AREsp 1943792 - DECISAO
Conheceu-se do agravo em parte e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente decidiu que não se deve aplicar a alta programada para cessação automática do auxílio-doença sem prévia perícia médica e procedimento administrativo, não tendo o INSS demonstrado omissão ou defeito específico de fundamentação conforme art. 1.022 do CPC/2015; a jurisprudência do STJ sustenta que, quando não for possível fixar data final, o correto é condicionar a suspensão do benefício à reavaliação administrativa por perícia do INSS, em respeito ao art. 62 da Lei 8.213/91 e aos princípios do contraditório e da ampla defesa.
- Parties
- Agravante: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL; Órgão Julgador De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇO DO ESTADO DO PARANÁ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do Agravo para conhecer em parte do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Auxílio Doença, Alta Programada, Perícia Médica, Termo Final Do Benefício, Revisão Administrativa, Art. 60 Da Lei 8.213/91, Art. 62 Da Lei 8.213/91
Case Brief
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇO DO ESTADO DO PARANÁ
Órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 possibilidade de cessação administrativa do auxílio-doença sem prévia perícia médica
- 2 fixação do termo final (data de cessação do benefício) nos termos do art. 60, §§ 8º e 9º da Lei 8.213/91
- 3 alegada omissão do acórdão segundo art. 1.022 do CPC/2015 e vícios de fundamentação (art. 489, §1º CPC/2015)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo em parte e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente decidiu que não se deve aplicar a alta programada para cessação automática do auxílio-doença sem prévia perícia médica e procedimento administrativo, não tendo o INSS demonstrado omissão ou defeito específico de fundamentação conforme art. 1.022 do CPC/2015; a jurisprudência do STJ sustenta que, quando não for possível fixar data final, o correto é condicionar a suspensão do benefício à reavaliação administrativa por perícia do INSS, em respeito ao art. 62 da Lei 8.213/91 e aos princípios do contraditório e da ampla defesa.
Court Disposition
Conheço do Agravo para conhecer em parte do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço do Agravo em Recurso Especial
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento
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