AREsp 2520866 - DECISAO
Não havendo fundada suspeita objetiva e referida à posse de corpo de delito antes da revista — pois a busca foi motivada apenas por localização em área de tráfico e pelo alegado nervosismo do acusado — a busca pessoal revelou-se ilícita nos termos do art. 244 do CPP e da jurisprudência consolidada. Em conseqüência, as provas apreendidas e as derivadas são ilícitas (teoria dos frutos da árvore venenosa, art. 5º, LVI, CF) e, com base no art. 386, II, do CPP, o recorrente deve ser absolvido do crime previsto no art. 33 da Lei de Drogas.
- Parties
- Recorrente/agravante: ALEXANDRE CONCEIÇÃO DAS NEVES; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Provimento Do Agravo E Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido e provido; recurso especial conhecido e provido; reconhecida a ilicitude das provas obtidas em decorrência da busca pessoal, e o recorrente absolvido com fundamento no art. 386, II, do CPP.
- Legal Topics
- Busca Pessoal, Prova Ilícita, Teoria Dos Frutos Da Árvore Venenosa, Revista Pessoal, Fundada Suspeita, Art. 244 Do CPP, Art. 33 Da Lei De Drogas
Case Brief
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Parties
ALEXANDRE CONCEIÇÃO DAS NEVES
Recorrente/agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Provimento Do Agravo E Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 existência de fundada suspeita (justa causa) para busca pessoal sem mandado
- 2 legalidade da busca pessoal realizada em área de intenso tráfico com base em nervosismo
- 3 ilicitude das provas obtidas em decorrência de busca sem justa causa
Ratio Decidendi
Não havendo fundada suspeita objetiva e referida à posse de corpo de delito antes da revista — pois a busca foi motivada apenas por localização em área de tráfico e pelo alegado nervosismo do acusado — a busca pessoal revelou-se ilícita nos termos do art. 244 do CPP e da jurisprudência consolidada. Em conseqüência, as provas apreendidas e as derivadas são ilícitas (teoria dos frutos da árvore venenosa, art. 5º, LVI, CF) e, com base no art. 386, II, do CPP, o recorrente deve ser absolvido do crime previsto no art. 33 da Lei de Drogas.
Court Disposition
Agravo conhecido e provido; recurso especial conhecido e provido; reconhecida a ilicitude das provas obtidas em decorrência da busca pessoal, e o recorrente absolvido com fundamento no art. 386, II, do CPP.
Orders
- Reconhecer a ilicitude das provas obtidas a partir da busca realizada no recorrente
- Afastar todas as provas dela decorrentes
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