AREsp 2468089 - DECISAO
Conheceu‑se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque o acórdão recorrido, ao aplicar fração de atenuação diversa da paradigmática, fundamentou‑se em entendimento desta Corte (admissibilidade de modular a fração em caso de confissão parcial), de modo que não há cabimento do recurso especial nos...
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- Parties
- Agravante: ROMARIO DOS SANTOS PINHEIRO; Órgão Prolator Do Acórdão Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MATO GROSSO; Interveniente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Representante Do Agravante: Defensoria Pública
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial (conhecimento Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Atenuante, Confissão Parcial, Fração De Diminuição Da Pena, Súmula 7 STJ, Súmula 83 STJ
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Parties
ROMARIO DOS SANTOS PINHEIRO
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MATO GROSSO
Órgão Prolator Do Acórdão Recorrido
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente
Defensoria Pública
Representante Do Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial (conhecimento Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial diante da Súmula nº 7 do STJ
- 2 fração aplicável à atenuante da confissão (1/12 vs 1/6)
- 3 possibilidade de modular a fração da atenuante no caso de confissão parcial
Ratio Decidendi
Conheceu‑se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque o acórdão recorrido, ao aplicar fração de atenuação diversa da paradigmática, fundamentou‑se em entendimento desta Corte (admissibilidade de modular a fração em caso de confissão parcial), de modo que não há cabimento do recurso especial nos termos da Súmula nº 83 do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique‑se.
- Intimem‑se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por ROMARIO DOS SANTOS PINHEIRO contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MATO GROSSO que lhe inadmitiu recurso especial (fls. 641/648). Nas razões de recurso de agravo (fls. 652/660), argumentou que não há necessidade de reexaminar prova e fato, mas de considerar a moldura fática admitida como incontroversa pelo acórdão. Pediu o provimento do agravo para, afastando a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça, dar trânsito ao recurso especial, no qual se pediu a aplicação da fração de 1/6 (um sexto) em razão do reconhecimento da atenuante da confissão espontânea. Contra-minuta ao agravo nas fls. 667/671. O Ministério Público Federal opinou pelo não provimento do agravo (fls. 686/692). É o relatório. DECIDO. O recurso especial de fls. 616/627 não pretende rediscutir fato e prova. Busca, sim, a partir da moldura fática estabelecida, promover debate jurídico, mais especificamente sobre a fração de redução em vista do reconhecimento de atenuante. A sentença, mantida pelo acórdão recorrido, reconheceu que houve confissão parcial dos fatos e, por isso, aplicando o art. 65, inciso III, "d", do Código Penal, atenuou a pena em 1/12 (um doze avos). A Defensoria Pública argumenta que haveria de ser 1/6 (um sexto). A jurisprudência desta casa aponta como devido, ordinariamente, o montante de 1/6 (um sexto). É que as causas de aumento e de diminuição, consideradas na 3ª (terceira) fase, que, a rigor, ao menos em teoria, têm densidade maior do que agravantes ou atenuantes (segunda fase), ostentam como maior ou menor fração, prevista no Código Penal e na legislação extravagante, exatamente 1/6 (um sexto). Por isso, a aplicar fração maior ou menor, exige-se fundamentação específica. Confira-se: "A jurisprudência deste Superior Tribunal firmou-se no sentido de que o aumento para cada agravante ou de diminuição para cada atenuante deve ser realizado em 1/6 da pena-base, ante a ausência de critérios para a definição do patamar pelo legislador ordinário, devendo o aumento superior ou a redução inferior à fração paradigma estar concretamente fundamentado". (AgRg no REsp n. 2.056.208/MG, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 18/12/2023, DJe de 20/12/2023). No caso, as instâncias ordinárias reconheceram que, apesar da admissão dos fatos, a confissão se deu parcialmente. Essa é hipótese que, nos termos dos precedentes deste Superior Tribunal de Justiça, admite modular a fração de atenuação. Vejamos: "Conforme entendimento consolidado nesta Corte Superior, a confissão parcial ou qualificada admite aplicação da atenuante em fração inferior a 1/6" (AgRg no HC n. 948.202/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025.). Nessa linha, a conclusão do acórdão recorrido se firmou de acordo com a orientação desta Corte, o que, nos termos da Súmula nº 83, inviabiliza o trânsito do recurso especial. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem -se. EMENTA