REsp 1936930 - DECISAO
O Tribunal concluiu que a segunda parte da cláusula contratual (que eximia a vendedora da responsabilidade pela demora na expedição do habite-se) é manifestamente abusiva, considerando que atrasos administrativos e outros imprevistos são previsíveis na atividade de construção e constituem fortuito interno, não eximindo a construtora de responsabilidade. Mantendo as premissas fáticas quanto ao atraso (habite-se expedido em 29/12/2015), reconheceu-se o direito aos lucros cessantes na forma consolidada pelo STJ, mas afastou-se a condenação ao pagamento de indenização por danos morais por não estar presente gravidade suficiente; desse modo conheceu-se parcialmente do recurso e deu-se-lhe...
- Parties
- Recorrente: BEDFORD EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA.; Recorridos: PROMISSÁRIOS COMPRADORES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e dou-lhe parcial provimento para afastar a condenação da recorrente ao pagamento de indenização por danos morais.
- Legal Topics
- Atraso Na Entrega De Imóvel, Cláusula Abusiva, Danos Morais, Lucros Cessantes, Obrigação De Fazer Expedição De Habite Se, Fortuito Interno
Case Brief
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Parties
BEDFORD EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA.
Recorrente
PROMISSÁRIOS COMPRADORES
Recorridos
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Se a cláusula contratual que exime a vendedora pela demora na expedição do habite-se é abusiva
- 2 Se o atraso na expedição do habite-se configura mora imputável à construtora
- 3 Se o mero atraso na entrega do imóvel enseja indenização por danos morais
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que a segunda parte da cláusula contratual (que eximia a vendedora da responsabilidade pela demora na expedição do habite-se) é manifestamente abusiva, considerando que atrasos administrativos e outros imprevistos são previsíveis na atividade de construção e constituem fortuito interno, não eximindo a construtora de responsabilidade. Mantendo as premissas fáticas quanto ao atraso (habite-se expedido em 29/12/2015), reconheceu-se o direito aos lucros cessantes na forma consolidada pelo STJ, mas afastou-se a condenação ao pagamento de indenização por danos morais por não estar presente gravidade suficiente; desse modo conheceu-se parcialmente do recurso e deu-se-lhe...
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e dou-lhe parcial provimento para afastar a condenação da recorrente ao pagamento de indenização por danos morais.
Orders
- As partes devem arcar com as custas e a verba honorária, em proporção a ser apurada posteriormente, na fase de cumprimento e/ou liquidação da sentença.
- Honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor atualizado da condenação.
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