AREsp 2556423 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a matéria indicada (violação do art. 374, III, do CPC e reconhecimento administrativo do direito ao benefício) não foi objeto de discussão no acórdão recorrido e não houve embargos de declaração para prequestionamento, incidindo as Súmulas 282 e 356 do STF; assim,...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante/recorrente: RAILDA RAMONA GUIMARÃES FONTE; Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno (com Exame De Recurso Especial) / Juízo De Retratação E Reexame Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo interno e, por outro fundamento (ausência de prequestionamento), não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Auxílio Doença Acidentário, Laudo Pericial, Prequestionamento, Súmulas Do STF, Juízo De Retratação, Conhecimento/não Conhecimento De Recurso
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
RAILDA RAMONA GUIMARÃES FONTE
Agravante/recorrente
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Interno (com Exame De Recurso Especial) / Juízo De Retratação E Reexame Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 284 do STF
- 2 alegada violação do art. 374, III, do CPC
- 3 ausência de prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a matéria indicada (violação do art. 374, III, do CPC e reconhecimento administrativo do direito ao benefício) não foi objeto de discussão no acórdão recorrido e não houve embargos de declaração para prequestionamento, incidindo as Súmulas 282 e 356 do STF; assim, conheceu-se do agravo interno para não conhecer do recurso especial por outro fundamento.
Court Disposition
Conheço do agravo interno e, por outro fundamento (ausência de prequestionamento), não conheço do recurso especial.
Orders
- Torno sem efeito a decisão de e-STJ fls. 199/200
- Conheço do agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto por RAILDA RAMONA GUIMARÃES FONTE contra decisão do Presidente desta Corte de Justiça, que não conheceu do recurso diante do óbice da Súmula 284 do STF (e-STJ fls. 206210). A parte agravante alega, em síntese, que não é caso de incidência da Súmula 284 do STF porque indicou como violado, nas razões do seu apelo especial, o art. 374, III, do CPC (e-STJ fls. 206/210). Sem contraminuta (e-STJ fl. 217). É o breve relatório. Em novo exame, tenho que assiste razão à agravante, pois inaplicável, no caso, o verbete da Súmula 284 do STF. Diante dessa constatação, exerço juízo de retratação, reconsidero a decisão agravada e passo a examinar o recurso especial. Trata-se de recurso especial interposto contra acórdão assim ementado (e-STJ fl. 147): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DE CONCESSÃO/RESTABELECIMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO. LAUDO PERICIAL QUE ATESTA A CAPACIDADE DA AUTORA PARA O EXERCÍCIO DE SUAS ATIVIDADES LABORAIS. BENEFÍCIO INDEVIDO. SENTENÇA MANTIDA - RECURSO CONHECIDO, E IMPROVIDO. 1 - O laudo apresentado é coerente e conclusivo, não apresentado irregularidades. O perito, profissional da área médica, respondeu a todos os quesitos formulados pelas partes de forma clara e objetiva. 2 - Não há qualquer nulidade no laudo, ou mesmo contradição apta a ensejar a realização de nova prova, sendo coerentes as conclusões alcançadas pelo expert. 3 - Recurso conhecido e improvido, nos termos do voto da relatora. Em suas razões, a parte recorrente aduz ter sido violado o art. 374, III, do CPC, ao argumento de que "o próprio reconhecimento pela autarquia recorrida do direito da recorrente ao benefício pleiteado é fato inequivocamente incontroverso nos autos, de maneira que não depende e qualquer outra prova a ser apresentada pela recorrente" (e-STJ fl. 162). Defende que, "levando-se em conta que o v. acórdão exarado não observou o postulado pela recorrente acerca do ato judicial de id.6857452 e id.6857778 dos autos, op. cit., no sentido de que o recorrido INSS reconhecera inequivocamente o direito da recorrente ao benefício pleiteado, resta inequívoco o error in judicando verificado no v. acórdão recorrido (op. cit.), de maneira que totalmente viável a sua reforma em sede de recurso especial, não encontrando óbice na Súmula n.º 7, do C. STJ, razão pela qual deve ser reformado o v. acordão guerreado para fins de dar provimento ao benefício pleiteado pela recorrente, ora negado no I. Juízo primevo" (e-STJ fl. 164). Pois bem. O recurso não pode prosperar. Isso porque, o dispositivo alegadamente violado nas razões do recurso especial (art. 374, III, do CPC) e a tese a ele vinculada, no sentido de que há inequívoca comprovação da inobservância do acórdão recorrido acerca do reconhecimento pelo Instituto recorrido do direito da recorrente, não foram objeto de discussão pelo acórdão recorrido, nem foram opostos embargos de declaração pela parte recorrente para suprir a referida omissão, o que atrai o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF (ausência de prequestionamento). Portanto, não há como modificar o julgado recorrido. Ante o exposto, TORNO SEM EFEITO a decisão de e-STJ fls. 199/200 e, com base no art. 253, parágrafo único, II, "a", do RISTJ, CONHEÇO do agravo para NÃO CONHECER do recurso especial por outro fundamento. Publique-se. Intimem-se. EMENTA