EREsp 1956705 - DECISAO
Os embargos de divergência foram indeferidos liminarmente porque o acórdão da Terceira Turma está em sintonia com a jurisprudência consolidada desta Corte (que veda a cobrança de taxas de associação a não associados) e não foi demonstrada divergência entre Turmas, além de haver vedação à análise de matéria...
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PARQUE DAS ARTES; Órgão Julgador: Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 June 2025
- Procedural Posture
- Embargos De Divergência / Decisão Em Embargos De Divergência
- Outcome
- Embargos de divergência indefiro liminarmente (mantenho o acórdão da Terceira Turma).
- Legal Topics
- Associação De Moradores, Taxa De Manutenção, Cobrança a Não Associados, Embargos De Divergência, Inovação Recursal, Recursos Repetitivos
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PARQUE DAS ARTES
Embargante
Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça
Órgão Julgador
Procedural Posture
Embargos De Divergência / Decisão Em Embargos De Divergência
Legal Issues
- 1 possibilidade de cobrança de taxas instituídas por associação de moradores em face de não associados
- 2 pressuposto de admissibilidade dos embargos de divergência (demonstração de divergência entre Turmas/Seção/Corte Especial)
- 3 inadmissibilidade de matéria suscitada apenas em agravo interno e/ou embargos de declaração por configurar inovação recursal
Ratio Decidendi
Os embargos de divergência foram indeferidos liminarmente porque o acórdão da Terceira Turma está em sintonia com a jurisprudência consolidada desta Corte (que veda a cobrança de taxas de associação a não associados) e não foi demonstrada divergência entre Turmas, além de haver vedação à análise de matéria introduzida apenas em agravo interno ou embargos de declaração por configurar inovação recursal.
Court Disposition
Embargos de divergência indefiro liminarmente (mantenho o acórdão da Terceira Turma).
Orders
- Com fundamento nos arts. 34, inc. XVIII e 266, indefiro liminarmente os presentes embargos de divergência.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de divergência manejados por ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PARQUE DAS ARTES contra acórdão da Terceira Turma, Rel. Min RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, assim ementado: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL. ASSOCIAÇÃO DE MORADORES. MORADOR NÃO ASSOCIADO. TAXA DE MANUTENÇÃO. ANUÊNCIA. AUSÊNCIA. COBRANÇA. IMPOSSIBILIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp nº 1.439.163/SP e do REsp nº 1.280.871/SP, processados sob o rito dos recursos repetitivos, sedimentou entendimento no sentido da impossibilidade de as taxas instituídas por associação de moradores alcançarem quem não é associado ou quem não tenha aderido ao ato que instituiu o encargo. 2. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido que não é possível a análise de matéria suscitada apenas em agravo interno e/ou embargos de declaração por configurar indevida inovação recursal. 3. Agravo interno não provido. Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJ fls. 1.828/1.831). Nas razões do presente apelo recursal indica-se dissídio em relação aos seguintes julgados: AgInt nos EDcl no REsp n. 1.378.292/SP, QUARTA TURMA, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, julgado em 04/05/2020; REsp n. 1.439.163/SP, SEGUNDA SEÇÃO, Relator para acórdão Ministro MARCO BUZZI, julgado em 11/03/2015; AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp n. 1.725.641/SP, QUARTA TURMA, Relator Ministro RAUL ARAÚJO, publicado em 07/12/2020. Argumenta possibilidade de cobrança de taxas instituídas por associação em face do ora embargado. Entende que é entidade regularmente instituída e, por conseguinte, pode impor a referida cobrança em face do réu. Requer a reforma do julgado. (fls. 1837/1961) Com o término da jurisdição na Corte Especial (fls. 2084/2087, 2113/2114, 2171/2175, 2215/2219), vieram os autos conclusos. É o relatório. Decisão. A insurgência recursal não merece prosperar. 1. Inicialmente, cumpre ressaltar que, nos termos do art. 266, caput, do RISTJ, os embargos de divergência têm como pressuposto de admissibilidade a existência de divergência entre Turmas diferentes, ou entre Turma e Seção, ou entre Turma e a Corte Especial, a qual deverá ser demonstrada nos moldes do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ. Na hipótese em apreço, o acórdão ora embargado proferido pela eg. Terceira Turma concluiu - em sintonia com a jurisprudência da Casa - que a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp nº 1.439.163/SP e do REsp nº 1.280.871/SP, processados sob o rito dos recursos repetitivos, sedimentou entendimento no sentido da impossibilidade de as taxas instituídas por associação de moradores alcançarem quem não é associado ou quem não tenha aderido ao ato que instituiu o encargo. Nessa linha, confiram-se: AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp 1725641 / SP , Rel. Min. Raul Araújo, DJe de 01/02/2021; AgInt no REsp 1862077 / DF , Rel. Min. Nancy Andrighi, DJe de 01/07/2020; AgInt no REsp n. 2.099.238/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 26/8/2024, DJe de 29/8/2024, dentre inúmeros outros julgados. Incide, pois, ao caso dos autos, o enunciado da Súmula 168/STJ porquanto o acórdão embargado encontra-se em sintonia com a jurisprudência desta STJ. 2. Do exposto, com fundamento nos arts. 34, inc. XVIII e 266, indefiro liminarmente os presentes embargos de divergência. Publique-se. Intimem-se. EMENTA