AREsp 3250281 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a parte agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade dos óbices apontados pelo Tribunal de origem: não foi comprovada a violação das normas indicadas e subsiste a incidência da Súmula 7/STJ que impede o reexame de questões fáticas e...
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- Parties
- Agravante: CASASMAIS MACAUBA INCORPORACOES LTDA; Agravante: LEMOS PALMA AGRICOLA E EMPREENDIMENTOS LTDA; Autora: LETICIA XAVIER MACHADO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Admissibilidade)
- Outcome
- Não conhecido
- Legal Topics
- Atraso Na Entrega De Imóvel, Lucros Cessantes, Taxa De Evolução De Obra, Responsabilidade Civil, Litisconsórcio Necessário, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj
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Parties
CASASMAIS MACAUBA INCORPORACOES LTDA
Agravante
LEMOS PALMA AGRICOLA E EMPREENDIMENTOS LTDA
Agravante
LETICIA XAVIER MACHADO
Autora
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Admissibilidade)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 incidência da Súmula 7/STJ (vedação ao reexame de matéria fática)
- 3 obrigatoriedade de litisconsórcio com a Caixa Econômica Federal
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a parte agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade dos óbices apontados pelo Tribunal de origem: não foi comprovada a violação das normas indicadas e subsiste a incidência da Súmula 7/STJ que impede o reexame de questões fáticas e probatórias; portanto, na forma do art. 932, III, do CPC, o agravo não merece conhecimento.
Court Disposition
Não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Deixo de majorar os honorários fixados anteriormente, porquanto já atingido o limite máximo previsto no art. 85, § 2º, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por CASASMAIS MACAUBA INCORPORACOES LTDA e LEMOS PALMA AGRICOLA E EMPREENDIMENTOS LTDA, contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal. Ação: de reparação de danos materiais, ajuizada por LETICIA XAVIER MACHADO, em face de LEMOS PALMA AGRICOLA E EMPREENDIMENTOS LTDA e CASAMAIS MACAUBA INCORPORAÇÕES LTDA, na qual requer o pagamento de lucros cessantes e a restituição da taxa de evolução de obra, em razão de atraso na entrega do imóvel. Sentença: julgou improcedentes os pedidos. Acórdão: deu provimento ao recurso de apelação interposto por LETICIA XAVIER MACHADO, nos termos da seguinte ementa: Compromisso de compra e venda de bem imóvel. Loteamento Jardim Regatas. Ação de indenização por danos materiais (pagamento de lucros cessantes e devolução de taxa de evolução de obra). Alegação de atraso na entrega. Sentença de improcedência. Apelo da autora, promitente compradora. Rejeitadas preliminares arguidas em contrarrazões quanto à necessidade de integração da CEF ao polo passivo da demanda. No mérito, atraso na entrega da obra configurado. Lucros cessantes devidos. Taxa de evolução de obra a ser restituída. Precedentes do TJSP envolvendo o mesmo empreendimento. Sentença reformada para julgar procedentes os pedidos indenizatórios formulados na inicial. Recurso provido. (e-STJ fl. 381) Embargos de Declaração: opostos por LEMOS PALMA AGRICOLA E EMPREENDIMENTOS LTDA e CASAMAIS MACAUBA INCORPORAÇÕES LTDA, foram rejeitados. opostos por LETICIA XAVIER MACHADO, foram rejeitados. Recurso especial: alega violação dos arts. 113, 114 do CPC, 393 do CC, e 48, § 2º, da Lei 4.591/1964, bem como dissídio jurisprudencial. Sustenta que a inclusão da Caixa Econômica Federal no polo passivo é obrigatória por litisconsórcio necessário. Aduz que os atrasos decorrentes da expedição de "habite-se" e de entraves administrativos configuram força maior, afastando responsabilidade das requeridas. Argumenta que é válida a cláusula contratual de prorrogação do prazo de entrega, com amparo na legislação específica de incorporações imobiliárias. Decisão de admissibilidade do TJ/SP: inadmitiu o recurso especial em razão dos seguintes fundamentos: i) não foi demonstrada a violação dos dispositivos arrolados; e ii) incidência da Súmula 7/STJ. Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso, a parte agravante apenas reitera as razões do recurso especial, não impugnando a decisão do TJ/SP que inadmitiu o recurso especial. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade dos seguintes óbices: i) não foi demonstrada a violação dos dispositivos arrolados; e ii) incidência da Súmula 7/STJ. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de Justiça. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, Terceira Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, Quarta Turma, DJe de 11/10/2023. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Deixo de majorar os honorários fixados anteriormente, porquanto já atingido o limite máximo previsto no art. 85, § 2º, do CPC. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA