AREsp 2703087 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou factual e probatoriamente a questão, sendo vedado ao STJ reexaminar provas (Súmula 7); além disso, houve ausência de prequestionamento de matéria alegadamente violada e não foi demonstrado dissídio jurisprudencial nos termos exigidos, de modo que...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 November 2024
- Procedural Posture
- Ação Previdenciária (aposentadoria Por Invalidez, Auxílio Doença, Reabilitação Profissional) / Recurso Especial (agravo Em Recurso Especial) Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Benefício Por Incapacidade, Qualidade De Segurado, Início De Prova Material, Período De Carência, Extinção Do Processo Sem Resolução De Mérito, Prequestionamento, Divergência Jurisprudencial, Súmula 7/stj
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Procedural Posture
Ação Previdenciária (aposentadoria Por Invalidez, Auxílio Doença, Reabilitação Profissional) / Recurso Especial (agravo Em Recurso Especial) Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 reconhecimento da qualidade de segurado especial
- 2 insuficiência do conjunto probatório para comprovar qualidade de segurado
- 3 necessidade de início de prova material contemporâneo à DII e ao período de carência
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou factual e probatoriamente a questão, sendo vedado ao STJ reexaminar provas (Súmula 7); além disso, houve ausência de prequestionamento de matéria alegadamente violada e não foi demonstrado dissídio jurisprudencial nos termos exigidos, de modo que não se mostrou possível o conhecimento do recurso.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Recurso especial não conhecido.
- Determino a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e eventual gratuidade judiciária.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de ação previdenciária (aposentadoria por invalidez, ou auxílio doença, ou reabilitação profissional). Na sentença, julgou-se improcedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi parcialmente reformada. O valor da causa foi fixado em R$ 90.636,58 (noventa mil e seiscentos e trinta e seis reais e cinquenta e oito centavos). O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: REVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. AUXÍLIO-DOENÇA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. QUALIDADE DE SEGURADO. AUSÊNCIA DE INÍCIO DE PROVA MATERIAL CONTEMPORÂNEA À DII. INSUFICIÊNCIA DO CONJUNTO PROBATÓRIO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. Diante do conjunto probatório insuficiente para o reconhecimento da qualidade de segurado, não há como acolher o apelo para julgar procedente a ação. Contudo, dado parcial provimento ao recurso para alterar a forma de extinção do feito para que o mesmo seja extinto sem resolução de mérito, com fulcro no art. 485- IV do CPC. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: diante deste conjunto probatório, não vejo como acolher o recurso para julgar procedente a ação, pois não restou demonstrada a qualidade de segurada especial da parte autora, diante da ausência de início de prova material contemporâneo à DII e ao período de carência. (..) Assim, considerando as peculiaridades da lide previdenciária, da necessidade de salvaguarda dos direitos fundamentais e da deficiência da instrução probatória no caso em exame, entendo que a melhor solução não é a improcedência da demanda, mas a extinção do processo sem exame do mérito, com base no art. 485 - IV do CPC. (..) Logo, deve ser parcialmente acolhido o recurso para alterar a forma de extinção do feito para que o mesmo seja extinto sem resolução de mérito, com fulcro no art. 485- IV do CPC. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação (artigos 11, § 9º, III, da Lei n. 8.213/91) , esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA