REsp 2045214 - DECISAO
O Tribunal de origem afastou a responsabilidade da Caixa ao considerar que a prorrogação pactuada no Termo de Ajustamento de Conduta, com anuência dos mutuários, vinculou a obrigação de entrega da obra à construtora, que assumiu o pagamento da taxa de evolução e dos aluguéis, e que a CEF, ao deferir reprogramação do cronograma e, posteriormente, iniciar o procedimento de substituição quando acionada, não praticou ato ilícito. A alteração desse entendimento demandaria reexame do acervo fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ, razão pela qual o STJ conheceu parcialmente do recurso e negou-lhe provimento.
- Parties
- Recorrente: Ana Cristina Cyreno Rangel da Silva; Recorrida: Caixa Econômica Federal; Terceiro: Construtora Saint Enton Ltda
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecido Em Parte E Negado Provimento (decisão Final No Stj)
- Outcome
- Conhecido em parte e negado provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Atraso Na Entrega De Imóvel, Responsabilidade Civil, Indenização Por Danos Morais, Lucros Cessantes, Ilegitimidade Passiva, Termo De Ajustamento De Conduta, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Ana Cristina Cyreno Rangel da Silva
Recorrente
Caixa Econômica Federal
Recorrida
Construtora Saint Enton Ltda
Terceiro
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecido Em Parte E Negado Provimento (decisão Final No Stj)
Legal Issues
- 1 Responsabilidade da Caixa Econômica Federal por atraso na entrega de imóvel financiado
- 2 Efeitos do Termo de Ajustamento de Conduta celebrado entre mutuários e construtora sobre terceiros não signatários
- 3 Cabimento de lucros cessantes e aluguéis em face do agente financeiro
Ratio Decidendi
O Tribunal de origem afastou a responsabilidade da Caixa ao considerar que a prorrogação pactuada no Termo de Ajustamento de Conduta, com anuência dos mutuários, vinculou a obrigação de entrega da obra à construtora, que assumiu o pagamento da taxa de evolução e dos aluguéis, e que a CEF, ao deferir reprogramação do cronograma e, posteriormente, iniciar o procedimento de substituição quando acionada, não praticou ato ilícito. A alteração desse entendimento demandaria reexame do acervo fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ, razão pela qual o STJ conheceu parcialmente do recurso e negou-lhe provimento.
Court Disposition
Conhecido em parte e negado provimento ao recurso especial
Orders
- Publique-se
Full Case Text
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