AREsp 2816959 - DECISAO
O tribunal conheceu parcialmente do recurso especial, mas rejeitou-o quanto ao mérito porque o Tribunal de origem comprovou nos autos que o imóvel continuou a servir de moradia da família e que o valor excedente da alienação foi utilizado em benefício da entidade familiar, não havendo alteração da destinação primitiva nem desvio do proveito econômico em prejuízo do credor; ademais, faltou prequestionamento sobre determinados dispositivos (arts. 774 e 792 do CPC), e o reexame de fatos e provas é vedado por Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi, na extensão conhecida, negado provimento.
- Parties
- Agravante: HUGO RAPOSO; Agravado/executado: Sergio Renato Dossa Machado; Agravada/executada: Ariane Berenice da Rocha Machado; Filha/terceira Interessada: Sellina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão (conhecimento Parcial E Não Provimento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo; conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Bem De Família, Impenhorabilidade, Fraude À Execução, Penhora De Valores Excedentes, Prequestionamento, Súmula 7/stj, Súmula 568/stj
Case Brief
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Parties
HUGO RAPOSO
Agravante
Sergio Renato Dossa Machado
Agravado/executado
Ariane Berenice da Rocha Machado
Agravada/executada
Sellina
Filha/terceira Interessada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão (conhecimento Parcial E Não Provimento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 ausência de prequestionamento dos arts. 774 e 792 do CPC
- 2 manutenção da impenhorabilidade de bem de família frente à alegação de fraude à execução
- 3 possibilidade de rastrear e penhorar saldo remanescente da venda do imóvel
Ratio Decidendi
O tribunal conheceu parcialmente do recurso especial, mas rejeitou-o quanto ao mérito porque o Tribunal de origem comprovou nos autos que o imóvel continuou a servir de moradia da família e que o valor excedente da alienação foi utilizado em benefício da entidade familiar, não havendo alteração da destinação primitiva nem desvio do proveito econômico em prejuízo do credor; ademais, faltou prequestionamento sobre determinados dispositivos (arts. 774 e 792 do CPC), e o reexame de fatos e provas é vedado por Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi, na extensão conhecida, negado provimento.
Court Disposition
Conheço do agravo; conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Conhecimento do agravo
- Conhecimento parcial do recurso especial
Full Case Text
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