EAREsp 2554319 - ACORDAO
À luz da jurisprudência consolidada do STJ, a mera atuação da corretora como intermediadora, sem imputação de falha na prestação do serviço ou indicação de seu envolvimento nas atividades de incorporação e construção (ou de confusão patrimonial), não a integra na cadeia de fornecimento e não justifica sua condenação solidária; haveria, portanto, ilegitimidade passiva ad causam, e as alegações dos agravantes não afastam esse entendimento, sendo impeditivo o reexame de fatos pela Súmula 7/STJ; assim, nega-se provimento ao agravo interno mantendo-se a decisão que reconheceu a ilegitimidade.
- Parties
- Agravantes: Promitentes compradores (autores); Ré: Facility Soluções Imobiliárias; Ré (corretora): Fácil Consultoria Imobiliária
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Em Sessão Virtual (decisão)
- Outcome
- Agravo interno a que se nega provimento (decisão mantida)
- Legal Topics
- Atraso Na Entrega Da Obra, Indenização, Legitimidade Passiva, Responsabilidade Da Corretora, Cadeia De Fornecimento, Gratuidade De Justiça, Súmula 7/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Promitentes compradores (autores)
Agravantes
Facility Soluções Imobiliárias
Ré
Fácil Consultoria Imobiliária
Ré (corretora)
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Em Sessão Virtual (decisão)
Legal Issues
- 1 legitimidade passiva ad causam da corretora imobiliária
- 2 participação da corretora na cadeia de fornecimento do empreendimento
- 3 aplicação da jurisprudência do STJ sobre corretagem e responsabilidade
Ratio Decidendi
À luz da jurisprudência consolidada do STJ, a mera atuação da corretora como intermediadora, sem imputação de falha na prestação do serviço ou indicação de seu envolvimento nas atividades de incorporação e construção (ou de confusão patrimonial), não a integra na cadeia de fornecimento e não justifica sua condenação solidária; haveria, portanto, ilegitimidade passiva ad causam, e as alegações dos agravantes não afastam esse entendimento, sendo impeditivo o reexame de fatos pela Súmula 7/STJ; assim, nega-se provimento ao agravo interno mantendo-se a decisão que reconheceu a ilegitimidade.
Court Disposition
Agravo interno a que se nega provimento (decisão mantida)
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão que reconheceu a ilegitimidade passiva ad causam da corretora em relação à indenização por atraso na entrega da obra
Full Case Text
Judgment text and source record
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