AREsp 3136752 - DECISAO
Não conheço do agravo em recurso especial porque a parte agravante não refutou adequadamente a decisão agravada nem apresentou precedentes contemporâneos ou supervenientes do STJ que controvertam os fundamentos da inadmissão, de modo que incidiu, por analogia, o óbice da Súmula 182/STJ, e havia também óbice...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: COSME GOMES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Inadmissibilidade
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Auxílio Doença, Auxílio Acidente, Reabilitação Profissional, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj, Súmula 182/stj
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
COSME GOMES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Inadmissibilidade
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial face às Súmulas 7 e 83 do STJ
- 2 ônus de indicar precedentes contemporâneos ou supervenientes do STJ quando o recurso especial é inadmitido por divergência
- 3 impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade (Súmula 182/STJ)
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo em recurso especial porque a parte agravante não refutou adequadamente a decisão agravada nem apresentou precedentes contemporâneos ou supervenientes do STJ que controvertam os fundamentos da inadmissão, de modo que incidiu, por analogia, o óbice da Súmula 182/STJ, e havia também óbice relacionado à Súmula 7/STJ e à aplicação da Súmula 83/STJ quanto ao termo inicial do benefício.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso especial no qual COSME GOMES se insurgira contra o acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS assim ementado (fls. 396/397): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA E REABILITAÇÃO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO-ACIDENTE AO TERMINO DO BENEFÍCIO ANTERIOR. PAGAMENTO DE VERBAS RETROATIVAS DURANTE O PERÍODO TRABALHADO. POSSIBILIDADE. PROVIMENTO DO RECURSO. 1. O auxílio-doença acidentário, de acordo com os arts. 59 e 62, da Lei nº 8.213/91, será devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu labor por mais de 15 (quinze) dias consecutivos e, sendo insuscetível de recuperação para tal atividade, deverá submeter-se ao processo de reabilitação profissional. 2. Já o auxílio-acidente é concedido ao segurado que ao longo do tempo, por agravo decorrente de acidente laboral, teve uma perda parcial da capacidade, que atinge sua aptidão de continuar a exercer o mesmo mister que ocupa habitualmente. 3. Ante as provas colacionadas aos autos, concluiu-se que o autor faz jus ao auxílio-doença, porquanto está incapacitado para sua atividade habitual, devendo ser mantido até que o segurado seja considerado reabilitado para o desempenho de atividade que lhe garanta a subsistência, visto que sua incapacidade é parcial. 4. Ademais, em razão da existência atual de sequelas que reduziram sua capacidade laborativa para o trabalho anterior, entendo que o segurado faz jus ao auxílio- acidente, após a cessação do auxílio-doença, nos termos do art. 86 da Lei n.º 8.213/91. 5. Além disso, entendo ser devido o pagamento dos valores retroativos referentes ao quinquênio anterior ao ajuizamento da ação, porque o apelante demonstrou que fazia jus às parcelas previdenciárias e lhe foi tolhido o direito de recebê-las. 6. Recurso conhecido e provido. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fl. 451). A parte agravante requereu o provimento de seu recurso. A parte adversa não apresentou contraminuta (fl. 537). É o relatório. Da irresignação não é possível conhecer porque a parte agravante não refutou adequadamente a decisão agravada. O recurso especial não foi admitido porque a reforma do acórdão demandaria revisão de fatos e de provas constantes dos autos, incidindo a Súmula 7/STJ, e porque o acórdão recorrido estaria alinhado a entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto ao termo inicial do benefício, incidindo a Súmula 83/STJ (fls. 509/510). O Superior Tribunal de Justiça possui o entendimento de que, inadmitido o recurso especial em razão de divergência entre sua jurisprudência e a pretensão recursal, a parte recorrente deve, obrigatoriamente, apresentar julgados deste Tribunal contemporâneos ou supervenientes aos que figuraram na decisão de admissibilidade, realizando o cotejo analítico entre eles. Ou, a depender do caso, pode ainda demonstrar que a questão tratada no processo em nada se assemelha àquelas indicadas na decisão agravada. A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. ELETROBRÁS. JUROS REMUNERATÓRIOS E MORATÓRIOS. IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO. INADMISSÃO COM FUNDAMENTO NA SÚMULA 83 DO STJ. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE PRECEDENTE CONTEMPORÂNEO OU POSTERIOR. NECESSIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE. .. 2. Na hipótese em que o recurso especial não é admitido com apoio na Súmula 83 do STJ, na impugnação recursal, devem-se apontar julgados deste Tribunal Superior contemporâneos ou supervenientes em sentido contrário aos precedentes indicados na decisão de inadmissão, ou indicar a distinção entre os casos julgados. Precedentes. 3. No caso dos autos, o julgado da Segunda Turma invocado para a inadmissão do especial externa que "a parcela referente aos juros remuneratórios reflexos, inconfundível com os juros moratórios, compõe o principal do débito exequendo, de modo a ensejar, na imputação de pagamento, a aplicação do art. 354 do CC/2002" (REsp n. 1.810.639/PR, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16/6/2020, DJe de 18/9/2020), mas a parte recorrente não aponta nenhum precedente que, tratando da mesma situação fático-jurídica, tenha chegado à outra conclusão. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.336.038/RS, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 2/10/2023, DJe de 4/10/2023.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 182/STJ. INCIDÊNCIA. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende ser necessária a impugnação dos fundamentos da decisão denegatória da subida do recurso especial para que se conheça do respectivo agravo. 2. Como registrado na primeira oportunidade, a empresa agravante não infirma especificamente a tese de que o acórdão recorrido estaria em consonância com o entendimento deste STJ. Logo, a Súmula 182 desta Corte foi corretamente aplicada ao caso. 3. Incumbiria à parte interessada apontar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos referidos na decisão combatida, procedendo ao cotejo analítico entre eles. 4. O disposto nos arts. 932, parágrafo único, e 1.029, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015 não é aplicável na hipótese de incidência da Súmula 182 do Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.112.333/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 21/3/2019, DJe de 28/3/2019.) No mesmo sentido, entre outros: AgInt nos EDcl no AREsp 1.842.229/PR, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 2/5/2023, DJe de 11/5/2023; AgInt no AREsp 2.190.005/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 29/5/2023, DJe de 26/6/2023; AgInt nos EDcl no AREsp 2.271.129/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 15/5/2023, DJe de 17/5/2023; AgInt no AREsp 1.902.574/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 28/3/2022, DJe de 4/4/2022. Em seu agravo em recurso especial, a parte agravante não trouxe argumentação idônea a indicar que o óbice em questão teria sido mal aplicado pela instância de origem, limitando-se a sustentar de forma genérica que "tampouco há impedimento pela Súmula 83 do STJ, pois inexiste entendimento do Tribunal afirmando que o benefício deve ser implementado desde a cessação do último auxílio-doença, pelo contrário, a DIB deve ser a cessação do benefício originário" (fl. 525), sem apresentar julgados desta Corte a respaldar tal alegação. Nesse contexto, em razão de o agravo não superar o juízo de admissibilidade, incide no presente caso, a impedir seu conhecimento, o óbice da Súmula 182/STJ, aplicável por analogia. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA