AREsp 2439077 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem corretamente aplicou o CDC e a Lei nº 4.591/64, reconhecendo a legitimidade passiva da recorrente por ter atuado como incorporadora e integrado a cadeia de consumo, responsabilizando-a solidariamente; decidiu-se também que a restituição da comissão de corretagem se conta da resolução do contrato, que não houve prescrição por não ter sido o contrato rescindido, que a crise econômica não configura caso fortuito/força maior, que é possível inverter a cláusula penal moratória nas condições apontadas e que houve danos morais pelo atraso, sendo que a revisão dessas conclusões demandaria reexame de provas vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ.
- Parties
- Agravante: L. PRIORI PROJETO 35 EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Seguimento Negado Ao Recurso Especial
- Outcome
- negou provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Atraso Na Entrega Da Obra, Legitimidade Passiva Da Construtora, Restituição Da Comissão De Corretagem, Prescrição, Caso Fortuito/força Maior, Cláusula Penal Moratória, Danos Morais, Teoria Da Aparência, Grupo Econômico, Responsabilidade Solidária
Case Brief
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Parties
L. PRIORI PROJETO 35 EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Seguimento Negado Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Legitimidade passiva da construtora na cadeia de consumo
- 2 Marco temporal para restituição da comissão de corretagem
- 3 Caracterização de crise econômica como caso fortuito/força maior
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem corretamente aplicou o CDC e a Lei nº 4.591/64, reconhecendo a legitimidade passiva da recorrente por ter atuado como incorporadora e integrado a cadeia de consumo, responsabilizando-a solidariamente; decidiu-se também que a restituição da comissão de corretagem se conta da resolução do contrato, que não houve prescrição por não ter sido o contrato rescindido, que a crise econômica não configura caso fortuito/força maior, que é possível inverter a cláusula penal moratória nas condições apontadas e que houve danos morais pelo atraso, sendo que a revisão dessas conclusões demandaria reexame de provas vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ.
Court Disposition
negou provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Majorar em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15.
Full Case Text
Judgment text and source record
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