AREsp 2550804 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, no exame do recurso especial, o Tribunal manteve o acórdão do TRF4: não há bis in idem porque as autuações não decorrem dos mesmos fatos (FATMA atuou tardiamente e não há prova de sanção efetiva), a competência do ICMBio para autuar decorre da Lei 11.516/2007 independentemente da Portaria 95/2012 e não se admite reexame de provas no recurso especial (incidência da Súmula 7 do STJ); portanto, negou-se provimento ao recurso especial na parte conhecida e majoraram-se os honorários sucumbenciais em 10%.
- Parties
- Recorrente/autor: COMPANHIA CATARINENSE DE AGUAS E SANEAMENTO CASAN; Recorrido/órgão Autuador: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial (relacionado a Ação Anulatória De Ato Administrativo) / Decisão Sobre Admissibilidade E Mérito Do Agravo/recurso Especial
- Outcome
- Conhecido o agravo; conhecido parcialmente o recurso especial e, nessa extensão, negado provimento.
- Legal Topics
- Auto De Infração Ambiental, Competência Fiscalizatória, Bis in Idem, Retroatividade De Norma Administrativa (portaria), Súmula 7 STJ, Honorários Sucumbenciais
Case Brief
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Parties
COMPANHIA CATARINENSE DE AGUAS E SANEAMENTO CASAN
Recorrente/autor
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
Recorrido/órgão Autuador
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial (relacionado a Ação Anulatória De Ato Administrativo) / Decisão Sobre Admissibilidade E Mérito Do Agravo/recurso Especial
Legal Issues
- 1 prevalência de auto de infração do órgão licenciador (art. 17, §3º, LC 140/2011) e possível bis in idem
- 2 extrapolação da competência fiscalizatória do ICMBio (Lei 11.516/2007 e Portaria 95/2012)
- 3 aplicação retroativa de Portaria 95/2012 versus LINDB art. 6º
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, no exame do recurso especial, o Tribunal manteve o acórdão do TRF4: não há bis in idem porque as autuações não decorrem dos mesmos fatos (FATMA atuou tardiamente e não há prova de sanção efetiva), a competência do ICMBio para autuar decorre da Lei 11.516/2007 independentemente da Portaria 95/2012 e não se admite reexame de provas no recurso especial (incidência da Súmula 7 do STJ); portanto, negou-se provimento ao recurso especial na parte conhecida e majoraram-se os honorários sucumbenciais em 10%.
Court Disposition
Conhecido o agravo; conhecido parcialmente o recurso especial e, nessa extensão, negado provimento.
Orders
- Negar provimento ao recurso especial no ponto conhecido
- Majorar em 10% o valor de honorários sucumbenciais já arbitrado, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC
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Judgment text and source record
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