REsp 1915891 - DECISAO
Conheceu-se em parte do recurso especial e deu-se parcial provimento para afastar a cumulação da cláusula penal moratória em favor dos recorridos com os lucros cessantes, mantendo-se a condenação apenas quanto a estes; manteve-se também o entendimento de que não há prova de caso fortuito ou força maior excludente de responsabilidade e que o INCC não se aplica para correção do saldo devedor após o termo ad quem (data contratual de entrega), devendo a liquidação adotar o IPCA na forma simples, enquanto a alegação de retenção parcial da restituição não foi conhecida por ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial exigido.
- Parties
- Autor: LUIZ WALTON DE OLIVEIRA; Autor: GLAUCIA RIBEIRO DE SOUZA OLIVEIRA; Réu: CHL DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.; Réu: SPE ESTRADA DO MONTEIRO 323 INCORPORAÇÕES LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2021
- Procedural Posture
- Ação Declaratória C/c Repetição E Indenização / Recurso Especial Julgamento (conhecido Em Parte E Provido Parcialmente)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, provido parcialmente.
- Legal Topics
- Atraso Na Entrega De Imóvel, Danos Materiais, Danos Morais, Cláusula Penal, Lucros Cessantes, Caso Fortuito/força Maior, Correção Monetária (incc Vs Ipca), Retenção Parcial Da Restituição, Prescrição
Case Brief
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Parties
LUIZ WALTON DE OLIVEIRA
Autor
GLAUCIA RIBEIRO DE SOUZA OLIVEIRA
Autor
CHL DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
Réu
SPE ESTRADA DO MONTEIRO 323 INCORPORAÇÕES LTDA.
Réu
Procedural Posture
Ação Declaratória C/c Repetição E Indenização / Recurso Especial Julgamento (conhecido Em Parte E Provido Parcialmente)
Legal Issues
- 1 ocorrência de caso fortuito ou força maior como excludente de responsabilidade
- 2 possibilidade de inversão da cláusula penal em favor do adquirente
- 3 cumulação da cláusula penal moratória com lucros cessantes
Ratio Decidendi
Conheceu-se em parte do recurso especial e deu-se parcial provimento para afastar a cumulação da cláusula penal moratória em favor dos recorridos com os lucros cessantes, mantendo-se a condenação apenas quanto a estes; manteve-se também o entendimento de que não há prova de caso fortuito ou força maior excludente de responsabilidade e que o INCC não se aplica para correção do saldo devedor após o termo ad quem (data contratual de entrega), devendo a liquidação adotar o IPCA na forma simples, enquanto a alegação de retenção parcial da restituição não foi conhecida por ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial exigido.
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, provido parcialmente.
Orders
- Afasta-se a cumulação da cláusula penal moratória com os lucros cessantes, mantendo-se a condenação somente quanto a estes.
- Mantém-se os ônus sucumbenciais fixados nas instâncias de origem.
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