REsp 2116513 - DECISAO
Os arts. 27 e 28 da Lei n. 11.340/2006 criam obrigação de prestação de assistência jurídica qualificada e garantem o acesso aos serviços da Defensoria Pública à mulher vítima de violência doméstica, aplicáveis inclusive perante o Tribunal do Júri; a nomeação judicial automática da Defensoria Pública para assistência especializada não configura ofensa ao art. 268 do CPP nem viola a liberdade de escolha da vítima, pois a assistência prevista é distinta da figura do assistente de acusação e a vítima pode constituir advogado particular que substituirá a Defensoria; sendo assim, manteve-se a decisão de nomeação e negou-se provimento ao recurso especial.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Réu: Phillip Balbino Costa Henriques; Vítima: Jéssica Lorrana P. de Sousa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Mérito Recurso Especial Conhecido E Negado Provimento
- Outcome
- Recurso especial conhecido e negado provimento
- Legal Topics
- Assistência Jurídica Qualificada, Nomeação Automática Da Defensoria Pública, Lei Maria Da Penha (arts. 27 E 28), Assistente De Acusação (art. 268 Cpp), Conflito Funcional Da Defensoria Pública, Proteção Da Vítima De Violência Doméstica, Tribunal Do Júri
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
Phillip Balbino Costa Henriques
Réu
Jéssica Lorrana P. de Sousa
Vítima
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito Recurso Especial Conhecido E Negado Provimento
Legal Issues
- 1 se a nomeação automática da Defensoria Pública para assistência à vítima viola a liberdade de escolha da vítima
- 2 se os arts. 27 e 28 da Lei 11.340/2006 impõem assistência obrigatória e se aplicam ao Tribunal do Júri
- 3 se a assistência qualificada prevista na Lei Maria da Penha cria figura processual distinta do assistente de acusação do art. 268 do CPP
Ratio Decidendi
Os arts. 27 e 28 da Lei n. 11.340/2006 criam obrigação de prestação de assistência jurídica qualificada e garantem o acesso aos serviços da Defensoria Pública à mulher vítima de violência doméstica, aplicáveis inclusive perante o Tribunal do Júri; a nomeação judicial automática da Defensoria Pública para assistência especializada não configura ofensa ao art. 268 do CPP nem viola a liberdade de escolha da vítima, pois a assistência prevista é distinta da figura do assistente de acusação e a vítima pode constituir advogado particular que substituirá a Defensoria; sendo assim, manteve-se a decisão de nomeação e negou-se provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e negado provimento
Orders
- Negado provimento ao recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
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