a certidão de trânsito em julgado. De forma subsidiária, pugna por devolver o prazo para que a defesa possa ir ao Tribunal de Justiça assinar peça pessoalmente. É o relatório. O writ não merece prosseguir. A matéria aqui suscitada é também objeto do HC n. 866634 - ES. Em que pese à impetrante mencionar que a insurgência é contra a falta de assinatura em Agravo em Recurso Especial, observa-se, pelas informações prestadas pela 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (fls. 99/100), que a decisão foi proferida em Recurso Especial, conforme consta às fls. 142/144. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, conforme a jurisprudência desta Corte Superior, da qual é exemplo o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. NULIDADE. ALEGADA VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO. ENTRADA FRANQUEADA PELO ACUSADO. REITERAÇÃO DE PEDIDOS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A matéria relativa à violação do domicílio já foi decidida por esta Corte Superior no julgamento do HC n. 692.133/SP. Deste modo, diante da inadmissível reiteração de pedidos, inviável o conhecimento do writ. 2. Apesar da alegação de se tratar de impugnação de atos processuais distintos (recebimento da denúncia e decretação da prisão preventiva), nota-se que a matéria de direito discutida nos presentes autos é a mesma daquela deduzida na impetração primeva, qual seja, a ilicitude do flagrante e das provas colhidas mediante a suposta indevida violação de domicílio, sem que as instâncias ordinárias tenham analisado qualquer novo elemento de prova. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 721.544/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 7/6/2022, DJe de 10/6/2022, grifo acrescido) Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA