AREsp 1945822 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque não houve negativa de prestação jurisdicional nem ausência de fundamentação suficiente pelo Tribunal de origem, além de constatar-se ausência de amparo normativo para o pagamento do auxílio-alimentação aos inativos, em consonância com súmulas...
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- Parties
- Recorrente: SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIARIO DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Auxílio Alimentação, Servidores Inativos, Verba Indenizatória, Súmula Vinculante 55, Súmula Vinculante 37, Recurso Especial, Fundamentação Judicial
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Parties
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIARIO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 alegada negativa de prestação jurisdicional e suposta violação dos arts. 11, 489, II e § 1º, V, 926, § 2º, e 1.022, I e II do CPC/2015
- 2 extensão do auxílio-alimentação aos servidores inativos e natureza da verba (indenizatória)
- 3 ausência de amparo normativo para pagamento e aplicação das Súmulas Vinculantes n. 55 e 37
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque não houve negativa de prestação jurisdicional nem ausência de fundamentação suficiente pelo Tribunal de origem, além de constatar-se ausência de amparo normativo para o pagamento do auxílio-alimentação aos inativos, em consonância com súmulas vinculantes e jurisprudência citada.
Court Disposition
Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIARIO DO ESTADO DE SANTA CATARINA contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA daquela unidade da federação, que não admitiu recurso especial fundado na alínea"a"do permissivo constitucional para desafiar acórdão assim ementado (e-STJ fl. 399): AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. EXTENSÃO DO AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO AOS SERVIDORES INATIVOS DO PODER JUDICIÁRIO DE SANTA CATARINA.PAGAMENTO INDEVIDO. SÚMULA VINCULANTE N. 55.VERBA INDENIZATÓRIA. ATUAL AUSÊNCIA DE QUALQUER AMPARO NORMATIVO PARA O PAGAMENTO. OFENSA, POIS, TAMBÉM À SÚMULA VINCULANTE N. 37. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE DE JUSTIÇA E DA SUPREMA CORTE. DISTINÇÃO INEXISTENTE. AGRAVO DESPROVIDO. Rejeitados os aclaratórios (e-STJ fls. 431/435). No especial obstaculizado, a parte recorrenteapontou violação dos arts. 11, 489, II e § 1º, V, 926, § 2º, e 1.022, I e II, do CPC/2015, sustentando negativa de prestação jurisdicional. O apelo nobre recebeu juízo negativo de admissibilidade pelo Tribunal de origem, tendo os fundamentos sido impugnados no presente agravo. Contraminuta às e-STJ fls. 574/478. Passo a decidir. A irresignação recursal não merece prosperar. Quanto à alegada ofensa aos arts. 11, 489, II e § 1º, V, 926, § 2º,e 1.022, I e II, do CPC/2015, cumpre destacar que, ainda que o recorrente considere insubsistente ou incorreta a fundamentação utilizada pelo Tribunal nos julgamentos realizados, não há necessariamente ausência de manifestação. Não há como confundir o resultado desfavorável ao litigante com a falta de fundamentação. Ademais, consoante entendimento desta Corte, o magistrado não está obrigado a responder a todas as alegações das partes, tampouco a rebater um a um de todos os seus argumentos, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão, como ocorre na espécie. Nesse sentido: AgRg no AREsp 163.417/AL, rel.Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Primeira Turma, DJe 29/09/2014. In casu, destacou a Corte a quoque, " .. no âmbito administrativo, a Resolução n.39/2000-GP deste Tribunal de Justiça foi reconhecida como ilegal e teve sua posterior equivalente, a Resolução-GP n. 07/2012, revogada pela Resolução-GP n. 09/2015, em vista de orientação emanada do Tribunal de Contas do Estado e amparada em decisão do Supremo Tribunal Federal"(e-STJ fls.434). Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, II, "b", do RISTJ, CONHEÇO do agravo para NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% o valor já arbitrado (na origem), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, bem como os termos do art. 98, § 3º, do mesmo diploma legal. Publique-se. Intimem-se.